REMINISCÊNCIAS
*Mhario Lincoln
E lá no fundo... você acaba encontrando o lindo. Mesmo que não queiras.
Lindo. Tudo lindo. Isso é lindo, porque se não for lindo, não será lido e perderá a lindeza complexa da unidade bifocal da criação, exumada das profundezas abissais da lindorosa razão de ser.
Lindo, ah, tão lindo. Beatifico o universo em transe, deslumbrante na dissonância cósmica. Isso, meus caros, é lindo. Se a beleza não se bifurca em cores caleidoscópicas, não será lida pela alma faminta, perderá a lindeza elétrica, quântica, da unidade lírica da criação, desenterrada, exumada, das profundezas abissais da lindorosa razão de ser, dançante no éter.
Lindo, repetitivo e redundante na sinfonia das mentes enlouquecidas. Isso, é isso! Lindo porque a beleza é a linguagem dos deuses que gargalham nas estrelas, espirais hipnóticas de pensamentos e aliterações. Se não for lindo, será um vácuo escuro, uma estrela morta, desprovida de sua lindeza psicotrópica. A unidade, meus caros, é dinâmica e assim deve ser criada e recriada em cada suspiro do universo.
Lindo, resplandece na luz neon das cidades inquietas, das almas dançantes sob as estrelas, onde o céu se dissolve em rios de tinta feito o cuculiforme 'anu'. Isso é lindo, porque, se não, a verdade brilhará nas entrelinhas do caos. Se a beleza não for absorvida pelo olhar tripartido, ela se desfaz, se perde na espiral infinita do tempo, desintegra a lindeza fractal da lindorosa razão de ser.
Se não for lindo, se dissolve, perde-se na monotonia sem fim, obscurecendo a holografia do teu lábio colado no meu em busca das profundezas abissais do teu corpo ardente, feito cometa entrando na atmosfera do meu peito. essa é a lindorosa razão de ser: vibrante e viva. Lindo é a alquimia das letras, que formam palavras, que formam parágrafos, que foram você: espectro humano de rara lindeza!
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