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Escritora, professora e atriz Linda Barros, escreve sobre a Academia Poética Brasileira

A Academia Poética Brasileira, que tem 100 cadeiras, é uma das primeiras a utilizar o mundo virtual como ponto de confluência de seus membros.

12/05/2021 12h54 Atualizada há 1 mês
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Por: Mhario Lincoln Fonte: Linda Barros.
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SOB A ÉGIDE DA ACADEMIA POÉTICA BRASILEIRA

Autora: Linda Barros, professora e atriz

Imagem: Cleyton Monteles

O passado vive. O passado está sempre presente, em cada texto, em cada palavra, cada fala, em cada obra guardada nas prateleiras do tempo. E só o tempo será capaz de mostrar às futuras gerações de leitores de onde vieram nossos antepassados. E, nesse espaço paradoxal entre o presente e o passado, temos as Academias, espécies de museus dinâmicos que guardam relíquias a sete chaves como verdadeiros tesouros da humanidade. Cabe as Academias, verdadeiras e enigmáticas conchas que cultivam suas pérolas protegendo-as do esquecimento do mundo externo, a proteção de muitos desses tesouros. Esses repositórios intelectuais chamados Academias de Letras guardam o passado, o futuro e o presente, servem também para contar a história, nas penas da intelectualidade.

Entre tantas Academias espalhadas pelo país, temos o secular e mais tradicional exemplo de Imortalidade: a Academia Brasileira de Letras, fundada em 1897 pelos escritores Machado de Assis, Lúcio de Mendonça, