Valdelino Cécio não morreu
Texto de Wilson Martins (Facebook.com).
Hoje, 29 de setembro, marca a passagem física de Valdelino Cécio para outra esfera. Conheci Valdelino no inicio da década de 1960, residentes que éramos no Centro Histórico de São Luís, entre Rua das Hortas e do Rancho. Entre as praças de Santo Antônio e Gonçalves Dias. Entre as ruas da Alegria e Afogados. Entre Madre Deus, Beira-mar e Praia Grande.
Pesquisador, advogado, técnico em assuntos culturais, poeta, produtor, fomentador e ativista da cultura popular, Valdelino foi também brincante e festeiro. Foi devoto, mordomo e abatazeiro. Nos anos 70, liderou o Movimento Antroponáutica, ao lado de Chagas Val, Raimundo Fontenele, Viriato Gaspar e Luís Augusto Cassas, que motivou Jomar Moraes a editar a antologia Hora de Guarnicê – poesia nova do Maranhão, (1975). No semanário Jornal do Maranhão, onde eu trabalhava, reencontrei Valdelino para as edições do Suplemento Literário JM, que publicava além de outros, a safra de poetas do Antroponáutica. Logo depois, estávamos reunidos com Tácito Borralho para criação do Laborarte e, seguimos juntos em alguns movimentos culturais até nos tornarmos colegas de trabalho por muitos anos.
Não era raro vê-lo reunido semanalmente com músicos para a criação do Clube do Choro, ou incentivando alguns do Cine Clube de São Luís e outros do Salão de Artes Plásticas. Sincero, cordial e criativo, Valdelino Cécio, hoje, não é só nome de praça de sua cidade, mas patrimônio sentimental de nossa arte e cultura.
Poema do morto
na morte do dia
o morto
a morte
o morto
a poesia
o morto
a sorte
o morto
só ele sabia
o morto
memória eterna
o morto
morreu na folia
o morto
enfim novidade
o morto
artigo do dia
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Valdelino Cécio não morreu.
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