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EXCLUSIVO: Dois capítulos de A SERPENTE FANTASMA, do escritor João Ewerton

O livro está disponível para comercialização através do site da AMAZON. COM:

13/02/2021 12h14 Atualizada há 3 semanas
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Por: Mhario Lincoln Fonte: joão eweton
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EXCLUSIVO:

Aspectos revelados de Queluz, no Romance; a Serpente Fantasma, de João Ewerton, lançado em outubro na amazona.com.

Trechos do Capítulo XX

Após Breno ser imobilizado sobre o cavalo, o capitão otomano e os soldados, montam em seus cavalos, e antes que eles prossigam viagem, o capitão manobra o seu cavalo, e se aproxima de Breno.

- Já estás calminho, para conversar sobre a lenda de Queluz, guerreiro? Indaga o capitão, desdenhando de Breno.

- É pra lá que vocês estão me levando? Indaga Breno, engolindo a sua revolta.

- Chegou a sua hora, valentão! Sempre tem uma hora, que chega a hora da gente. Sentencia o capitão, manobrando o cavalo para frente do comboio.

- E o que vocês fizeram com a minha família? Pergunta Breno, muito apreensivo.

- Não fizemos nada, valentão. Nossa conversa é só com você! O teu povo ficou todo em outros tempos, rapaz! O nosso tempo é outro! Responde o capitão, tocando as esporas na barriga do seu cavalo.

- Vamos em frente soldados! Grita o capitão otomano, tocando o seu cavalo, empinando-o, seguindo em trote para o meio da floresta.

Em pouco tempo de cavalgada, o comboio chega à clareira do poço do Flechal dos Vieiras, e ali, sem titubeio, se aproximam do poço, e param seus cavalos ao comando da mão direita do capitão, que ele levantou espalmada.

- Acionem portal soldados. Brada o capitão, após abaixar o seu braço, e segurar a rédea do seu cavalo.

Os dois soldados de trás do comboio, descem dos seus cavalos, pegam a corrente que está esticada entre a árvore e o poço, e puxam-na para fora do poço em largas, e enérgicas braçadas, chamando a atenção de Breno, que, embora esteja com seu emocional revirado, e ao desconforto de estar seguindo amarrado como um criminoso, indo numa vagem que ele teme não ter volta, ainda assim, ele acha espaço na sua mente para trazer à tona a sua curiosidade sobre o sentido daquela corrente, que detonou um desastre tão terrível quando ele a acionou um pouco, e agora tenta entender o que acontecerá, com aqueles soldados puxando-a com tanto ímpeto.

Para surpresa de Breno, à proporção que os dois soldados puxam a corrente para fora, o bocal do poço vai se expandindo para cima, e para os lados, devastando a floresta que as suas pontas encontram pela frente, causando um barulho assustador, fazendo o chão trepidar, enquanto aquele cataclismo controlado vai se transformando numa muralha gigantesca, da cor de ferrugem, que tem em toda a sua extensão, centenas de janelas com as bocas dos canhões projetadas através delas, e ao centro da muralha, bem à frente de onde eles estão, emerge um imenso portão feito em chapas de ferro rebitadas, como casco de um navio antigo, tendo na sua parte central, um grande brasão oval, em baixo-relevo, fundido em ferro, ilustrado com duas alabardas cruzadas á frente de um cálice delgado, que ostenta acima dele, uma lua em quarto crescente virada para cima, dentro da qual está um círculo solar, tudo feito em alto-relevo polido. Breno fica estarrecido com as dimensões do arco árabe, que passa sobre o portão, esculpido em mármore marrom, no centro do qual há um listel com as inscrições: ”Wigmar,” e, ao lado dela, a inscrição; “1758”.

 

João Ewerton, autor.

Trechos do Capítulo XXII

Em poucas horas se espalhou por todo o principado a notícia da queda de Alityzia, transformando Queluz num palco de festa muito grande, onde uma legião de libertos tomou conta de toda avenida, e gente de todas as classes, tomou conta de todas as praças, até os Guardiões, sisudos agora dançavam abraçados, em duas duplas, com mosquetões nas mãos, dando tiros para o alto, enquanto rodam abraçados à cintura, um dos outros. Breno retorna para o palácio real, sentindo-se muito feliz por todas as mudanças que em poucas horas ele já conseguiu realizar, mas resta-lhe ainda a mais difícil, que ele espera não ser impossível, que será resgatar os condenados do fundo do abismo.

A única esperança de Breno reside numa informação que Efy lhe trouxe, de que existe um ancião, habitante de uma gruta, nos confins de Queluz, que todos recorrem a ele para curas e trabalhos ligados à manipulação das energias sutis, o qual certa vez, ao ser importunado por uns generais de Alityzia, ameaçou-lhes. - Se algum dos senhores ousar adentrar um passo sequer essa caverna, eu farei a abóbada desabar sobre Queluz.

E ao ser desafiado pelos incrédulos militares, ele fez a abóbada se ondular e estremecer como uma gelatina, apenas apontando o seu cajado para ela, levando os generais a se ajoelharem diante dele pedindo clemência, e que ele considerasse não o que eles lhes disseram, mas sim, a vida de todos os inocentes de Queluz, pedido que o velho mago acatou, diante da condição de que eles nunca mais se aproximassem da sua gruta, ficando desde então, isolado naquele penhasco.

