Pedro Teixeira produziu para a página do Governo da Cidade de São Luís do Maranhão, em 2017, o texto abaixo, bastante explicativo sobre os folguedos do São João. Uma idéia resumida da beleza desse perído que encanta o mundo inteiro.
Lendas profanas e crenças religiosas são como fogo na lenha da grande fogueira cultural que aquece São Luís no mês de junho. Elas fazem parte da essência de mais de 500 grupos folclóricos responsáveis por cerca de 1.500 manifestações populares nessa época do ano.
Diz a lenda no Maranhão que o escravo Pai Francisco, para satisfazer a sua mulher “Catirina”, grávida e com desejo de comer língua de boi, mata o novilho Mimoso, o mais querido do seu senhor. Ao ser descoberto, Pai Francisco foge com a mulher, mas é preso e finalmente libertado quando feiticeiros conseguem, por meio de rituais mágicos, ressuscitar o animal. Assim nasceu o Bumba-meu-Boi – culto popular de origem europeia que, ao se misturar com a cultura africana, se transformou em patrimônio imaterial brasileiro e o grande destaque da festa junina de São Luís do Maranhão.
No mês de junho, durante 18 dias, a cidade ganha novos ritmos, cores e danças. A variedade de indumentárias, adereços e instrumentos específicos, toadas e músicas próprias atravessam as madrugadas da cidade ao som de zabumba, orquestra, pandeirão, matraca, costa de mão e baixada – variedade de grupos nascida de pelo menos cinco raízes folclóricas.
O principal ponto de encontro ocorre no terreiro da Praça Maria Aragão – região central da cidade. A multidão é embalada ao som do Tambor de Crioula, do Cacuriá, da Dança do Coco, Bambaê de Caixa, Dança do Lelê, Dança Portuguesa, Dança do Boiadeiro e, claro, pelas quadrilhas.
Cada um dos ritmos marca a comemoração de um santo. O Maranhão é o único estado brasileiro que que festeja quatro santos católicos durante o mês de junho: Santo Antônio, São João, São Pedro e São Marçal.
No dia de Santo Antônio (13 de junho), o santo casamenteiro, as igrejas costumam distribuir pãezinhos, que serão guardados o resto do ano como forma de garantir fartura de comida durante o ano.
O São João (24 de junho) celebra São João Batista. Há uma lenda de que o grande santo dos festejos juninos prefere dormir o dia inteiro de sua festa para conter o desejo de, ao ver as fogueiras, descer e comemorar na terra. Para tentar acordar o santo, os fiéis soltam muitos fogos de artifício durante o dia.
São Pedro (29 de junho) é o santo protetor dos pescadores. Sua festa na cidade começa em frente à capela que leva seu nome, no bairro Madre Deus. Os grupos de Bumba-meu-Boi se aglomeram no largo, onde se “rouba” o mastro de São João. O guardião das portas do céu é também responsável pela chuva e por proteger pescadores e viúvas.
São Marçal, (30 de junho), encerra oficialmente os festejos juninos. Nesse dia (desde às 6h da manhã até a madrugada), ocorre o Encontro dos Batalhões de Bumba-meu-Boi, no bairro do João Paulo. A festa de São Marçal surgiu da proibição aos grupos de Bumba-meu-Boi de seguirem para a área do centro da cidade, sob pretexto de manutenção da segurança, ordem e tranquilidade. O “Areal do João Paulo” se tornou, desde então, o ponto oficial de encontro gigantesco dos grupos de bumba-boi.
O Tambor de Crioula também entra nas festividades, no entanto, para homenagear São Benedito – santo negro de forte identidade com a maioria afrodescendente do estado. Um dos “arraiás” mais esperados pelo público ocorre na Praça Maria Aragão e traz shows, apresentações de quadrilha, além de barracas com comidas típicas.
----------------------------------------------------------------------------
PROMEM
A Fundação Promem, através do jornalista Luis Fernando Baima, também traz um dos capítulos de sua linguagem de vídeo sobre a cidade de São Luís. Fomos autorizados a reproduzí-lo neste espaço:
https://www.youtube.com/watch?time_continue=18&v=6YV-ke9cKZU&feature=emb_logo
Internacional FT Mulheres que escreveram a Espanha por dentro e com muita coragem
A MÚSICA DE MHL Rede Facetubes decide criar página no Facebook para guardar as mais de 100 letras musicais de MHL
INTERNACIONAIS Livrarias japonesas viram destino cultural e apontam nova rota para o mercado do livro
11 de SETEMBRO Além da tragédia de 11 de setembro de 2001, nos EUA: dois livros brigam por credibilidade, 25 anos depois
LEIÇÕES ACADÊMICAS Brasil e França vão eleger novos imortais no mesmo dia: sucessões de Zuenir Ventura e Vargas Llosa movimentam academias
Especiais Especial: “(...) a artista Susana Pinheiro me ensinou a compreender uma tela”, de Mhario Lincoln Mín. 10° Máx. 19°
Mín. 10° Máx. 17°
Tempo nubladoMín. 11° Máx. 21°
Tempo nublado
Colunista Socorro Guterres COMO UM CÃO: O ABSURDO JURÍDICO EM O PROCESSO
Coluna de RUY PALHANO Dr. RUY PALHANO em texto que fala profundamente sobre a “perda do sentido e o vazio exsistencial”
Academias Brasil/Exterior Coirmãs João Ewerton celebra 50 anos de pintura e revela, em sete fases, as raízes culturais do Maranhão
Coronel Carlos Furtado De Carlos Furtado:“A DIFÍCIL ARTE DE SER POETA”