Quinta, 19 de Maio de 2022

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VICEVERSA com a imortal APB Carmen Regina Dias, poeta, escritora e espiritualista

"A conexão espiritual é o que me trouxe até aqui, neste momento agora, pois eu poderia ter sucumbido incontáveis vezes mediante a força da minha autorreflexão instantânea (...)".

04/04/2022 às 10h23 Atualizada em 04/04/2022 às 22h46
Por: Mhario Lincoln Fonte: Carmen Regina Dias
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Carmen & Mhario
Carmen & Mhario

VICEVERSA

Mhario Lincoln para CARMEN REGINA DIAS.

Parte I

Mhario Lincoln: As relações humanas, dizem os sociólogos, são pautadas por "poderes simbólicos". Eles possuem grande influência na visão de mundo e na realidade das pessoas. Você acredita realmente nessas forças ou em outras forças?

CARMEN REGINA DIAS: Os poderes simbólicos movimentam a realidade social. É através de um  emaranhado de símbolos que o mundo gira, as comunidades atuam e os paradigmas se instalam na ordem social. O poder dos Símbolos deveria ser uma matéria importante nas escolas, o que despertaria em nós aquele senso crítico tão necessário para a evolução da raça humana. Os símbolos mostram as representações que são feitas da realidade e do mundo através da arte, da política, da família, da educação... Eles sustentam a dominação da classe dominante e detentora do poder, “um poder que se deixa ver menos ou que é até mesmo invisível”, que se exerce pela ausência de importância dada à sua existência, poder ignorado, que fundamenta e movimenta uma série de outros poderes e atos. O poder que está por trás, escondido nas entrelinhas e que é cunhado com este propósito.  O poder simbólico é, com efeito, esse poder invisível o qual só pode ser exercido com a cumplicidade daqueles que não querem saber que a ele estão sujeitos ou mesmo que o exercem” conforme BOURDIEU, sociólogo francês. Estamos a todo momento diante de situações que demonstram claramente a miopia das massas humanas em relação à compreensão do que está por trás de uma notícia, por exemplo. Todos os preconceitos se sustentam na trama desse emaranhado que compõe o poder simbólico. É o que move os senhores das armas e das guerras. Quando as massas percebem o que de fato está ocorrendo, acontece o que aconteceu no Vietnã, e que fez os norte-americanos perderem a guerra, como podemos verificar em "Zeitgeist", o filme.

 MHL: Uma mulher multifacetada como vc é, com milhares de tarefas a cumprir, consegue parar e fazer uma autorreflexão? E quando acontece isso, o que você descobre em você que lhe faz repensar a vida?

CD: Eu vivo em constante autorreflexão. Sou ascendente Escorpião, tenho Marte nesse signo, num lugar onde o foco, são as finalizações e os momentos decisivos. O próximo instante é sempre o desconhecido que chega para me dizer que estou muito aquém, a um triz de perder o trem que me levará ao “Quem sou eu?”. Penso e repenso. Minha vida poderia ser toda feita de recomeços, como um verso, um poema que se vai reescrevendo pela vida afora. Sinto as dores do parto, o lamento pelas coisas que fiz e as que deixei passar, por negligência, infantilidade ou por aquele medo ancestral que não tem explicação racional. Fernando Pessoa me impressiona sempre com estes versos: “O que eu sou hoje é terem vendido a casa. É terem morrido todos, É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...”  É preciso coragem, muita coragem, e o poder espiritual me protegendo, para eu dar conta de “cumprir minhas tarefas simultaneamente aos efeitos do observador de mim mesma.”

MHL: Confessa pra nós o que lhe faz sair literalmente do sério?

CRD: Faz tempo que não saio do sério. Sempre me vem à lembrança as frases lapidares do divino Mestre e que me tocam profundamente: “Sede equânimes”. Ou, “Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.” Outra Dele: “Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”. Ainda: “Eu venci o mundo” e aquela magistral: “Com paciência possuireis vossas almas.” Vencer o mundo não é fácil, porque até mesmo os movimentos da Lua no céu alteram nossa disposição e humor. Estar no mundo, sem pertencer a ele demanda um esforço suplementar para atingir e permanecer em estado de calma e tranquilidade, paz. Sou responsável pela energia que emano e que a todos enreda ao meu redor, o “efeito borboleta”. Penso que o presente é resultado das atitudes do passado e o futuro é resultado das ações do agora. Diante da injustiça, da indiferença, das manipulações, da agressão física, verbal e de outras formas de manifestação do orgulho e da ira, esses egos poderosíssimos, que se alastram com a velocidade dos raios e abraçam e obnubilam a todos ao redor do fato, roubando energia preciosa para a manutenção da própria saúde, eu preciso de preces… A questão indígena, a questão da Amazônia, da água, da lavoura e dos agrotóxicos, a saúde da população, os moradores da rua ... entre outros pontos nevrálgicos da nossa realidade também carecem de preces e de ajuda espiritual para que eu não abra as portas para os agregados psíquicos que, fatalmente, me tirariam do sério.

