Do editor-chefe
Este texto, dentre vários que li, "Ávida à vida", escrito por Joema Carvalho em seu novo livro "Crônicas de uma Jornada Florestal", é uma verdadeira celebração da conexão intrínseca entre a natureza e a beleza poética. Através de uma linguagem rica em imagens e metáforas, a poetisa convida o leitor a uma viagem sensorial e introspectiva, explorando as nuances e profundezas da vida e da natureza.
Ela inicia com a descrição de uma 'cena vermelha e amorfa', evocando uma sensação de dor e transformação. Essa imagem de uma colônia de moluscos marinhos desenterrada serve como metáfora para as feridas e cicatrizes que carregamos, mas também como ponto de partida para uma história de superação e resiliência. A natureza, com sua força e beleza, emerge como uma fonte de inspiração e cura.
Sim, cura! Basta acompanhar o que se escreveu na prática japonesa, sobre o “banho na floresta” (Shinrin-yoku), que envolve caminhar lentamente em uma floresta e inalar substâncias perfumadas chamadas fitoncidas liberadas pelas árvores, reduz a pressão arterial, alivia sintomas depressivos e melhora a saúde mental.
Interessante é que o texto nos leva pela mesma jornada, através das cores, aromas e sensações da floresta, simbolizando a busca por clareza e conexão com o mundo natural. O "guará inflamado" e as "frutas vermelhas" evocam uma vivacidade que contrasta com a dor inicial, enquanto a descrição da floresta e seus elementos sugere uma purificação e renovação.
Por fim, Joema conclui com a imagem de pétalas de brinco de princesa e o aroma amadeirado dos troncos, simbolizando a transformação da ferida em uma cicatriz, uma marca de superação. O fluxo da seiva, representando a vida e a energia que percorre a natureza, é retomado, indicando um equilíbrio e harmonia restaurados.
Parabéns, portanto, pelo equilíbrio importante nascido nessa obra.
Seja sempre bem-vinda.
(Mhario Lincoln)
Vídeo-Bônus
Entrevista exclusiva com Joema Carvalho
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