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Cidades DILERCY ADLER

Linda Barros: "A sensibilidade poética de Dilercy Adler"

Convidada especial

29/07/2020 16h32
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Por: Mhario Lincoln Fonte: Linda Barros
Dilercy Aragão Adler
Dilercy Aragão Adler
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A SENSIBILIDADE POÉTICA DE DILERCY ADLER

 Linda Barros, Professora e Atriz.

 

            Quando os raios de luz ainda refletem em seu rosto a cada dia, é sinal de que seu caminho continua sendo iluminado e que sua jornada será longa. E que não importam os traços que carregamos no rosto. Isso só representa o longo caminho percorrido até aqui.

            Os raios de sol, em sua profunda claridade, calor e sabedoria, trouxe-nos à luz uma das mulheres mais iluminadas pelos holofotes literários da atualidade - Dilercy Aragão Adler, uma mulher cuja jovialidade espelha-se em seu rosto e em seu punho sob a pena de suas obras e pesquisas literárias. Dona de um invejável arcabouço cultural, seja na poesia, seja na prosa, seu percurso literário perpassa e ultrapassa muitos chãos à fora levando-a ao glorioso campo da pesquisa. Dilercy é uma das maiores pesquisadora maranhense sobre a obra e vida de Maria Firmina dos Reis.

            Dilercy Adler nasceu em São Vicente Férrer. É Psicóloga _CEUB/DF), Doutora em Ciências Pedagógicas (ICCP/CUBA), Mestre em Educação (UFMA) e tem Especialização em Sociologia (UFMA) e Especialização em Metodologia da Pesquisa em Psicologia (UFMA) . A psicóloga e escritora sabe bem usar as palavras para descrever o ser humano, como podemos ver nos versos abaixo:

Mulher

 

Corpo desnudo

sob os lençóis

de cetim

pele sedosa

e incandescente

contornos perfeitos

sob medida

para a gratificação

de olhos ávidos

braços vigorosos

e boca sedenta

de paixão!

           

            Poema que descreve a singeleza e singularidade da mulher, como sendo dona de características suaves e ao mesmo tempo e que embora possa demonstrar fragilidade, tem traços de força e vigor na mais sublime das criaturas. Ainda na perspectiva de como ver o ser humano, a autora percorre a alma masculina de forma primorosa, descrevendo bem o homem como ser forte de como a sociedade o ver e como ele realmente é. Abaixo, podemos nos deleitar com seus versos, onde ela bem o descreve:

Homem

Massa de músculos

e força

quanta potência

emana do teu corpo

teu corpo

que me entontece

estremece

enlouquece

mas também

enternece

com teu doce jeito de ser

menino

 

            Como vimos, para a autora, o homem é descrito e desenhado não só pela força mácula que a natureza lhe proporciona, mas também pela sutileza do seu “doce jeito de ser”, mostrando que o homem tem a força e a dureza em sua própria existência, deixando assim,  à margem, a singularidade entre o ser homem  x mulher. O texto citado está inserido no livro Crônicas & Poemas Róseos-Gris, publicado em 1991.

            Dona de uma vasta carreira literária, Dilercy é membro-fundador e ex-presidente da Academia Ludovicense de Letras -ALL, onde ocupa a cadeira número 08. Presidente Fundadora da Sociedade de Cultura Latina do Estado do Maranhão de 1997 a 2017, atual Presidente da Sociedade de Cultura Latina do Brasil. É Senadora da Cultura do Congresso Internacional da Sociedade de Cultura Latina e Membro do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão (Cad. 01), é também membro Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil – AJEB, seccional Maranhão. Recentemente a Mestra em Educação foi eleita Membro Correspondente da Academia Vargem-Grandense de Letras.

Em uma longa jornada, que seguramente não foi fácil, Dilercy Adler é autora de “Crônicas & Poemas Róseos-Gris”, (1991) ; ”Poematizando o Cotidiano ou Pegadas do Imaginário”, (1997); “Arte Despida” (1999); “Genesis-IV Livro” (2000); “Cinquenta vezes Dois Mil human(as) idade(s)” (2000); “Seme...ando dez anos” (2001); “Joana Aragão Adler: uma história de amor e de fé...uma história sem fim...” (2005); “Desabafos... flores de plástico... libidos e licores liquidificados” (2008); “Uma história de Céu e estrelas”  (2010); “Poesia feminina: estranha arte de parir palavras (2010). Além dessas e tantas outras obras, a Escritora, Poeta, Antologista, Socióloga e Professora, é  organizadora da Exposição poesia e fotografia-100 poemas-posters de 61 poetas maranhenses e Livro “Circuito de Poesia Maranhense” (1995/1996); ainda das Coletâneas Poéticas: “LATINIDADE-I, LATINIDADE-II, LATINIDADE III e IV da Sociedade de Cultura Latina do Estado do Maranhão. Seguindo a cadência com as palavras, Dilercy é também autora de livros acadêmicos, como: “Alfabetização & Pobreza: A escola comunitária e suas implicações”; Carl Rogers no Maranhão: Ensaios Centrados” (org.) 2003. “Tratamiento Pedagógico de los valores Morales: de la comprensión teórica a la práctica consciente” 2005, fazendo com que sua intrépida carreira literária seja ainda mais rica.

Como palavras ao vento, a psicóloga e pesquisadora semeia seus versos e os joga ao mundo sem a menor preocupação de onde eles podem chegar ou a quem podem alcançar. Com seus olhinhos miúdos, Dilercy tem uma visão holística e da vida e do mundo que a cerca. Sem entremeios, “jogou” ao mundo inteiro seus versos livres e imaginários, pois ela plantou e colheu os melhores frutos ao longo de seus 70 anos, aos quais ela tem orgulho de mostrar à sociedade com muita longevidade, discernimento e poesia. Como ela mesma ressalta nos versos abaixo,

Espalhem-se os poemas

Por todos os cantos

Do planeta

Por todas as crateras

Do solo lunar

São tantos que não conto

Nem dou conta

De ganhar...

 

Versos esses que estão no poema “Plantando Poemas”, onde podemos constatar a existência da autora em somar e multiplicar suas palavras que muito tem a dizer sobre quase tudo, mas principalmente sobre sua própria existência. Para comemorar sua bela carreira Dilercy Adler foi contemplada com o 3º lugar no V Prêmio Literário Gonzaga de Carvalho, promovido pela Academia de Letras de Teófilo Otoni (ALTO).

Em meio a esse vasto panorama literário de que faz parte,  Dilercy Adler é pura singularidade e sensibilidade no trato com as palavras, o que a faz ocupar um lugar honroso e  glamouroso do mundo da Literatura Maranhense Contemporânea.

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