Segunda, 27 de Julho de 2026 00:10
(xx) xxxxx-xxxx
Educação LITERATURA VIVA

Especial Rogério Rocha: “Café com Pessoa: os frágeis artefatos da linguagem”

Rogério Rocha é membro-efetivo da Academia Poética Brasileira.

06/06/2025 17h48
Por: Mhario Lincoln Fonte: Rogério Rocha
(Original do texto).
(Original do texto).

 

Continua após a publicidade
Continua após a publicidade
Continua após a publicidade

Apesar dos meus 15 minutos de atraso, encontrei-o tranquilo. Estava sentado à mesa de sempre. Tinha a expressão facial leve, o olhar sereno. Parecia mirar fixamente um quadro na parede do outro lado do salão. 

 

Continua após a publicidade
Continua após a publicidade
Continua após a publicidade

Num cenário saído das páginas de um livro antigo, mais familiar a ele do que a mim, o tempo recebeu os dois viajantes do pensamento.

 

Continua após a publicidade
Continua após a publicidade
Continua após a publicidade

À mesa, as xícaras de café e meus dois livros, que ele acabara de ler, refletiam pedaços de nossos de mundos interiores: Frágeis Artefatos e A Linguagem da Ausência. 

 

Continua após a publicidade
Continua após a publicidade
Continua após a publicidade

Éramos parte da aventura da existência, frutos precocemente amadurecidos, atores do destino, passageiros do mundo, artesãos de nós mesmos. De certo modo, estávamos condenados ao pecado da liberdade. Não produzíamos literatura; na verdade, abríamos trilhas, veredas filosóficas.

 

Continua após a publicidade
Continua após a publicidade
Continua após a publicidade

Ao longo da noite, esquecemos do cansaço do dia para dar margem ao percurso das ideias no bojo das palavras, na vertigem da experiência que é viver a poesia como modo de reflexão.

 

Continua após a publicidade
Continua após a publicidade
Continua após a publicidade

Escrever é construir abismos”, disse ao poeta lisboeta. Pessoa sorriu, como quem já houvesse lido isso antes.

 

Continua após a publicidade
Continua após a publicidade
Continua após a publicidade

Entre pausas marcantes e silêncios inesperados, em meio ao diálogo, ficou suspensa a questão que esquecemos de nos fazer: escrevemos por existir, existimos para escrever ou apenas para não sermos esquecidos?

 

Continua após a publicidade
Continua após a publicidade
Continua após a publicidade
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Raimunda Pinheiro de Souza FrazãoHá 1 ano atrásSão José de Ribamar Acho que existo para fazer muitas coisas mas também para escrever. Parsbens Pessoa! Parabéns Rogério Rocha!
Rogerio RochaHá 1 ano atrásSão LuísMuito obrigado pelos comentários de todos vocês. Um grande abraço.
Viriato Santos GasparHá 1 ano atrásBrasíliaBelo diálogo poético- filosófico entre dois escritores que transitam entre esses dois polos com largueza de visão, conhecimento dos dois campos e inteireza de ser. A pergunta final é um desafio a todos nós que fazemos da escritura nossa razão de ser, nosso ofício pessoal e intransferível, nossa missão de vida.
ANTONIO GUIMARÃES DE OLIVEIRA Há 1 ano atrásSão LuísUma arte magnífica, inteligência artificialmente, coloca frontalmente dois grandes poetas.
Jacira Gomes de AlbuqerqueHá 1 ano atrásCarolina Ma"Éramos parte da aventura da existência" (Além de poeta, cientista é filósofo. acho que qualquer que seja o gênero poéticoi, se não souber alguma coisa de Filosofia, não rola coisa boa).
Mostrar mais comentários
Mostrar mais comentários
ENSAIOS (03) - MA

ENSAIOS (03) - Maranhão

Sobre o município
Local para divulgação de ensaios interessantes sobre assuntos inerentes ao comglomerado humano.
Curitiba, PR
Atualizado às 21h01
14°
Tempo nublado

Mín. 11° Máx. 22°

14° Sensação
1.28 km/h Vento
96% Umidade do ar
12% (0mm) Chance de chuva
Amanhã (28/07)

Mín. 15° Máx. 27°

Tempo limpo
Quarta (29/07)

Mín. 17° Máx. 28°

Tempo limpo
Ele1 - Criar site de notícias