Convidada da Mulher Babaçu:
Psicóloga, poeta e escritora Dilercy Aragão Adler
HOMENAGEM ESPECIAL
MARIA FIRMINA DOS REIS, PRIMEIRA ROMANCISTA BRASILEIRA: ilustre maranhense
Maria Firmina dos Reis, a primeira romancista brasileira, nasceu no dia 11 de março de 1822, no Bairro de São Pantaleão (nas imediações da Igreja), em São Luís do Maranhão e, segundo a certidão de Batismo, é filha natural de Leonor Felippa, molata forra que foi escrava do Comendador Caetano José Teixeira. Foram seus padrinhos, o Tenente de Milícias - João Nogueira de Souza - e Nossa Senhora dos Remédios (Câmara Eclesiástica/ Episcopal, 1847 apud ADLER, 2017, p. 59). Como filha natural não tem registrado o nome do pai. No entanto, em fontes anteriores consta que é filha de João Pedro Esteves (negro) e nada mais é dito sobre ele.
O Doutor Joaquim Franco de Sá Oficial da Imperial Ordem da Rosa, Cavalheiro da de Christo, juiz de Direito da Câmara de Alcântara, deputado à Assembleia Geral Legislativa, e Presidente da Província do Maranhão por sua Majestade O Imperador a Quem Deus Guarde.
Maria Firmina viveu 95 pródigos anos e faleceu em 11 de novembro de 1917, na cidade de Guimarães no Maranhão. Embora tenha nascido em São Luís, viveu grande parte da sua vida em Guimarães, onde produziu também a maioria das suas obras ou quiça todas. Há teses que contra argumentam que foi viver em Guimarães aos 05 anos de idade. Também é nessa cidade que assume a cadeira de primeiras letras do sexo feminino da Villa de Guimaraes, cuja nomeação apresenta o seguinte teor:
Faço saber aos que este Alvará virem, que atendendo a que Maria Firmina dos Reis opositora á cadeira de primeiras lettras do sexo feminino da Villa de Guimaraes, se acha competentemente habilitada na forma da Lei de quinze de outubro de mil oitocentos e vinte e sete, tem por bem, em conformidade das leis em vigor provêla na serventia vitalícia da mencionada cadeira, que se acha vaga, havendo o ordenado annual que legalmente lhe competir. Mando por
tanto a quem pertencer, que dando-lhe a posse desta cadeira, depois de prestar o juramento do objeto, a deixa servir e exercitar […]
(Fundo Secretaria do Governo. Série Portarias de nomeações, licenças, demissões apud Adler 2017, pp. 60-61).
Na área da Educação, a Professora Régia ainda fundou a primeira escola mista em Maçaricó/Vila de Guimarães no Maranhão.
Maria Firmina é indubitavelmente grande intelectual e artista de múltiplos talentos, pois, além do romance Úrsula (1859), Gupeva, romance de temática indianista (1861), Cantos à beira-mar (poesia, 1871), A escrava (conto antiescravista,1887), participou da Antologia Poética Parnaso Maranhense (coleção de poesias, editada por Flávio Reimar y Antonio Marques Rodrigues. 1861), é autora de charadas, incursiona pelo mundo da música compondo letras e melodias, entre os quais, Auto de bumba-meu-boi (letra e música), Valsa (letra e música), Hino à Mocidade (letra e música), Hino à liberdade dos escravos (letra e música) Rosinha, valsa (letra e música), Pastor estrela do oriente (letra e música), Canto de recordação - “à Praia de Cumã” (letra e música).
Nascimento Morais Filho, em seu livro: Maria Firmina, fragmentos de uma vida (1975) elenca os muitos jornais literários em que Maria Firmina publicou, entre eles: Federalista, Pacotilha, Diário do Maranhão, A Revista Maranhense, O País, O Domingo, Porto Livre, O Jardim dos Maranhenses, Semanário Maranhense, Eco da Juventude, Almanaque de Lembranças Brasileiras, A Verdadeira Marmota, Publicador Maranhense e A Imprensa. Entretanto, ainda conforme esse autor, Maria Firmina foi vítima posteriormente de uma amnésia coletiva, ficando totalmente esquecidos o seu nome e a sua obra mas, como a Fênix, ressurgiu também das cinzas. Graças a ele, Maria Firmina e a sua obra renascem.
