NE: O Portal MHLB abriu espaço para as homenagens ao poeta Samuel Barreto, falecido esta semana (13-7-2020). Desta feita, a pena incrivelmente humana e realista do poeta Eloy Melonio, confrade de APB:
CINZAS E POESIA
(Eloy Melonio)
A noite foi só tristeza e poesia.
Mas a manhã, por que se acinzentou?
Por que se ofuscou com a luz do dia?
Se o sol permitiu que nuvens cinzentas
se enfeitassem com essa cor
foi porque lhes dera a nobre missão
de pôr seu nome no mais alto panteão.
Porque a sua alegria nos enfeitiçava.
Porque o seu sorriso nos contagiava.
Porque o seu canto nos deslumbrava.
E a sua poesia não cessa de cantar.
Como muitos na história da vida,
foi-se mais um dia nas cinzas do tempo.
Ele era um pouco de quase tudo.
Da Pedreiras, seu sagrado chão.
Das águas do Mearim.
Da golada do amigo João.
Papel, cinzento da cor do céu.
Rima de poema, verso de cordel.
Por toda a vida, um menestrel.
Hoje e eternamente, nosso poeta Samuel.
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(*) Homenagem póstuma a Samuel Barreto (8-1-1968 I 13-7-2020)
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