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O Dia Mundial do Palhaço é celebrado nesta quarta-feira (10) e desempenhar esse papel, além de ser uma atividade artística que proporciona alegria e momentos de descontração para todas as idades, é um ofício que exige formação e aprendizado constante. Faz tempo que ser palhaço era algo somente destinado aos picadeiros. Do circo à televisão, a presença do personagem engraçado se popularizou.
No Brasil na década de 50 Arrelia foi um dos precursores na telinha com o Circo do Arrelia, na Record. Ganharam notoriedade nessa época também Fuzarca e Torresmo. Já nos anos 60, foi grande o sucesso do palhaço Carequinha. Ele apresentava um programa na TV Manchete que foi exibido até a década de 90, quando foi substituído pelo Clube da Criança com a Xuxa. Outros palhaços como Pimentinha, Piolin e Patati Patatá também fizeram parte da infância brasileira.
Nas décadas seguintes a figura colorida e atrapalhada do palhaço ganha uma nova atividade. Passa a integrar projetos de humanização em hospitais. No Paraná, o ator e diretor Carlos Moreira desempenha a função de ser palhaço profissionalmente há 25 anos.
Atualmente, ele se apresenta no papel de Kiko Tinto em hospitais de Curitiba com a Palhaçata de Natal, do Especialistas da Alegria Kids, que teve início na segunda-feira (08), no Hospital de Clínicas da UFPR/EBSERH, e segue com apresentações na terça (16), no Hospital Oncopediátrico Erastinho, referência em tratamento oncológico infantil.
Moreira integra dois Projetos, o Especialistas da Alegria, que tem a versão Kids, e o Visitarte, que atua com idosos em instituições de longa permanência. Ele ressalta a importância da atividade no ambiente hospitalar. ”É o lugar onde trabalhamos com a transformação do ambiente, buscando um olhar ativo e presente aos pacientes, famílias e equipe”, conta.
Para quem quer se tornar um palhaço, ele orienta. “É necessário ter o desejo pulsante de estar com o outro; uma formação artística, ter disponibilidade para o brincar, e ao autoconhecimento”, explica. “A palhaçaria é um estado de busca constante e aperfeiçoamento. É necessário lidar com as emoções e a fluidez”, avalia.
A N Produções Culturais viabiliza o Especialistas da Alegria Kids por meio da Lei de Incentivo à Cultura (nº 8.313/1991). “As empresas têm a oportunidade de fortalecer sua responsabilidade social ao tornarem-se parceiras de projetos culturais a partir do benefício da renúncia fiscal do Imposto Renda”, explica o coordenador do projeto, Jefferson Bertoldi.
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