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Maura Luza, Supernova na essência do Universo Poético

Resenha do livro "Nuances de uma Essência"

15/01/2021 10h17 Atualizada há 1 mês
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Por: Mhario Lincoln Fonte: Mhario Lincoln
Maura Luza
Maura Luza

SPINA - Nova forma poética.

UM SONHO REALIZADO

Celebro minha felicidade com meus queridos amigos, poetas Spinaístas.

Apresento-lhes meu livro solo, maravilhosa realização de natureza literária imensurável. Sonhos partilhados como preciosas conquistas.
Encontrei-me poeticamente nesse cenário mágico, Associação Brasileira de poetas Spinaístas.

Direitos autorais reservados à
Maura Luza Frazão.

Capa: #Symone Elias
Contracapa: #Antônio Queiroz .
Apresentação:#Alufa-Licuta Oxoronga
Organização e Diagramação: #Nauza Luza Martins

 

 

MAURA LUZA, SUPERNOVA, NA ESSÊNCIA DO UNIVERSO POÉTICO

*Mhario Lincoln

Primeiro, um impacto, em razão da homologia poética. Depois, a sensação de que devo aprender ainda mais a lidar com as transformações evolutivas, sejam elas em quaisquer que sejam as artes humanas. Ainda assim, sejam quaisquer que sejam, essas morfologias estruturais, apesar de modernas e inventivas, necessitam de algo estruturalmente real e incontestável: o talento do Poeta.

Destarte, abrir o livro de Maura Luza Frazão, NUANCES DE UMA ESSÊNCIA, é como voar por sobre reações íntimas, loucas para explodir a qualquer momento, “Percebi minha poesia / Adormecida, estava lá / Incrustada, a esperar”. Isto é, igual à explosão de uma supernova revelando a própria natureza da autora. Aliás, como os astrônomos observam, “quando uma estrela explode em supernova, seu brilho pode aumentar até 1 bilhão de vezes, podendo se tornar tão brilhante quanto uma galáxia (...).” É o que afirmam esses especialistas ESA/Hubble. Desta forma, desincrustar a poesia é uma explosão de supernova. Ou não é?

Capa.

E isso nos proporcionou ler uma galáxia de poemas líricos, técnicos, inusitados, todos, reconstruídos milimetricamente como a natureza concede a cada pétala de uma rosa, a cor que lhe é pertinente. Dá-lhe ‘essência’. Essa é a palavra que mais se lê, direta ou indiretamente. Maura Luza desnuda-se no seu status quo, de forma apoteótica, mostrando o quanto foi feliz compondo essas estruturas líricas amplas, repito, em contextos universais, pois surfa com facilidade sobre ondas que a levam de um mar a outro, de um tema a outro, oceanificando-se, da lírica à catarse interior: “Poetas são magos que ressignificam sentimentos, propagando sedução poética(...)”.

Parece fácil, instituir-se uma técnica e nela, se embutir todo o sentimento do Mundo. Parece fácil, se metrificar a alma, condicionar o talento em pallets e ajustá-lo a um molde de produção contínua – assim Henry Ford, naquela época, transformou a indústria automobilística pra sempre – mas reunindo peças pré-fabricadas e previamente condicionadas a uma vazão perceptível: primeiro o motor, depois a carroceria, depois as partes internas, os pneus e assim sucessivamente. Na verdade, uma produção assim acaba virando rotina.

Porém, com Maura Luza, a adequação do pressuposto sistemático da construção poética, nessa lógica construtiva, não lhe forneceu – pelo talento explícito - nenhum empecilho na aquietação dos temas, nem da expansão do talento, enquanto poetisa genérica, cuja personalidade se soma à quantidade dos temas inseridos no contexto deste trabalho que emociona, nesse formato instigante. Não só pela característica única de poetar – mesmo lhe exigida forma constante nessa construção – como pela facilidade de versejar sobre o concreto, “Saudades do mar/Pisar na areia/Pensamentos distantes (...)”, sobre o abstratíssimo, “Profundas lágrimas derramei naqueles canteiros ressecados pelas saudades capsuladas (...)”, ou mesmo sobre o básico da linguagem duvidosa de todo bom poeta: o Amor ou o Desejo? Assim descrito – destacando-se aqui, uma das belas passagens empaginadas: “Desejos em suspenso/Corações parcialmente despidos/Pulsações nada contidas(...)”.

Ao fim, ler Maura Luza trouxe-me efeitos colaterais: fiquei mais maduro. Tornei-me mais brando. Teci-me em serenidade, após vasculhar “(...) minhas memórias, buscando resquícios daquela serenidade de outrora (...)”. Gratifiquei-me em expelir algumas lágrimas de emoção por um simples gesto, todavia, com uma profundidade abissal: “Comigo ou contigo? / Eis a questão! /Assim... hoje acordei (...)”. Disciplinei-me na vanguarda da composição: “Relembro tempos, / quando LIBERDADE! /Conquista coletiva, eram nossa verdade (...)”. Esperei me reencontrar na plenitude: “Espero sem saber, / Aguardando que aconteça não sei, quê? (...)”. Relaxei-me platonicamente: “Emoções em suspense / Em noites calientes / Corações em sintonia (...)”.

Apercebi-me de uma realidade evolutiva no verso e no coração dos poetas:

 

“MAGIA POÉTICA

Poetas são magos

que ressignificam sentimentos,

propagando sedução poética.

 

Aos poetas é facultado pincelar

cenários, ornamentando-os ao seu bel-prazer,

apimentam composições de forma eclética.

Seus sentidos aguçados, captam emoções,

colorindo-as, sem descuidar da ética”.

 

Paralipômenos:

Assim te li, te vi e te entendi.

Obrigado por me fazer sonhar.

 

*Mhario Lincoln

Presidente da Academia Poética Brasileira.

 

 

 

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