Autor: Augusto Pellegrini
Durante a apresentação deste livro, o leitor teve contato com vários nomes de band leaders que ajudaram a construir a história do swing desde os seus primórdios até a sua consolidação. Estes band leaders e seus músicos fantásticos se tornaram uma parte importante da história da música norte-americana e mundial e contribuíram com a sua arte para o sucesso, o crescimento e o cultivo do jazz no âmbito nacional e internacional.
É justo que o leitor tenha informações mais precisas a respeito destas pessoas, das gravações realizadas e do trabalho feito por esta equipe de artistas – bandleaders, compositores, letristas, arranjadores, e intérpretes. A maioria das gravações abaixo relacionadas ocorreu dentro do período compreendido entre 1920 e 1940, mas existem registros que se estendem até o final da década de 1950, quando o swing já havia sofrido transformações.
A lista está dividida, separando as orquestras que tiveram um impacto maior dentro da história do swing das que de alguma forma acompanharam a tendência, embora não tenham sido predominantes para o estabelecimento do estilo (e que nem por isso devem ser consideradas menos importantes).
Como todos os músicos aqui relacionados possuem o mesmo valor histórico, não estamos estabelecendo qualquer ordem de importância ou prioridade na sequência de cada lista. Estes artistas, que com a qualidade da sua música contribuíram para a alegria de uma nação e de milhões de aficionados ao redor do mundo, estão aqui registrados em ordem alfabética, de acordo com o seu primeiro nome.
Cada orquestra tem uma infindável quantidade de músicas gravadas. Estamos, portanto, limitando a lista a algumas gravações mais conhecidas, que também foram colocadas em ordem alfabética, com a inclusão do nome dos compositores – músicos e letristas.
Finalmente, como o swing apareceu em função de um estilo de jazz orquestrado que existiu antes da (e durante a) transposição dos anos 1920 e 1930, e como este jazz orquestrado é a célula mater do outro jazz orquestrado que o sucedeu após os anos 1950, nada mais justo e correto do que trazer informações também sobre algumas orquestras pré e pós-swing, como o leitor verá abaixo.
Portanto, algumas bandas que interpretavam o dixieland, a música de salão, o bebop e o jazz progressivo também estão sendo relacionadas ao lado das big bands de swing, sem prejuízo do conteúdo.
No entanto, orquestras de cunho romântico ou sinfônico, como as de Andre Kostelanetz, David Rose, Frank Chacksfield, Frank De Vol, Frank Pourcel, George Melachrino, Glen Gray, Leroy Anderson, Les Baxter, Mantovani, Mitch Miller, Otto Cesana, Paul Mauriat, Paul Weston, Percy Faith, Victor Young e Waldo de los Rios, e outras big bands que faziam o estilo mais popular como Bert Kaempfert, Billy Vaughan, Helmut Zacharias, Henry Jerome, Henry Mancini, Herb Alpert e Lawrence Welk ficaram fora desta lista pela sua menor proximidade com a história do jazz e com os seus elementos.
Resta explicar que a última revisão deste texto foi feita em abril de 2025. Isto se torna relevante na medida em que as minibiografias abaixo descritas citam alguns ícones que ainda se encontravam vivos na época da revisão.
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