MHL: Tive estudando alguns cientistas quânticos modernos e li algo bem interessante. Por exemplo, que "o amor é pura física. Segundo a teoria quântica, estamos todos entrelaçados (os átomos), num emaranhado de conexões, infinitas". Qual a sua opinião acerca?

CRD:  Através daquilo que os físicos chamam de Campo Quântico, as coisas e as pessoas trocam informações instantâneas entre si, mesmo a grandes distâncias, gerando ações, movimentos e encontros, resultando na construção de cenários e contextos importantes para a realização de seus projetos.  Efeitos psíquicos como intuições, pulsões, insights, ideias, pensamentos, desejos, etc., empurram-nos para as ações e nos colocam na rota. Quando se entra em relação quântica com aquilo que se deseja, coloca-se em ação, poderosas forças e energias de uma realidade invisível. Percebo que na dimensão Quântica não existe tempo e espaço, nem antes nem depois. Nela, as coisas existem juntas, num eterno presente. Quem nunca experimentou situações em que se pensa em alguém e em poucos instantes esse alguém, do nada, entra em contato? É uma demonstração da conexão atômica entre os humanos. E não só entre os humanos, mas em tudo que existe ao nosso redor. Você sorri para uma planta e, nos dias seguintes, ela se enche de flores, rebrota, faz a festa para seus olhos. Cada sistema tem a sua energia disponibilizada naturalmente, em medidas exatas, e isso significa que a energia roubada em algum lugar, fará falta num outro lugar dentro do sistema. Estamos todos juntos, somos um só corpo, construindo, cada qual, sua própria identidade. Como poetizou Rumi, em Sama: “Viemos girando do nada, espalhando estrelas, como pó. As estrelas puseram-se em círculo e nós, ao centro, dançamos com ela...” 

MHL: Você tem dado muitos exemplos da força de sua conexão espiritual e que ela a ajuda sempre que necessário. Explica um pouco disso.

CRD:  A conexão espiritual é o que me trouxe até aqui, neste momento agora, pois eu poderia ter sucumbido incontáveis vezes mediante a força da minha autorreflexão instantânea.  É sempre em nome do Pai, do Mestre, da Mãe Divina, da intercessão dos Irmãos da espiritualidade, do meu mentor espiritual, Irmão Leocádio José Correia e sua equipe de assistência e cura que consigo a paz que persigo e preciso para viver, para enfrentar as vicissitudes, as provações, erros e acertos no decorrer da jornada, para dar conta da minha autocrítica. Eu abro os olhos para cada dia pronunciando “Senhor meu Deus, Senhor meu Pai... peço a tua proteção... pra mim, para meus filhos, meu lar, meus amigos e inimigos, minha Academia Poética, meus Confrades e Confreiras, nosso presidente, que traz consigo a energia da Fraternidade com as cores da arte e da literatura.  Irmão Leocádio querido... gratidão por tua presença em nossas vidas.”  E então sinto que estou protegida, que nada devo temer, pois o Pai, o Filho e o Irmão zelam pela minha e pela nossa existência. Gratidão. Tenho 3 filhos... Eu dou trabalho para os Irmãos da Espiritualidade, faz tempo. Gratidão eterna.

MHL: Um dos primeiros poemas que li, assinado por você, foi "ANJO/Era um anjo./ Até começar a beber/ na taça dos mortais. (...) Agora destila sua própria cicuta./ Não sabe o mal que se faz./ Pobre anjo.../ Não resistiu ao chão movediço/ de suas próprias criações (...)". Muito forte.  Sei que poesia não se explica, mas....

CRD:  Poesia não se explica, é vero. E aqui, no poema, refiro-me ao Anjo que habita cada um de nós. Era pura essência no bercinho e no colo da mamãe, mas, entrou em contato com as energias que nos reúnem no tabuleiro quântico da existência e perdeu sua inocência, o que, uma vez mais me traz à tona a certeza de que ‘Somos todos Um’. E que precisamos nos conscientizar sobre a influência dos nossos pensamentos, palavras, atitudes e reações a cada instante, pois estamos interferindo no campo energético das outras pessoas. E o que fora um Anjo, passa a ser, o espelho da humanidade, com seus vícios, preconceitos e equívocos. Carregamos um mundo nas costas, por assim dizer, é preciso observação e limpeza energética constante, pois nos tornamos responsáveis por tudo aquilo que influenciamos e ajudamos a fazer acontecer, de um jeito ou de outro. Sou fã do Zaratustra, de Nietzsche: “a primeira coisa a fazer é tirar o morto das costas e enterrá-lo.” Quem sabe, assim, consigamos de volta a inocência do Anjo.