Assim, Morais Filho, como um Sankofa - pássaro africano de duas cabeças - uma cabeça voltada para o passado e outra para o futuro, que, segundo a filosofia africana, significa a volta ao passado para ressignificar o presente, dedicou-se, incansavelmente, para dar novo significado à Maria Firmina dos Reis como mulher e como escritora, dando a ela o lugar que lhe é devido na Literatura Maranhense e Brasileira. Hoje, mais estudiosos se agregam a essa missão e a Academia Ludovicense de Letras-ALL, Casa de Maria Firmina dos Reis e o Instituto Histórico e Geográfico de Guimarães, que a tem também como Patrona, procuram consolidar o trabalho de Nascimento Morais filho.
No entanto, há muito ainda a pesquisar sobre Maria Firmina: a imagem, a paternidade, a idade com que foi viver em Guimarães, onde realizou os seus estudos que a habilitaram para concorrer a uma vaga à Cadeira de Primeiras Lettras do Sexo Feminino da Villa de Guimarães. Existe uma longa jornada à frente que necessita de muitas mãos e dedicação.
Mas essas interrogações só nos instigam a buscar respostas, a garimpar informações, enquanto isso não há como ser refutada a tese da grandiosidade da obra de Maria Firmina dos Reis, como já argumentei ao longo de vários trabalhos sobre ela. Só me resta louvar Maria Firmina que, a despeito de todas as condições e características adversas: mulata, pobre, bastarda, mulher, tudo isso em um Brasil escravocrata no século XIX. Ainda assim, com os mais admiráveis méritos, se estabelece reconhecidamente hoje, como uma das escritoras mais admiráveis de toda a Literatura Brasileira.
Dilercy Adler
Membro Fundador e Presidente (Biênio 2016-2017) da Academia Ludovicense de Letras – ALL
Presidente da Sociedade de Cultura Latina do Brasil - SCLB
Membro Efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão – IHGM
Membro da Diretoria da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil – AJEB/MA
Adelina, a charuteira
Adelina Charuteira e Maria Firmina dos Reis, foram duas maranhenses entre os 6 brasileiros que lutaram pela Abolição da Escravatura. Adelina, a charuteira (São Luís do Maranhão, século XIX), foi uma escrava e abolicionista brasileira. Nasceu em 07 de abril de 1859 e foi batizada em 27 de novembro de 1859 pelo reverendo padre Antonio Francelino de Abreu na igreja Matriz. Seus padrinhos se chamavam Manuel Joaquim da Fonseca e Dona Maria Magdalena Henriques Viana. Adelina era filha de escrava com um senhor de escravos. Sua mãe era chamada de "Boca da Noite," mas seu verdadeiro nome era Josepha Tereza da Silva. As duas tinham tratamento privilegiado perante os demais escravos, por preferência do senhor. Seu pai que se chamava João Francisco da Luz teve um revés financeiro e passou a fabricar charutos, encarregando a filha da venda avulsa pela cidade inclusive dizem as más línguas que se tratava de uma formidável vendedora onde tinha como clientes os alunos do Liceu Maranhense e muita gente famosa daquela época , o que lhe dava liberdade de movimentos em São Luís por grande parte de suas ruas . Ela aproveitou para trabalhar em prol da libertação dos escravos, ajudando uma associação de estudantes conhecida como Clube dos Mortos, que ajudava na libertação e fuga de escravos. Frequentava o Largo do Carmo com muita frequência, onde eram promovidos comícios e palestras a favor da abolição. Seu oficio a levou a formar uma vasta rede de relacionamentos e a conhecer bem toda a cidade, fato que a ajudava a não levantar suspeitas, ajudando na libertação de muitos escravos.
Saiba qual o impacto etimológico da palavra XIRI, na cultura do Maranhão.
O babado de hoje é sobre a palavra XIRI. Muita gente se pergunta se XIRI é uma gíria. Vou logo adiantando, “piquenos” que não é. Pedi ajuda para dois pesquisadores e amigos: Rafael Marques (especialista em flora e fauna brasileiras) e Lídia Tupinambá (bisneta de índios Tupinambás). Bom, sabe o que significa XIRI, palavra bem popular no Maranhão? É a Vagina. E tem origem na língua Tupi. Essa uma explicação para matar a curiosidade de quem não sabia. A Mulher Babaçu não quer arranjar cascaria, com ninguém.
