ORQUIDEA SANTOS, editora-geral da Plataforma Nacional do Facetubes - O lançamento, ontem, da nova música de Mhario Lincoln, Olhos das Estrelas em várias emissoras do sul do país (Curitiba/Blumenau/Porto Alegre/ Jurerê Internacional), foi envolvido por uma aura de simplicidade luminosa porque é uma canção construída entre o artesanal e o tecnológico (MHL faz curso de engenharia de Prompts), onde a letra autoral minimalista encontra uma voz sintetizada com precisão emocional pela GINAI (Generative Artificial Intelligence, inteligência artificial, marca registrada da Plataforma Nacional do Facetubes).
O resultado é curioso — uma obra que soa íntima, quase caseira, mas ao mesmo tempo carregada de uma engenharia vocal (cunhada após escolha de tons, vibrato, graves e agudos) que amplia cada nuance. Nesse contraste, a música já nasce com identidade própria, especialmente porque a letra aposta em imagens universais: céu, mar, estrelas, ondas. São símbolos que funcionam como cenário para um amor observado pela natureza, como se o mundo fosse testemunha silenciosa desse encontro. (O vídeo também foi produzido com prompts específicos, manipulados pelo autor, junto a GEMINI/PIXVERSE), fato que deu um cunho carinhoso ao trabalho.
Nos dois primeiros trechos, a canção trabalha com essa ideia de “pedacinhos”, fragmentos de céu e mar que guardam momentos afetivos. É um recurso que combina bem com a proposta de uma letra curta, porque cria textura e dá respiro emocional. O mar e o céu aparecem como espelhos do sentimento — as estrelas “viram amar”, as ondas “fizeram jurar”. Tudo é simples, direto, sem metáforas complexas, mas com aquela honestidade que funciona justamente por não tentar ser grandiosa demais.
Quando chega a ponte e o refrão forte, a música muda de temperatura. A dúvida entra em cena, e o expõe o poeta autêntico que é Mhario Lincoln. Por isso, o detalhe: deixa de falar sobre o que aconteceu para perguntar sobre o que virá. “O que vai acontecer”, toque genial que vira o eixo dramático da canção, repetido como quem tenta se convencer de que ainda há resposta possível. O duo vocal no refrão intensifica essa sensação de descompasso emocional. sim porque há sonhos, olhos tristonhos, a espera, o medo do silêncio. É um fechamento que desloca a música da leveza inicial para uma melancolia suave, mantendo o mesmo vocabulário simples, mas agora com peso afetivo maior. No fim, a canção deixa o ouvinte suspenso — exatamente como alguém que ainda não sabe se vai reencontrar quem ama.
"Eu tentei musicar alguns dos meus poemas. Foi difícil porque a 'pegada' da construção poética é diferente da interpretação eletrônica de uma letra composta para aquele momento. Desisti de musicar meus poemas. Saiam harmonicamente diferentes do sentido. Tive que estudar para poder 'casar' letra e música, de forma unitonal, sem produzir coisas aleatoriamente. Inclusive, a escolha direta da melodia - indicando cada instrumento, pausas, andamento e solos (com prompts específicos) deu uma maior qualidade profissional à composição harmônica da GINAI", confessa o autor.
VÍDEO-BÔNUS
"Olhos das Estrelas"
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