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No dia do Jornalista, a matéria escolhida é de ELENA MEDEL, "A surpresa da literatura negra"

Esta matéria ainda é referência, quando o assunto é África/Feminismo. Foi publicada no Jornal "El País", em 2014.

07/04/2022 às 21h13
Por: Mhario Lincoln Fonte: Jornal EL PAÍS/2014
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Matérias Escolhidas.
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A surpresa da literatura negra

Conhecem a realidade de onde vieram e os códigos ocidentais Uma geração de autoras tem como objetivo definir a nova mulher do continente africano.

Nem americana, nem africana, nem cidadã do mundo. O termo afropolita, impulsionado pela escritora Taiye Selasi, equivale a uma realidade: ser africana do mundo, que é a sua própria. Esta ganesa residente em Berlim – cujo livro Ghana Must Go – faz referência a “uma noção mais flexível de identidade.” Faz parte de uma geração de narradoras nascidas no continente e educadas no Ocidente, lançadas ao mundo a partir do Canadá, dos EUA ou do Reino Unido, que mostram o outro lado de sua sociedade. “As representações ocidentais reduzem todo um continente ao clichê que convém a eles”, comenta Selasi, que viu como as traduções para o italiano e o alemão de seu livro suprimiam a alusão ao país no título. “E despojada de suas complexidades culturais, políticas, religiosas, linguísticas e econômicas – acrescenta –, a história se transforma em uma tragédia, nada mais. Tenho muita fé em meus leitores e confio em que conseguirão ver além disso.”

Se os seus personagens mantêm uma relação complicada com sua origem, ela vive o paradoxo de contar sobre a África sem residir ou publicar lá. “Acho antiquado reduzir o problema aos escritores locais e leitores ocidentais. Um escritor atinge o mundo inteiro”, diz ela. Aminatta Forna concorda, seu livro The Hired Man (Donde crecen las flores silvestres), acabou de ser traduzido ao espanhol pela Alfaguara. Criada entre a Escócia e Serra Leoa, e orgulhosa de sua “dupla herança”, Forna evita os estereótipos: “Muitas atitudes das mulheres no leste da África são mais progressistas do que as das ocidentais. A mulheres de Serra Leoa trabalhavam e mantinham seus sobrenomes muito antes que as europeias”.

Para ler a íntegra: CLIQUE AQUI/ELPAÍS

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