Breno se viu obrigado a ir pessoalmente buscar uma aproximação com aquele ermitão misterioso, para tentar conversar com ele, e, dependendo do resultado dessa conversa, levá-lo até o palácio, para reverter o fluxo de energia daquele báratro, onde se encontram os condenados injustamente pela princesa Alityzia.

*****************

Nesse momento do baile, se viu a pluralidade cultural de Queluz, onde parte da população é mulçumana, parte católica, e outra parte é de budistas, umbandistas, sendo que outra grande parte da população pertence a diversas seitas, ou mesmo, nenhuma seita, tendo até uma parte de cristãos novos, que foram acolhidos pelo povo de Queluz, em datas posteriores ao massacre de 1506, e seus descendentes que sobreviveram, ou foram sequestrados enquanto crianças para serem torturados, e, num gesto de solidariedade, após aquela terrível demonstração de perversidade, e crueldade, que embalou o povo católico português, a qual deixou a história da humanidade manchada de vergonha, e revolta, devido as suas atrocidades, contra os judeus,mancha essa que, jamais será apagada da bandeira portuguesa, conforme se lê no relato da época, feitopelo cronista; Damião de Góis:

“A esta turba de maus homens e de frades que, sem temor de Deus, andavam pelas ruas concitando o povo a tamanha crueldade, juntaram-se mais de mil homens (de Lisboa) da qualidade (social) dos (marinheiros estrangeiros), os quais, na Segunda-feira, continuaram esta maldade com maior crueza. E, por já nas ruas não acharem Cristãos-novos, foram assaltar as casas onde viviam e arrastavam-nos para as ruas, com os filhos, mulheres e filhas, e lançavam-nos de mistura, vivos e mortos, nas fogueiras, sem piedade. E era tamanha a crueldade que até executavam os meninos e (as próprias) crianças de berço, fendendo-os em pedaços ou esborrachando-os de arremesso contra as paredes. E não esqueciam de lhes saquear as casas e de roubar todo o ouro, prata e enxovais que achavam. E chegou-se a tal dissolução que (até) das (próprias) igrejas arrancavam homens, mulheres, moços e moças inocentes, despegando-os dos Sacrários, e das imagens de Nosso Senhor, de Nossa Senhora e de outros santos, a que o medo da morte os havia abraçado, e dali os arrancavam, matando-os e queimando-os fanaticamente sem temor de Deus.”

Afinal, não podemos esquecer que os cripto-judeus portugueses, (os cristãos-novos) ou seja, aqueles que aparentemente afirmavam ser cristãos-novos, porém, continuavam em secreto a professar a fé judaica, e como qualquer outro judeu da diáspora, procuravam um lugar tranquilo e seguro para se estabelecer, e encontraram esse lugar na Terra de Santa Cruz, onde prosperaram e se multiplicaram.

Só que a partir de 1540, a colônia brasileira tornou-se local de exílio, para onde eram transportados os réus de crimes comuns, bem como os judaizantes, e aqui permaneceram em perfeita quietude, mas, essa tranquilidade acabou em 1591, quando o Brasil recebeu a visita de Heitor Furtado de Mendonça, o primeiro inquisidor, enviado pelo Tribunal da Inquisição Portuguesa, e a partir dessa data inicia-se a perseguição às práticas de tradições, e ritos judaicos, como também a caça a bruxarias, feitiçarias, magias, incluindo também os apóstatas, bígamos, sacrílegos, e qualquer outra conduta que ferisse os dogmas da Igreja Católica.

A perseguição aos cristãos-novos brasileiros significou a incrível marca de mais 80% dos processos da Inquisição portuguesa.Grande parte desses perseguidos formou o povo queluziano, incluindo-se aí, uma grande população indígena, que da mesma forma, foram perseguidos e assassinados com requintes de crueldades, pelas desumanas bestas portuguesas daquele tempo, mas em Queluz, todos conseguem conviver em perfeita paz, respeitando as diferenças de cada um, inclusive desfazendo a ideia de que os muçulmanos sejam intolerantes ou radicais.

Muitos estranharam o comportamento mundano de Alityzia, mas ela é de origem desconhecida, e aportou em Anatólia por mãos de escravagistas, e nunca aceitou a religião muçulmana, nem mesmo a católica, ou a indígena, uma vez que, ela conviveu numa vida com uma tribo de Cumã, mas sempre se dedicou aos prazeres mundanos, e por esse motivo, nunca aceitou os dogmas de nenhuma religião, e sempre fez do seu palácio um mostruário da sua devassidão, o que nunca foi tolerado por nenhuma parte do povo queluziano, exceto uma minoria, que se deleitava com esse tipo de excesso.

Pelo que já foi explicado, assim que iniciaram as danças comemorativas, que se manifestaram de forma espontânea, cada um tomou o seu rumo, sendo grande maioria aquela, que se entregou à dança, enquanto os mulçumanos se dirigiram para a saída do palácio, procurando os seus lares, e as suas famílias, para dividirem as suas felicidades, assim como, outros não adeptos da dança, também procuraram as suas famílias, mas não estavam menos felizes do que aqueles eufóricos dançarinos do imenso salão real.

Embalados por aquelas melodias e ritmos encantadores, todos dançaram e cantaram até o amanhecer, exceto Breno, que levou Efy, para a sua alcova, a fim de lhe entregar a sua grande, e muito merecida recompensa, pois sem ele, nada teria acontecido, a não ser, a descida de Breno para a voragem das trevas.

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