MHL: "O Amor é a centelha da vida./ Vivo, existo, movo-me em Deus, com Deus, para Deus (...)". Essa é parte da oração que sempre faço ao irmão espírita Dr. Leocádio José Correia. Você também recorre ao irmão de luz quando necessário. Como você pode nos falar sobre o momento de Fé - uma Fé Cósmica - que lhe envolve quase sempre? Isso me deixa muito feliz e nos conecta de uma maneira indiscutível.

CRD:  Como escrevi acima, eu dou trabalho para o Irmão Leocádio. Não sei viver sem seu auxílio fraterno-espiritual. Recorro a ele, em nome do Pai, do Mestre e da Mãe Divina e minha alma repousa ao calor de seu abraço invisível.  A Fé, conforme nos fala Huberto Rohden em “A Mensagem viva do Cristo”, é uma sintonia fina com o Pai. E é bem diferente de Crença. Quando entro em sintonia, sinto, dentro de mim e em minha pele, e sempre me alcançam as lágrimas, meu corpo reage com arrepios e não há mais nada, por breves instantes, que não seja essa conexão, essa certeza de que estou dentro de um campo de proteção do Irmão e que a vida é eterna. É um sentimento de plenitude, fugaz, mas real. Passaria horas e horas contando sobre a bondade desse Irmão em minha vida.  Gratidão.

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Carmen Regina Dias para Mhario Lincoln.

PARTE II

CARMEN REGINA DIAS para Mhario Lincoln

CARMEN REGINA DIAS: Você se lembra de sua primeira ação, seu primeiro produto literário? Quantos anos você tinha? Como foi tua reação na época?

Mhario Lincoln: Na verdade, no final do curso primário passei a gostar muito das aulas de “Descrição”. A professora colocava um painel com paisagens bucólicas e pedia que os alunos escrevessem o que viam. A partir daí, criei amor pela escrita. Tanto que no Twitter, vários anos depois (e ainda hoje), escrevo sob fotos que meus amigos me enviam. Exatamente com esse tema que surgiu (#domeulivroML), culminando com o livro “Segredos Poéticos para Colorir”. Uma coisa que brotou naturalmente e me fez seguir esse rumo até hoje. 

CRD: Fale sobre a influência de sua mãe na sua vida musical. 

MHL: Minha mãe sempre foi meu prumo e continua sendo. Às vezes quando estou para cometer algum erro, sinto-a me dando conselhos. A altivez, a coragem, a insistência, a busca por seus objetivos, a juventude de minha mãe aos 80 anos; tudo isso me leva a atingir também meus objetivos. Ela não foi (só) minha mãe. Mais que isso: um anjo, um rumo, um guia, uma bússola. E também, um colo macio onde várias vezes chorei infortúnios. Porém, com sabedoria, enxugava as minhas lágrimas e me empurrava de volta ao jogo da vida. Isso me faz lembrar Arthur Schopenhauer quando diz que aquelas pessoas que são iluminadoras do gênero humano, sempre aprenderam lendo diretamente no livro do Mundo. Minha Mãe foi assim.

CRD: Como se deu a tua percepção de que a vida é muito mais ampla, e que existem dimensões sutis que, de um modo geral, não são acessíveis aos olhos humanos?

MHL: Primeiro, intui-me vivenciar meu hoje na Terra. Os mundos que habitamos dentro de nós mesmos. Aqui começa a viagem cósmica, a partir do momento que encaro a percepção como de extrema importância, observando o comportamento daqueles que me cercam. Interpreto as pessoas de forma sutil. E, como consequência, tento corrigir em mim os erros que percebo nas atitudes dos outros, mas sem julgá-los. Outro dia li alguma coisa nesse sentido numa página do “Brasil Escola”, onde aprendi ser a percepção do mundo, diferente para cada indivíduo. Por isso, ninguém pode julgar ou condenar uma outra pessoa tendo como base seus próprios dogmas. Isso porque cada um percebe um objeto, uma situação ou um aglomerado de estrelas de acordo com os aspectos que têm especial importância para si próprio. É uma questão de como o outro organiza e interpreta as suas impressões sensoriais para atribuir significado ao seu meio. Mais além. Todos têm universos únicos. Interagem com seus microcosmos ou macrocosmos interior. Compreendendo isso, talvez entendam também a máxima bíblica: “Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar”. Porém, a parte mais importante desse enunciado cristão é a segunda parte: “E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também”. (João 14:2,3). Só entendendo esse enunciado é que poderemos voar entre as novas galáxias, sem medo de ser feliz.

CRD: E o Irmão Leocádio, como se inseriu em tua vida?

