Por Orquídea Santos – Editora e jornalista da Plataforma Nacional do Facetubes.
A música “Volta para a tua Igreja”, composta por Mhario Lincoln & Chiquinho França e interpretada com excelência pelo tenor Sergio Pachêco, surge como um clamor profundo a consciência espiritual de uma geração dispersa. Ela não pede licença – ela convoca. Em pouco mais de dois minutos, a composição é flecha certeira no peito de quem se afastou da fé, da comunhão, da presença de Deus. A interpretação brilhante e tocante do tenor, músico e professor Sérgio Pachêco transforma esse chamado em experiência transcendente. Pachêco, um dos grandes intérpretes da música clássica, empresta à canção não apenas sua voz, mas sua alma. Sua entrega é oração em forma de arte.
O belo louvor apela para aqueles ausentes voltarem as suas Igrejas. É o retrato de muitos que trocaram o púlpito pelo mundo, a Bíblia pela rotina da vida insana, o louvor pelo silêncio. A letra não julga. Mas confronta com amor, como Cristo fez com Pedro à beira do mar: “Simão, tu me amas?” (João 21:15). O convite é claro, urgente e carregado de esperança.
Desta forma, em tempos de incertezas, vozes se perdem na imensidão digital, e corações jovens, muitas vezes, se desviam dos caminhos da fé. Portanto, a música “Volta para a Tua Igreja”, traz luz que clareia o mundo com um chamado simples, direto e irresistível. Cada verso é carregado de um apelo urgente, quase como um último clamor àqueles que abandonaram os cultos e, principalmente, a presença viva de Jesus em suas vidas.
A juventude de hoje vive, muitas vezes, como os filhos pródigos do Evangelho: seduzidos pelas ilusões do mundo, distanciando-se do Pai. No entanto, a música responde como o Pai da parábola (Lucas 15:11-32), de braços abertos, dizendo: volta, há um lugar na mesa para você. “A igreja é teu lar”, diz a canção. E como lar é refúgio, lugar de conforto e consolo, de direção e acolhimento, a imagem de Jesus nesse poema de Mhario Lincoln, não é moralismo vazio – é vida, liberdade, amor. A música reforça isso com um brilho de esperança que atravessa a letra como um rio de luz: “Jesus é vida e liberdade, ó glória… Jesus é coração, é luz, é compaixão”.
“Jesus te chama. Jesus te ama.” São as palavras que selam a música, como um marco de fé. É um eco divino entre os becos escuros da juventude que se afastou. É o coração de Jesus gritando em poesia: volta, porque ainda há tempo. Assim, o que mais impressionou aqueles que já ouviram – inclusive a melodia de altíssima imersão sentimental de Chiquinho França – é que há algo ainda mais precioso: o equilíbrio entre a advertência e o amor. A canção aponta falhas, mas sobretudo, um caminho de volta.
Não há rancor na sua mensagem, há saudade. Não há acusação, há apelo. Tudo isso vestido com a impecável voz do tenor Sérgio Pachêco, que, com sua interpretação arrebatadora, não apenas canta – mas intercede e faz arrepiar a todos os que ouvem com a atenção e respeito. Ele ergue sua voz como um profeta lírico, clamando para que ouçamos com o coração e por isso, sinaliza que essa obra não deve ser apenas ouvida, mas sentida e respondida.
Ouça esse clássico
Mhario Lincoln/Chiquinho França e Sérgio Pachêco.
Mohana e Cassas “PLENITUDE HUMANA”: O LIVRO EM QUE JOÃO MOHANA COLOCOU O HOMEM DIANTE DE SI MESMO
POESIA MARANHENSE DANIEL BLUME: O JARDIM COMO LUGAR DE ENCONTRO ENTRE O AMOR E A LIBERDADE DE SER
A PINTURA DE QUIXOTE Quando traços de óleo em cerdas sensíveis conseguem mostrar Quixote sobre as águas do impossível
JOÃO EWERTON João Ewerton celebra 50 anos de pintura e revela, em sete fases, as raízes culturais do Maranhão
Dia do Poeta Ser poeta é não pedir licença à Vida. É Viver intensamente!
NERES PINTO ESPECIAL CONSAGRAÇÃO - Carlos Alberto Lima Coelho, da premiação internacional ao Apocalipse dos Anônimos Mín. 10° Máx. 19°
Mín. 10° Máx. 17°
Tempo nubladoMín. 11° Máx. 21°
Tempo nublado
Colunista Socorro Guterres COMO UM CÃO: O ABSURDO JURÍDICO EM O PROCESSO
Coluna de RUY PALHANO Dr. RUY PALHANO em texto que fala profundamente sobre a “perda do sentido e o vazio exsistencial”
Academias Brasil/Exterior Coirmãs João Ewerton celebra 50 anos de pintura e revela, em sete fases, as raízes culturais do Maranhão
Coronel Carlos Furtado De Carlos Furtado:“A DIFÍCIL ARTE DE SER POETA”