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“Feiras literárias”, por Renata Barcellos (BarcellArtes)

Renata Barcellos é colunista da Plataforma Nacional do Facetubes

01/08/2026 10h56 Atualizada há 3 horas atrás
Por: Mhario Lincoln Fonte: Renata Barcellos
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Renata Barcellos (BarcellArtes)

As feiras literárias surgiram na Europa do século XV. A primeira foi a de Frankfurt (Alemanha) criada há mais de 500 anos. Estão relacionadas à invenção da prensa por Gutenberg. O marco inicial deste modelo tem como foco o comércio de livros e os direitos autorais. 

As Feiras literárias são eventos culturais literários que acontecem anualmente em diversas cidades e  estados. O foco principal é incentivar a formação de novos leitores. Assim, contribuindo para o fortalecimento da cultura. Deveriam ser eventos essenciais para a formação cultural de um povo. Geralmente, são organizadas pelos setores públicos e privados, de maneira que o evento também tem finalidade comercial e ajuda no aquecimento do mercado editorial. Escritores independentes são importantes figuras nestas atividades. Nelas, os autores reconhecidos ou não optam pela autopublicação e têm a oportunidade de fazerem contato direto com seus leitores, aumentarem o seu público e “turbinarem” as suas suas redes sociais e seus canais de vendas das suas obras. 

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Séculos depois, já, no XX, houve a expansão de feiras pela Europa, como Madri (1933) e Bolonha (1964), aproximando o público dos escritores.

Os maiores destaques internacionais incluem a Frankfurter Buchmesse, na Alemanha,; a London Book Fair, na Inglaterra; a Feira do Livro de Bolonha, na Itália, a Feira de Guadalajara, no México.

Função inicial: troca comercial de publicações e negociação de mercado editorial. As 

Evolução no Brasil

Anos 1950: surgiram as primeiras feiras populares de São Paulo (1951) e a Feira do Livro de Porto Alegre (1955), pioneira ao ar livre.

Anos 1970–1980: aparecem as grandes bienais comerciais, como a Bienal de São Paulo (1970) e a do Rio de Janeiro (1983).

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Anos 2000: formato de feira literária cultural se multiplica pelo país (inspirado pelo sucesso da FLIP, em Paraty), focando em debates, praças públicas e formação de leitores.

Nos últimos anos, tem aumentado significativamente o número de feiras literárias no Brasil. Em todos os estados do país, elas têm ganhado visibilidade e conquistado outros espaços para além dos grandes centros urbanos, como as pequenas cidades. Primeiro, vale destacar que as feiras, bienais e festas se tornaram “fenômenos de marketing”. O objetivo de incentivo à leitura cede lugar à promoção pessoal (redes sociais, contatos) e à comercialização do escritor. Para participar destes eventos, o gasto é alto e o retorno… Do trasporte ao espaço para lançamento - à divulgação da obra. Se não for reconhecido, poucos prestigiarão. 

Outro ponto relevante a ser mencionado é a referente ao homenageado. Muitas vezes, são a escritores já falecidos ou a um de outra região. O que deveria ser um momento para valorizar a “prata da casa”, reconhecer os do local, fazê-los serem conhecidos em sua região, convida-se um de outro lugar, além do investimento ser muito maior (hospedagem, alimentação…). E os indígenas? Quantos são escritores? Precisam ter seu espaço garantido! Devem ser lidos, ouvidos… assim como qualquer outro brasileiro.

Uma sugestão para a escolha  do  tema  e  do homenageado  para  as  próximas edições é   ser  feita  com  a  participação da sociedade por meio de votação virtual, já que somos seres  tecnológicos. E, com isso, poderia haver maior adesão e  interação do público até para se definir o local de cada edição. Deveria ser de fácil acesso para ter a participação do público em geral. Enquanto não houver a reformulação (de fato) destes eventos, não se atingirá os reais objetivos: promover a leitura, formar o leitor crítico, identificar e valorizar artistas locais.

Abaixo à comercialização das atividades culturais! Alguns exemplos por parte de diversas instituições são a cobrança de taxa para realização de inscrição de concursos literários ou pleitear vaga de uma cadeira, preços abusivos para participação em antologias, anuidades com valor de quase um salário mínimo… 

Enfim, a presença de escritores contribui para o desenvolvimento de suas carreiras (contratos de tradução, direitos de publicação etc.) sobretudo para tirá-los do anonimato. A realização de feiras literárias proporciona um  debate  sobre as ações promovidas para a formação de leitores e a valorização  daqueles pertencentes ao local.  Além  do  incentivo ao universo literário,  propicia o turismo da região. Abaixo à comercialização da cultural!!! Diga sim à valorização do incentivo cultural!!!

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Afinal, fica o questionamento para reflexão: na atualidade, existe alguma feira literária de fato? Se conhecer, escreve nos comentários!!! Devemos divulgar!!!!

 

Pensamentos:

1. “Leitura, antes de mais nada é estímulo, é exemplo”, Ruth Rocha

2. “Um livro é um sonho que você segura na mão”, Neil Gaiman

3.“Não há problema que a leitura não possa solucionar”, Charles Bukowski

4. “A leitura é, provavelmente, uma outra maneira de estar em um lugar”, José Saramago

5.“A leitura engrandece a alma”, Voltaire

6. “O importante é motivar a criança para a leitura, para a aventura de ler”, Ziraldo

7. “A leitura é o caminho mais curto para o conhecimento”, Aristóteles

8. “Uma vida sem leitura é uma vida sem esperança”, George Orwell

9. “Ler mudou, muda e continuará mudando o mundo”, Virginia Woolf

10. “Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, nossos filhos serão incapazes de escrever inclusive a própria história”, Bill Gates

11.“É preciso que a leitura seja um ato de amor”, Paulo Freire

12. “Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem”, Mario Quintana

13. “Sempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie de biblioteca”, Jorge Luis Borges

 

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Sobre Renata Barcellos
Entrevistas, textos acadêmicos e ensaios da professora carioca Renata Barcellos.
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