MHL: Sempre estudei Leocádio José Correia. Especialmente por ser um dos grandes agentes organizadores e implementadores do processo de ensino-aprendizagem proposto pela Doutrina dos Espíritos. É dele a frase, “Nenhum homem é feliz sem o exercício pleno do amor.” Desta forma, o amor como âncora de quaisquer que sejam as atividades dos espíritos encarnadas, tende a ser imbatível. Em outro momento, me identifiquei muito com ele, quando li uma das respostas, numa entrevista psicografada. Nela, o irmão Leocádio asseverou sobre algo importante para quem quer se livrar das correntes da imaturidade e da inconsciência do egoísmo humano: “Espero todos alcancem com dignidade, força e compreensão a consciência do aprender a pensar. Quando aprendemos a pensar, aprendemos a empreender a nossa própria vida naquilo em que formos conscientes (...)”. Esplêndido!

CRD: Como se deu a tua inclinação fraterna, de apoiar e expandir a arte literária de todos em teu caminho?

MHL: Aqui, há de se observar algo de suma importância. Caso não haja competências socioemocionais, de pessoa para pessoa, de artista para artista, todas e quaisquer ajudas serão frágeis e intencionais, numa expectativa de um retorno comum aos dois. No meu caso, nunca funcionou assim. O engajamento racional leva em conta – quando oportunizo uma chance - o apoio integral que deve ser dado e vivenciado, também por quem recebe essa chance de crescimento. Desta forma, é realmente fraterno o fato de chancelar a quem me procura. Mas sem o errôneo significado de “ajuda”, simplesmente. O que faço em minhas atividades literárias é qualificar o artista. É oportunizá-lo para novos desafios profissionais. É “empurrá-lo de volta ao jogo da vida”, como minha mãe fazia comigo. Desta forma, tudo que me enviam eu leio, eu analiso, eu vejo. Só assim, minha contribuição torna-se mais consistente e real. Concomitantemente, acabo recebendo, de volta, também, grandes oportunidades para expandir a missão literária, musical e artística, a qual me foi dada nesta passagem por aqui.

CRD: Conte sobre a gênese da APB, nossa Academia Poética Brasileira. Como chegou a você a ideia de realizar essa obra, hoje tão bem alinhada, inserida nos meios e, de certa forma, o colo para nós, poetas?

MHL: Eu e a mineira de coração e nordestina de nascimento, Clevane Pessoa – a poeta do Século XX – pensamos em criar uma comunidade literária que abrangesse o Brasil e abarcasse igualmente alguns literatos amigos que estavam morando no exterior. Nos reunimos em 2015, num encontro em Curitiba-PR a fim de discutir, junto com o professor Edomir Martins de Oliveira, os rumos dessa nova empreitada. No ano seguinte, então, formalizou-se o que seria a Academia Poética Brasileira, sem fins lucrativos, sem normas egoicas, sem discriminação de raça, cor, religião ou posição social. Desta forma, hoje, temos mais de 60 membros engajados em inúmeras situações sócioculturais que contribuem de forma efetiva para o engrandecimento da entidade. O fato primordial é a pluralidade de pensamentos e a total liberdade de expressão. Tais fatos, acabam por diferenciar a APB da maioria de outras entidades similares.

CRD: Você tem novos planos para a sustentação e expansão da Academia nos novos tempos?

MHL: Inciamos uma série de modernizações. A primeira foi transformar os integrantes fundadores em membros-imortais. Isto é, a Cadeira que estão sentados terá o próprio nome “ad eternum”, como patrono. Isso é muito importante. Estamos estudando a possibilidade de fazer uma Coletânea com nossos Poetas, além de um Concurso de Contos Infantis, ainda este ano. A APB é única, quando se trata de agremiações virtuais. Todos seus componentes podem divulgar suas obras através da plataforma do facetubes.com.br, com rádioweb, tvweb e jornalweb, com centenas de acessos no Brasil e fora dele. Isso é uma vitória indescritível. Tudo isso, sem nenhum fim lucrativo, publicitário ou de soberba pessoal dos dirigentes.

CRD: Como seus poemetos, micropoemas recheados de sabedoria te chegam? É através de experiências na vida real, ou te vêm à mente como um brilho de estrela em noite escura?

MHL: Fico até meio preocupado em falar isso (risos). Porém, geralmente os insights me chegam como se vozes estivessem soletrando pra mim. Acho que escrevo o que muitas outras pessoas sentem. Inclusive meu espírito, em fases antanhas. Muitas experiências são liberadas através dos versos que, acredito eu, chegam através de registros akáshicos. É como se uma voz serena, pausada e firme soletrasse em minha consciência. Essa sensação incrível me ajuda a coordenar as ideias e a escrever as coisas que, antes, eram apenas um projeto. Vibra o mote, como uma transferência elétrica e emocional. É assim que funciona meu processo criativo.

 

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