Quarta, 24 de Fevereiro de 2021 22:34
[email protected]
Brasil ARTE E CINEMA

Ator Olinto Simões fala sobre Brecht/Stanislavski. Na deixa, a participação de Simões no curta dirigido por Valdemir Milani

@Esta plataforma não tem fins lucrativos, nem publicitário.

18/02/2021 12h15 Atualizada há 6 dias
150
Por: Mhario Lincoln Fonte: ML
Olinto Simões
Olinto Simões

 Ator Olinto Simões fala sobre Brecht/Stanislavski em comentário no ViceVersa Jul Leardini/Mhario/Jul Leardini. Na deixa, a participação de Simões no curta  dirigido por Valdemir Milani: "Um Corpo Caiu"

 

PROVOCADO POR UMA COMENTARISTA, OLINTO SIMÕES FALA SOBRE O VICEVERSA: Jul/Mhario/Jul

Falar de Mhario Lincoln ou de Jul Leardini, me é acima de tudo, prazeroso. Dois amigos, o primeiro até meio recente perto do tempo de conhecimento que tenho com o segundo, no entanto, muito além do prazer há uma admiração imensa pela "Qualidade" dessas pessoas e do que cada um faz. Você que me lê, faz ideia do que é ter amigos "Irrespondíveis"? – Pois é, para mim, esses dois o são. Mhario é de uma perfeição técnica irretocável, seja no Direito, Jornalismo, na escolha de um vinho, e assim vai. Jul é possessor de um conhecimento invejável na Filosofia, Artes, na liberdade de ação a quem dirige..., e eu sei disso, porque já fui por ele, dirigido.

Como comentar os comentários – sem redundância – dessas duas sumidades? A Lucia C. Lombardi me facilitou o caminho. Fechou o Fosso, Abriu as Cortinas, Acendeu a Luz, me deixou à cena aberta..., e neste palco branco usando letras pretas, na condição de Ator que sou, crio um "Misto Neológico" Stanisbrecht e dou vida a novo personagem..., "O Aprendiz Irremediável". Documentário Stanis – Atuo – À frente da Tela que sei terá as imagens editadas pelo Mhario Lincoln, a meu ver, ele..., na busca de novas atividades..., "Está" vivendo experiências entre um Federico Fellini com fantasias de imagens – inclusive poéticas – que vão de barrocas à vanguardistas e foram realmente vividas com terridez nas muitas esquinas do mundo sendo algumas em particular, segredadas numa ilha Luisiana. Nos muitos "inserts" mesclou tudo que queria com a influência de um Akira Kurosawa, porque, se no passar do tempo as letradas imagens pictóricas mantiveram nele a paixão pelas artes – principalmente da literatura – a inusitada iluminação da cinematografia, por ele foi inspirada e agora ele a respira. Documentário Brecht – Atuo – À frente de qualquer turma Jul Leardini cria imagens filosóficas à busca de novas identidades..., desaprofundando as latências da humanidade, coisa que só um filosofo brechtiniano conseguiria fazer, porque nas entranhas do humano há um realismo psicológico que dá vivência às emoções, que se autênticas, passam verdade e a verdade é a temática de Jul Leardini, dentro de uma visão Stanislavskiense, com alma Brechtiniana. Vivendo a filosofia na visão de Descartes, descartando tudo que "Cartesius" não entendesse ou acreditasse, não credita unidade à coisa alguma, por isso, separa nas Artes, corpo; alma; pensamento; sentimento; razão, emoção e..., cai numa cilada Brechtiniana clara e puramente autêntica.

VICEVERSA.