Um pouco da história das línguas
Existem diversas palavras de origem indígena no português falado. Há 200 línguas indígenas registradas no Brasil, sendo que 180 ainda são faladas atualmente. O Tupi é o tronco linguístico que engloba o maior número de línguas indígenas. Quando da chegada dos colonizadores portugueses no Brasil, havia mais de mil línguas diferentes faladas pelas tribos indígenas que viviam no território brasileiro. Houve então um ensinamento lexical feito pelos índios aos portugueses, que desconheciam a fauna e flora brasileira. Assim, diversas palavras que indicam conceitos de fauna, flora e localidades têm uma origem indígena.
Êta que a Mulher Babaçu tá pintando e rolando em histórias de línguas indígenas, né? Graças a Lídia Tupinambá.
Se contasse, ninguém acreditaria. Olha a linguagem cabocla característica do Maranhão. Se tu és do Mará, vai entender:
- Oi caboco tu tá jururu que foi?
- Hem hem to na pindaíba!
- Te anima siô! Vamos tirá uma juçara pa tomá com jabiraca, tapiaca e farinha que me trouxeram do Pindaré!
- Hum hum uma boa! Aqui tá sem ramo na Pindoba benhaí que tem
- Hummmmmmm deixa de nhem nhem nhem rapá que conheço um sítio aqui pertim que tem. Lá também dá muito caju, bacuri, cajá, cupuaçu e até abacaxi
- Hum hum tá então depois a gente rai lá no Iguaíba pegá coco tárreno?
- Babaçu?
- Nã! Coco D'água!
- Ah lá tem um igarapé muito bom pa banhá também..
- Éguas me dissero que lá dá muita é mutuca e maruim! Aquele meu amigo xará voltou cheio das pereba de lá da outra vez..
- Então ramo naquele lá do Mocajituba! Minha tia mora lá e pode fazê um moqueado de peixe pa tomá com a juçara depois do banho!
- Hem hem boa ideia! E qual peixe ela tem lá?
- Uritinga
- Nã mermão esse peixe é só pitiú!
- Marrapá! É bom siô! Os curumim adoram! Também tem peixe pedra...
- Prefiro ir no mangue catá sarnambi, sururu ou ostra pra fazê um caldo!
- Hem hem depois disso tu rai querer comê é um xiri!
- Hehehehe que nada depois da juçara vou querê é uma rede!
- Então ramo!
O diálogo e a explicação sobre XIRI acima, foram mandados para a Mulher Babaçu pelos amigos Rafael Marques e Lídia Tupinambá.
A ORIGEM DO NOME QUALHIRA
E a palavra QUALHIRA você sabe como surgiu??? Essa é do "Tempo do Ronca". Foi o avô da Mulher Babaçu que contou, Moacir Viegas da Gama, quando esteve aqui no Maranhão há uns 20 anos, para visitar a mãe da Mulher Babaçu. Em um dos almoços em família, um irmão pronunciou a palavra QUALHIRA o que fez chamar a atenção do vovô, e ele perguntou:
- Vocês sabem como surgiu essa palavra? Todos sentados à mesa, em um só coro responderam: NÃOOO! Aí, ele começou a explicar. A história surgiu na praça João Lisboa, em S. Luís-MA. Todos os dias passava na praça um homem tocando uma LIRA e ele era muito afeminado, desmunhecava demais. Quem estava por lá, molecagem dizia:
- Lá vem o cara com a lira. E aí começou a história do ‘ei fulano tu pareces com aquele cara que anda com a lira (comalira)’. Com o passar do tempo se tornou QUALIRA-QUALHIRA. Hoje, no Maranhão, isso virou um atributo de um sujeito afeminado.
