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HISTÓRIA BIZARRA DO ROUBO DE UM QUADRO VALIOSO, EM 1985.

Em 2018, um casal simpático se tornou o principal suspeito do roubo

13/11/2020 19h04 Atualizada há 3 semanas
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Por: Mhario Lincoln Fonte: AH/CAIO TORTAMANO
A obra Woman-Ochre, de Willem de Kooning - Divulgação
A obra Woman-Ochre, de Willem de Kooning - Divulgação

O QUADRO VALIOSO ROUBADO EM 1985 E ENCONTRADO EM 2017 — REVELANDO UMA HISTÓRIA BIZARRA

 

Textos escolhidos: CAIO TORTAMANO /Aventuras na História

Em 2018, um casal simpático se tornou o principal suspeito do roubo de um quadro valioso que estava desaparecido há três décadas nos Estados Unidos

Era véspera do Dia de Ação de Graças de 1985, e o Museu de Arte da Universidade do Arizona estava praticamente vazio logo antes de fechar. Havia poucas pessoas lá dentro, inclusive seguranças, mas o casal Jerry e Rita Alter tinha um motivo bem claro para ainda estar no local: eles queriam roubar uma obra de arte.

Pelo menos essa é uma suposição feita pela imprensa norte-americana depois que o casal morreu — Jerry em 2012 e Rita em 2017. Isso porque o quadro roubado, assinado pelo pintorWillem de Kooning, avaliado 160 milhões de dólares (865 milhões de reais), foi encontrado na casa do casal anos depois da morte da dupla.

A história ganhou grandes proporções em 2018, porque os filhos do casal, querendo se livrar de alguns pertences dos seus falecidos pais, organizaram uma venda de garagem com itens deles e venderam o quadro para um dono de uma loja de penhores por singelos 2 mil dólares.

Quando percebeu que se tratava do quadro desaparecido anos antes na universidade, o comprador rapidamente entrou em contato com o FBI. Tendo a tela, nomeada pelo artista de Woman-Ochre (Mulher-Ocre, em tradução livre), sido devolvida ao acervo do museu em seu local original. 

Os investigadores só tinham aos filhos do casal para investigar, mas os mesmos afirmaram que não sabiam da existência desse quadro, especialmente pelo fato dele ficar guardado no sótão da casa onde foram criados.

 

O roubo

A obra, de fato, foi roubada por um casal, como afirmam os seguranças do museu que foram interrogados depois do sumiço. Conforme relatado pelo The Independent, em nota de 2018, a mulher teria distraído os seguranças enquanto o homem foi rapidamente para o segundo andar do local e tirou a obra da parede.

A ação toda demorou cerca de 15 minutos, e foi percebida logo em seguida pela equipe de segurança, que não foi rápida o suficiente para encontrar os ladrões. Apenas depois de 30 anos, que a primeira pista sobre o roubo veio à tona.

Além do impressionante fato da casa de Jerry e Rita ter sido o último paradeiro do valioso quadro, o retrato-falado dos bandidos na época chamaram ainda mais atenção. Todavia, as autoridades nunca conseguiram confirmar a autoria do roubo. 

O roubo, portanto, foi um verdadeiro sucesso, já que os responsáveis nunca foram sequer presos. O que resta aos fascinados pela história é imaginar quais outros crimes foram praticados pela dupla do museu.

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