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UMA “VIAGEM” NOS ACORDES DE CHIQUINHO FRANÇA

Texto de Linda Barros, atriz e escritora maranhense.

14/10/2020 18h02 Atualizada há 1 semana
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Por: Mhario Lincoln Fonte: Linda Barros
Foto: ML
Foto: ML

UMA “VIAGEM” NOS ACORDES DE CHIQUINHO FRANÇA

Convidada: Linda Barros,  Professora e Atriz.

Todos temos e vivemos em um estado de espírito, que oscila sempre e todos os dias, entre a alegria, a tristeza, a saudade, a raiva, ou simplesmente, em nada, e às vezes, a única coisa que nos “desmonta”, nos sacode, e nos faz despertar de todo esse transe,  é ouvir uma boa música, sem nenhum cunho de crítica, de nada dizer. A música tem  o objetivo, entreter, relaxar, ou somente ecoar no ar.

Se fecharmos nossos olhos e nos conectarmos somente com o silêncio é possível nos deleitarmos com os sons que chegam até nós, vindos de qualquer direção. E para quem é amante da boa música, um simples acorde de uma guitarra ou de um violão já causa euforia em todo o corpo. Assim são os arranjos da guitarra do maranhense Francisco Lopes da Costa, mais conhecido como Chiquinho França, artista de origem bem humilde, nascido de num lugarejo chamado Fazenda Catanha, localizado entre Santa Inês e Bom Jardim.

Filho de um agricultor e de uma doméstica, o músico tem 10 irmãos, entre eles o cantor e compositor Luís Carlos Dias, grande parceiro e quem lhe ensinou os primeiros acordes. O eclético Chiquinho desde muito jovem, mais precisamente aos 15, já demonstrava para sua família que era essa carreira de artista que queria para vida. Viveu boa parte de sua vida em Imperatriz, cidade adotada para viver e desenvolver suas habilidades artísticas.

Como é comum a muitos artistas de grandes talentos como o caso de Chiquinho França, há uma mistura de ritmos. Fato este que chegou até receber algumas críticas por ele não se identificar com um só estilo musical. Eclético como sempre foi, passou por uma mistura de linguagens, influências, referências, tradições e novidades deixando clara a efervescência que vem acontecendo nessa frente da música brasileira.

A capital do reggae, a Atenas brasileira, a terra do Tambor de Crioula, do Bumba Boi, a capital que é Patrimônio da Humanidade, não podia também deixar de fora esse grande nome da guitarra, que, além de todo o talento, é multi-instrumentista e autodidata, reconhecido nacionalmente por suas composições que misturam frevo, chorinho, baião, xote e até mesmo música erudita, ao som do violão, do bandolim e da guitarra. Ele já carrega na vida e nos acordes mais de trinta e cinco anos de carreira, consolidada com uma naturalidade que lhe é peculiar e inconfundível.

O músico teve participação em diversos projetos coletivos como: Som do Mará e A5, além de um projeto de revitalização da música maranhense, que tem como objetivo divulgar as composições autorais feitas por artistas locais em todo o Estado. Foi também Presidente da Secretaria de Cultura de Imperatriz.

Chiquinho França tem uma carreira consolidada e de sucesso, tem cinco CDs instrumentais e um DVD (Solo), gravado no Teatro Arthur Azevedo, na capital maranhense. Não é à toa que esse artista já emplacou temas musicais nos programas Globo Repórter e Fantástico, da Rede Globo.

Com toda essa  mistura de linguagens, influências, referências, tradições e novidades deixa clara a efervescência que vem acontecendo nessa vertente da música brasileira e que devemos dar muito valor e levar à frente, mostrar para os maranhense, quão rica é a nossa cultura e que, principalmente, temos que valorizar e aplaudir de pé a todos eles que nos fazem muito bem aos olhos e aos ouvidos. E nós maranhenses, que somos amantes da boa música, não precisamos ser tão exigentes quando queremos ouvir boas melodias, com excelentes letras, pois vivemos em campo minado, literalmente, onde não só temos escritores consagrados, como também, temos boa música e bons músicos. 

E nesse percurso de vida, quando ouvimos um acorde, um arranjo, que nos faz transcender a outro universo, só precisamos fechar as pupilas e nos deixar leva, dar asas à imaginação,  nas ondas da   guitarra de Chiquinho França, que nos faz atravessar mares, montanhas e chegar até o firmamento.

 

 

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