
PRAÇA DOS AÇORES TEM OBRA DE EDUARDO SERENO
A praça dos Açores foi inaugurada pelo Governador Brandão. É uma praça cheia de equipamentos urbanos e arte. Eduardo Sereno tem se constituído um grande escultor desta Cidade Patrimônio Cultural da Humanidade. Em praças espalhadas por todo o Maranhão, vê-se um busto, ou uma estátua criada por Sereno. Ele tem recebido encomendas de várias partes do Brasil, inclusive da Bahia, que encomendou um busto do grande Jorge Amado.
Nesta Praça dos Açores tem também arte de Sereno. São 10 painéis montados na parede lateral, tendo como vizinho o Terminal de Transportes Urbanos. O Tema destes painéis retrata a vinda dos povos negros açorianos.
A primeira imigração para as Américas, se deu de forma organizada em 1619. O governo ibérico queria garantir definitivamente a posse da terra, trazendo do Arquipélago dos Açores os primeiros povoadores.
Este espaço fica ao lado do Terminal da Integração da Praia Grande, facilitando a todos o livre acesso. Lá tem o Memorial dos Açores. Além de um parquinho para a criançada, tem 2 quiosques, que deverá oferecer aos visitantes, lanches e etc. Acredito que esta praça irá atrair uma multidão de moradores desta cidade patrimônio, e turistas que aqui nos visitam.
SOBRE AÇORIANOS: A princípio, em 1619, vieram os 200 casais de açorianos*, que representavam 1.000 pessoas, pois filhos e agregados acompanhavam cada casal. A leitura destes painéis de Sereno, conta essa chegada dos açorianos a nossa ilha e mostra a integração destes povos com os portugueses, com os índios e com alguns franceses que aqui permaneceram, já que muitos deles casaram com as índias nativas. Dê um passeio na praça e desfrute deste recorte da história da nossa ilha, fundada por franceses e colonizada por portugueses.
*As informações sobre a vinda dos açorianos, foi extraida do livro São Luís - Fundamentos do Patrimônio Cultural do escritor/Professor Ananias Martins .
Cabeças diferentes
No passado, nas ruas do Centro Histórico de São Luís do Maranhão haviam alguns obstáculos que a prefeitura colocava para evitar a passagem de carroças, carruagens e outros veículos. Eram as "Cabeças de Frades", que assim eram apelidadas por parecer com a cabeça dos padres Capuchinhos.
Normalmente eram feitas de pedra de Lios - bem robustas pra evitar que fossem danificadas.
Um desses "Marcos" se encontra lá no bairro do Portinho, no final da Rua Formosa (Rua Afonso Pena).
No período de obras do Projeto Reviver, nós usamos o mesmo artifício para fechar algumas ruas do Centro Histórico, a fim de que o trânsito fosse permitido apenas para pedestres. Aproveitando a foto que fiz, e a transformei num Cartum.
24 DE MARÇO, UM DIA TRISTE!
Hoje fazem dois anos que perdi o meu amigo/irmão ÉRICO JUNQUEIRA AIRES.
Parece que foi ontem! Aqui no meu Studio, o tempo todo estou fazendo um trabalho, pesquisando um assunto e quase sempre dou de cara com um livro de Érico. São Cartuns e Charges que ficaram pra posteridade.
Érico foi um artista gráfico de fama Nacional e Internacional.
Ele foi premiado até na França. Professor Doutor da UFMA e da Uema, onde lecionava. Fui aluno dele no curso Desenho e Plástica. Foi dali que começou a nossa amizade.
Juntos, eu e Cruz Neto, fundamos a revista de cartum - Baú de Cartum.
O Érico entrou na equipe a partir do segundo número.
Daí em diante a nossa revista melhorou 100%. Por isso a sua importância nas artes gráficas.
Um cidadão acima de qualquer suspeita! A cidade de São Luís deve ao Érico uma homenagem digna, pra que o seu legado não seja esquecido. Viva Érico!!!
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RÁPIDA HISTÓRIA DE UM DELATOR
Joaquim Silvério dos Reis (1750-1819) foi um militar e fazendeiro português que ficou conhecido como o "traidor da Inconfidência Mineira" por delatar o movimento separatista de 1789.
### Quem ele era
- Origem: Nascido em Portugal, veio para o Brasil e se tornou comandante de regimento de cavalaria e dono de minas de ouro em Minas Gerais.
- Situação financeira: Estava endividado com a Real Fazenda por não pagar o contrato de "entradas e saídas" de mercadorias que arrematou de 1782 a 1784. Isso levou à sua ruína financeira.
### A delação
Em 11 de abril de 1789, escreveu uma carta ao governador de Minas Gerais, Visconde de Barbacena, denunciando a conspiração dos inconfidentes. Ele detalhou o plano de proclamar a República e libertar o Brasil de Portugal.
A traição ocorreu porque o levante estava marcado para o dia da "derrama" - cobrança violenta de impostos atrasados. Com a delação, a derrama foi suspensa e os líderes foram presos. Tiradentes foi preso no Rio de Janeiro em 10 de maio de 1789.
### Recompensas pedidas
Em troca da denúncia, ele exigiu: ouro, perdão das dívidas fiscais, cargo de Tesoureiro das províncias de Minas, Goiás e Rio de Janeiro, mansão, pensão vitalícia, título de Fidalgo da Casa Real e hábito da Ordem de Cristo. A promessa era que suas dívidas seriam perdoadas com o sucesso do movimento, mas ele preferiu delatar.
### Consequências
- Para os inconfidentes: Todos foram perdoados ou condenados ao degredo, exceto Tiradentes, único condenado à morte. Foi enforcado em 21 de abril de 1792 e teve o corpo esquartejado.
- Para Silvério dos Reis: Sofreu atentados no Brasil por sua fama de traidor e fugiu para Lisboa. Voltou em 1808, foi para o Maranhão e morreu em fevereiro de 1819.
### Curiosidade
Não foi o único delator: o tenente-coronel Basílio de Brito Malheiro do Lago e Inácio Correia Pamplona também procuraram o governador. Mas Silvério dos Reis ficou como o símbolo da traição e já foi interpretado por Stênio Garcia, Wilson Grey, Rodolfo Bottino e Mateus Solano em filmes e novelas.
Esta foi a casa que ele morou quando veio passar os últimos anos de sua vida. Dizem que este casarão foi lhe presenteado pela Coroa. O endereço é fácil de localizar. Rua de Nazaré canto com a Rua da Estrela, no Centro Histórico de São Luís do Maranhão.
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25 anos de uma história escrita com amor e dedicação!
Neste mês nossa amiga Marcia Carvalho celebra Jubileu de Prata na Amar/Sombras. Ela mesma escreveu sobre:
"Olho para trás e meu coração transborda gratidão a Deus por cada desafio e cada vitória.
Trabalhar nesta associação é um privilégio; ela é muito mais que uma associação de direitos autorais, é uma mãe que acolhe, ensina e cuida de todos que passam por aqui. Agradeço imensamente a todos que confiaram no meu trabalho e me deram a oportunidade de crescer junto com essa causa tão nobre.
Que venham mais anos de dedicação e propósito!". Parabéns Marcia.
VÍDEO-BÔNUS
A entrevista que virou documentário
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