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Conheça a história das seis pragas que abalaram o Mundo antigo e moderno

Um deles, o vírus influenza A, subtipo H2N2, desenvolveu-se na China.

12/02/2021 23h55
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Por: Mhario Lincoln Fonte: Textos escolhidos. Fonte: HISTORY.COM EDITORS /PESQUISA DIRETA
Foto Google
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As seis pragas que abalaram o Mundo

Textos escolhidos. Fonte: HISTORY.COM EDITORS /PESQUISA DIRETA

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541 DC: PRAGA JUSTINIANA

De origem egípcia, epidemia se disseminou pela Palestina, Império Bizantino e pelo Mediterrâneo, acabando com os planos do Imperador Justiniano de reunir Roma e mudando o curso da história. A Praga de Justiniano nada mais foi do que uma das primeiras e mais expressivas manifestações da peste bubônica e matou 26% da população mundial na época, cerca de 50 milhões de pessoas. Transmitida por ratos e pulgas, sua extensão e mortalidade criou o clima apocalíptico característico da época, o que resultou na rápida disseminação do cristianismo pelo mundo.

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430 A.C.: PRAGA DE ATENAS

A Praga Ateniense surgiu durante da guerra do Peloponeso e é uma das pandemias mais antigas já registradas. Com sintomas como febre, sede, gargantas e línguas ensanguentadas, pele vermelha e lesões pelo corpo - que levaram a suspeitas de que se tratava de febre tifóide -, epidemia foi responsável pela morte de dois terços da população espalhada pela Líbia, Etiópia e Egito. Chegou a Atenas juntamente com o cerco Espartano, que se aproveitou para garantir a vitória em cima dos atenienses.

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1350: PESTE BUBÔNICA

Suspeita-se de que se espalhou pelo mundo por meio das caravanas pelo oeste asiático. Encontrou, a partir daí, seu caminho até o porto de Messina, em 1347, para então se espalhar por toda a Europa. Segundo grande surto de peste bubônica da história, foi responsável pela morte de um terço da população mundial, gerando amontoados de cadáveres contaminados apodrecendo pelas ruas.Como consequências, a famosa guerra dos cem anos entre Inglaterra e França teve que ser interrompida momentaneamente e o feudalismo britânico entrou em colapso com as mudanças demográficas. Povos tribais também sofreram muitas baixas, como os vikings, que abandonaram seus avanços pela América do Norte em função da doença.

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GRIPE ESPANHOLA

A gripe espanhola foi uma das piores pandemias da história da humanidade. Mostrou-se como uma doença com grande capacidade de contágio e altamente letal. Como se identificou que a doença era contagiosa, muitos locais adotaram medidas de isolamento social. Assim, foram decretados o fechamento de escolas, igrejas, comércio e repartições públicas em diferentes locais, inclusive no Brasil. Em alguns deles, como nos Estados Unidos, adotou-se o uso de máscaras para reduzir-se o contágio. Muitos locais incentivaram a população a entrar em quarentena.

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1957: GRIPE ASIÁTICA

Nova cepa do vírus influenza A, subtipo H2N2. Desenvolveu-se no norte da China e avançou para Ásia, Oceania, África, Europa e Estados Unidos, resultando na morte de 2 milhões de pessoas pelo mundo (116.000 mortes só no Estados Unidos). A Inglaterra alcançou a marca de 14 mil mortes. Diante da crise, foram liberadas 10 milhões de libras em auxílio-doença pelo Reino Unido. Mas aporte não conseguiu impedir o fechamento de algumas fábricas e muitas escolas foram fechadas na Irlanda (17 só na capital, Dublin). No fim, uma vacina foi desenvolvida, contendo efetivamente a pandemia.

 

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1981: HIV / AIDS

Possivelmente originada na África Ocidental, durante a década de 1920, alastrou-se pelo Haiti na década de 1960, chegando a Nova York e São Francisco na década de 70, onde foi preconceituosamente retratada como “doença homossexual”. Identificada pela primeira vez em 1981, acredita-se que o vírus HIV tenha surgido entre os chimpanzés e tem como principal forma de transmissão fluídos corpóreos contaminados. Os sintomas são febre, dor de cabeça e aumento dos linfonodos, além da aguda destruição do sistema imunológico. Mais de 35 milhões de pessoas morreram de Aids, apesar dos tratamentos desenvolvidos para retardar o progresso da doença. Sociólogos sugerem que um dos impactos sociais mais graves da doença foi a “medicalização da sexualidade” - passou-se a entender que a homossexualidade poderia ser prevenida e tratada, o que foi revisto posteriormente. Mas a epidemia impactou também na percepção sobre a necessidade de alocação de recursos, tanto para a saúde pública quanto para as pesquisas, bem como na expansão da discussão ética e dos direitos humanos.

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