ESSAS NOSSAS LETRAS!!
NOTA DO EDITOR: A proposta de Eloy Melonio, ao tratar as letras como personagens com temperamento, vontade e biografia própria, recoloca a língua num território que é menos gramática e mais dramaturgia. Quando ele transforma o “E” em ponte elétrica que “enfia, empurra, encaixa”, está lembrando que a conjunção mais modesta pode ser o grande motor do sentido: une opostos, suaviza conflitos, cria nuances. Já o “F” – esse “fê” que “faz frutas renderem bons frutos” e, ao mesmo tempo, ameaça quem “se ferrou-se” – expõe a ambiguidade lúdica da linguagem: a mesma letra que inicia o “fim” também inaugura o “frio” e o “fluxo”. É um modo de devolver às letras o que elas quase perderam no uso automático: corpo, humor, ironia, potência narrativa. Paabéns, pois Eloy Melonio (APB-MA) por mais esse capítulo.
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E (é)
“E” traz em si a essência de “unir”, de “explicar”. Acentuada ou não, é, respectivamente, tônica ou átona. Mesmo curta, a espertinha é tão empoderada quanto elétrica. E não é de brincadeira, não! Se preciso, enfia, empurra, encaixa. Sozinha, com ou sem acento (é/e), entre uma e outra coisa (bem/mal), o jeito é escolher. "Elementar, caro leitor!"
F (efe ou fê)
"F é f*." Se inferiu outra coisa, você "se ferrou-se". Sim, duplamente, porque essa letrinha funcional faz frutas renderem bons frutos. Antes do ponto final, fique frio, pois "o fim de um ato pode ser o começo de outro".
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