Dia do Nordestino
Data foi criada para homenagear Patativa de Assaré
Muitos não sabem - inclusive a maioria dos nordestinos. Mas o "Dia do Nordestino" foi criado pelo governo de São Paulo, em 2009, para homenagear o centenário do poeta e repentista cearense Antônio Gonçalves da Silva, mais conhecido como "Patativa do Assaré". Depois, ganhou repercussão nacional para lembrar a diversidade cultural, as belezas turísticas, a força e capacidade do povo nordestino. Ele nasceu em 1909, no sítio Serra de Santana, pequena propriedade rural no município de Assaré, no Sul do Ceará. Foi um dos principais representantes da arte popular nordestina do século 20 com um trabalho que retrata a vida sofrida e árida do povo do sertão por meio de uma linguagem simples, porém poética. O poema "Triste Partida", em 1964, transformado em música e gravado pelo cantor pernambucano Luiz Gonzaga, deu projeção nacional a Patativa do Assaré. Teve vários livros traduzidos em vários idiomas e que foram tema de estudos na Universidade de Sorbonne, em Paris, na disciplina de Literatura Popular Universal. O poeta faleceu em sua casa, em Assaré, em 8 de julho de 2002, sem audição e totalmente cego, em consequência da falência de múltiplos órgãos. Ficou sua poesia forte e bela. Meu amigo Gil Maranhão, contribuindo com a coluna da Mulher Babaçu. Muito interessante. Como a Mulher Babaçu fala mais que a nega do leite, agora, todos vão saber.
O promotor e o crime da Baronesa
Em 14 de novembro de 1876, foi levado ao cemitério da Santa Casa de Misericórdia de São Luis do Maranhão, para ser enterrado, o corpo do menino escravo, de nome Inocêncio, de 8 anos de idade, que apresentava ferimentos generalizados, como contusões, três na cabeça, com derramamento cerebral; feridas e equimoses em todos os membros do corpo e até sinais de ruptura do reto, provocada (ao que se disse), pela introdução de um garfo no ânus. Lesões essas produzidas, provavelmente, por pancadas, açoites, instrumentos contusos ou pressão por cordas, ou outro qualquer meio contundente de maior impacto.
Por opinião popular e delação o crime foi atribuído à proprietária do escravo, Dona Anna Rosa Viana Ribeiro, de 40 anos, casada com o médico Carlos Fernando Ribeiro, chefe do Partido Liberal da Província do Maranhão e pessoa de alto conceito na sociedade ludovicense, que chegou a exercer a presidência da Província, como foi agraciado, mais tarde, com o título de Barão do Grajaú, por D. Pedro II.
D. Anna gozava, entretanto, de fama de ser mulher geniosa e ciumenta. Dela corria a versão de ter mandado arrancar a torquês os dentes da escrava Militina, porque a beleza e o brilho deles despertaram a admiração de seu marido. Fora envolvida também no maltrato a escravos, que constavam de registro policial. Para ler mais, acesse o link. Vocês vão ficar encantados: http://memorial.mppr.mp.br/pagina-123.html
Detalhe da foto dessa matéria acima: A Mulher Babaçu mostra a foto do performista Uimar Jr. (encarnando o Promotor) e a Baronesa (Clores Holanda). A apresentação foi na AMEI, em São Luís-MA.
A Estátua que esconde a Mão?
Você sabe porque a estátua do Benedito Leite foi feita com ele escondendo a mão debaixo do Braço???
A Praça Benedito Leite já foi denominada de Largo do João Velho, do Velho, Praça da Assembleia e Jardim Público 13 de Maio, tendo sido tombada pelo IPHAN desde 1955. Em 1804, o governo de Portugal ordenou a execução de um jardim botânico no terreno, na época ocupado por casebres, no entanto a obra foi suspensa em razão da necessidade de reforços nas fortificações da Província. Isso por causa da guerra entre França e Portugal. Em 1820, o governador da província, Bernardo Pinto da Silveira, transformou o velho Largo em um bonito jardim que, anos depois, em 1848, teve suas primeiras árvores frondosas plantadas por Antônio Joaquim Álvares do Amaral, e replantadas, em 1887, por Benevuto Augusto de Magalhães Taques. Em 1906, durante o governo de Benedito Leite, o engenheiro Anísio Palhano de Jesus desenvolveu um projeto de paisagismo, que indicava a plantação de figueiras de Benjamin, compondo um formoso jardim com 12 espaços, que seriam destinados ao Panteão Maranhense, com esculturas para homenagear grandes nomes da história maranhense, mas o projeto não foi concluído (a Praça do Pantheon, construída posteriormente, fica em frente à Biblioteca Benedito Leite). Essa praça, então, recebeu o nome de Benedito Leite em homenagem ao Governador, no aniversário de seu falecimento.
Após a morte de Benedito Leite, no governo de Luís Domingues, foi formada uma comissão encarregada de erigir uma estátua em memória do ilustre estadista. A estátua foi executada em Paris pelo escultor francês François Emile Decarchemont, tendo sido inaugurada na manhã do dia 28 de fevereiro de 1912. Benedito Leite está representando sem uma mão na estátua, pois teria dito "PREFIRO CORTAR A MÃO A ASSINAR A SUPRESSÃO DA ESCOLA NORMAL OU MODELO", em um momento de crise econômica e corte de gastos. A frase foi grafada em uma placa de bronze junto à estátua.
O Milagre
Milagre de Nossa Senhora da Vitória na Batalha de Guaxenduba: Areia se transforma em pólvora no Maranhão
A Batalha de Guaxenduba foi um confronto militar ocorrido em 19 de novembro de 1614, próximo de onde hoje se localiza a cidade de Icatu, no estado do Maranhão, no Brasil, entre forças portuguesas e tabajaras, de um lado, e francesas e tupinambás, de outro. A batalha foi um importante passo dado pelos portugueses para a expulsão definitiva dos franceses do Maranhão, a qual viria a ocorrer em 4 de novembro de 1615. A expulsão dos franceses possibilitou que grande parte da Amazônia passasse para domínio português e, posteriormente, brasileiro.
No livro "História da Companhia de Jesus na Extinta Província do Maranhão e Pará", de 1759, o padre José de Moraes relata a aparição de Nossa Senhora da Vitória entre os batalhões portugueses, animando os soldados durante todo o tempo da batalha e transformando areia em pólvora e seixos em projéteis. Nossa Senhora da Vitória é considerada a padroeira de São Luís e a Catedral da Sé da cidade recebe seu nome e uma escritura em latim, que diz: 1629 • SANCTÆ MARIÆ DE VICTORIA DICATUM
Foto da estátua: a estátua representa a Batalha de Guaxenduba, quando um exército chefiado por Jerônimo de Albuquerque venceu e expulsou os franceses em 19 de novembro de 1614. Está localizada no retorno do bairro do Bairro do Vinhais (Slz-MA). Mas, precisando de uma grande reforma. Urgente.
Mulher Babaçu adora Poesia e Arte.
Homenageia o grande poeta maranhense José Maria Nascimento.
A homenagem hoje é para esse grande poeta.
Ilha de São Luís
José Maria Nascimento
O sol banha as ruas
Dos afogados e Alecrim
Luminárias dos amores
Na praça e no jardim
Repiques de zabumbas
Ao lado da escadaria
Rumores de uma toada
Com sabor de nostalgia
A índia eleva o homem
Acima do nível do mar
O jovem dança afoito
O velho volta a amar
E quando bate a fome
Em clima de chão quente
Arroz de cuxá e pimenta
Rebatido com aguardente
Aqui o peixe vira pedra
Linda pedra de cantaria
Tudo é um só espetáculo
Sob os efeitos da magia.
Colunistas FT A crise na Justiça e os impactos comportamentais, institucionais e morais
Colunistas FT FALMA: unidos, conquistamos espaço para a literatura maranhense
LITERATURA POÉTICA Aqui, é o território poético do amor. Aqui, se respira poesia! Se expele lirismo pelos poros
CORDEL BRASILEIRO BÁRBARA DE ALENCAR: UMA HISTÓRIA QUE CAMINHA ENTRE VERSOS E MEMÓRIAS
JOIZACAWPY COSTA “A força e coragem de Joizacawpy Costa”, colunista do Facetubes
Colunistas FT Socorro Guterres especial: “SOB O SOL DE CAMUS” Mín. 13° Máx. 26°
Mín. 10° Máx. 17°
ChuvaMín. 7° Máx. 11°
Chuvas esparsas
Coluna de RUY PALHANO A crise na Justiça e os impactos comportamentais, institucionais e morais
Academias Brasil/Exterior Coirmãs JOÃO AURÉLIO DO VALE: “ENQUANTO HOUVER QUEM CARREGUE ESSA BANDEIRA, A HISTÓRIA DO MEU PAI NÃO IRÁ MORRER”
Marco Neves De Homero ao autoclismo português: 3000 anos de grego
Esmeralda Costa ACLC celebra cinco anos de existência cultural e escreve página histórica