Essa queda não é um tombo, mas, uma variação de técnica criando um sistema "Leardínico" em que a técnica e a emoção se somem, porque como Descartes, Jul deixará um legado no seguimento das Artes Cênicas, Filmográficas e Filosóficas. Afinal, para o quê, se vem pra cá? Respondendo a gentileza da Lúcia C. Lombardi, minha experiência teatral, pelo início que tive – 1958 – com um tipo de teatro assistencial – estou mais direcionado a Grotowski no que tange a um teatro experimental aonde tudo pode ser inovado, porque a inovação é simplesmente..., "Vanguarda". Muitos confundem o Teatro de Grotowski com um teatro Pobre, esquecendo que a nomenclatura – "Pobre" – nesse caso, não representa necessariamente, falta de recursos, mas, ao contrário, o que Grotowski defendia – eu defendo e aplico sempre que posso - era um teatro aonde o "Cenário" fosse secundário, "Figurino" não chamasse atenção, "Urdimentos" praticamente inexistissem, mas, no entanto, o "Texto" e "Elenco" tivessem "Predominância". A proposta Grotowskiana, é a postulação de um teatro baseado no trabalho psico-bio-físico do "Ator" da "Atriz" – citando a diferença pelo ignórico e maldito sistema do politicamente correto que fez o certo passar a ser errado – enfim, de quem representa, e como referência, já que a Lúcia citou a Professora, Poetiza, Romancista e Dramaturga Joana Rolim, embarco nesse barco – Sem redundância – e referencio a peça "Era de Aquário". "Sem Nenhum Cenário", com o "Figurino" de uma roupa igual para todo o elenco, ficamos em cena 18 anos com a mesma equipe, desde atores, até iluminador e sonoplasta, com cada "Artista" representando vários personagens, numa "Ação Eclética Interpretativa"... em que dentro de cada cena, numa ação metódica, Stanislavski entrava e saía na interpretação de cada um com tanta rapidez, que a plateia não tinha tempo de perceber que Brecht entrava quando Stanis saía e chamava-o de volta, e não raro, ambos estavam juntos em cena, quando todo o elenco se fazia presente..., até na plateia.

Nesses momentos a razão era "Descart(s)ada", a plateia não pensava, todos estavam igualmente Grotowskinianos e com os sentimentos brechtniamente linkados, numa época em que internet não havia. Creio que nós, Joana Rolim, eu – este Aprendiz Irremediável, e todos os demais integrantes do elenco, deixaremos algum legado. Enfim, entendo que este material está tão bom quanto todos os demais já publicados, mas, particularmente, me foi muito prazeroso como firmei, dele participar nos comentários. Meu abraço a cada um e "Merda*", muita "Merda" para todos. 

A ORIGEM DO COMENTÁRIO: Lucia C. Lombardi/Curitiba. 

Oi meu querido Olinto que bom que vc atendeu ao meu chamado. Estou deveras ansiosa para ver sua opinião sobre Stanislavski e Brecht. Aleluia. Volta logo. Quando passar esse pandemônio quero te ver e vou me apresentar lá na feira. Bjs mil.

O AGRADECIMENTO DE JUL LEARDINI:

Olinto meu amigo: viajei na tua "maionese". Todas as possibilidades estão presentes, todas as " viagens" são possíveis. Enquanto houver arte, a liberdade terá poucos limites. Razão e emoção são a cara e o coroa da vida humana. Um desequilíbrio aí pode guinar para um extremo ao outro. Meu grande abraço e respeito. (O tema Brecht exigiria meses de diálogos).

O filme** Valdemir Milani aqui, uma (RE)avant-première:

Na cobertura de um prédio, durante uma reunião de políticos, um homem é empurrado, cai e morre. Dos sete pecados capitais da política: soberba, preguiça, inveja, luxúria, gula, ira, avareza, qual seria o responsável pela queda e morte do assessor do prefeito? Apontado como um dos suspeitos, o prefeito está em campanha de reeleição, envolvido numa CPI e possui contra ele um misterioso dossiê. Com SIDY CORREA, ARIANE MAFRA, EMÍLIO PITTA, SINVAL MARTINS, JOSÉ PLINIO, OLINTO SIMÕES, MARCOS DE GOIS, ADRIANO BUTSCHARDT, LAURA HADDAD, PAULO BARATO, RONALDO PIMENTEL. Roteiro ÉRICO BEDUSCHI e VALDEMIR MILANI Direção de Arte SUZANA ARAGÃO Figurino SARITA BARROS Música GERSONN JACQUES Direção de Fotografia RUBENS ELEUTÉRIO Direção de Produção CÉLIA RIBEIRO Dirigido por VALDEMIR MILANI Apresentado por SANTA FELICIDADE FILMES

------------------------------------

* Merda na linguagem do teatro é abundância de plateia. Olinto irá explicar em vídeo depois. (N.E).

** O filme está no Youtube e foi-nos enviado por Jul Leardini, a quem agradecemos a gentileza.

4 comentários
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Curitiba - PR
Atualizado às 22h22 - Fonte: Climatempo
18°
Céu encoberto

Mín. 18° Máx. 26°

18° Sensação
9 km/h Vento
94% Umidade do ar
90% (20mm) Chance de chuva
Amanhã (25/02)
Madrugada
Manhã
Tarde
Noite

Mín. 17° Máx. 24°

Sol com muitas nuvens e chuva
Sexta (26/02)
Madrugada
Manhã
Tarde
Noite

Mín. 16° Máx. 23°

Sol com muitas nuvens e chuva
Ele1 - Criar site de notícias