Terra de Montanha ...
Foi ao som do brado retumbante dos tambores do Grupo “Tambor Mineiro”, que o II Festival de Arte e Cultura da Serra da Moeda, organizado pelo Coletivo Cauê ecoou seu grito de resistência em defesa da Serra da Moeda.
Localizada na Cadeia do Espinhaço, no Vale do Paraopeba e há aproximadamente 30 min da capital mineira, a Serra da Moeda faz parte da estrutura geológica denominada Sinclinal Moeda (uma cadeia de montanhas formada por rochas com enorme capacidade de absorção e acúmulo de água).
Um relevante patrimônio geológico-cientifico com clima de montanha e conjunto histórico com importantes recursos naturais, paisagem deslumbrante, fauna e flora com espécies endêmicas nos biomas do Cerrado e Mata Atlântica.

O Festival contou com a participação dos povos indígenas Xukuru Kariri que abriram o evento realizando um “Toré”, ritual comum a várias etnias, sendo uma manifestação de grande importância para os indígenas.
Contou, também, com apresentações de vários artistas locais: Olegário Alfredo (Mestre Gaio), Laércio Vilar e Jean Wilker, Sol Bueno, Giancarlo Borba, Levi Ramiro, Manu Saggioro e Daísa Munhoz, João Arruda, Chris Cordeiro, Trio Forró. Além, é claro, do artesanato, quitandas, delícias mineiras e produtos da comunidade local.
O Grupo Tambor Mineiro, criado pelo cantor, compositor, percussionista e ator mineiro Mauricio Tizumba fez um cortejo nos arredores da Igreja de São Caetano (Moeda Velha) e apresentou várias canções sob a regência de Bruno Messias, músico, percussionista, educador e diretor musical. Canções do cancioneiro popular brasileiro e de artistas renomados fizeram parte do repertório que balançou e alegrou os participantes nas “...terras de montanhas...” reafirmando a força do tambor enquanto identidade e resistência de um povo e um lugar.
O título ”Terra de Montanha” foi inspirado na música com o mesmo nome da autoria de Mauricio Tizumba e Sérgio Pererê.

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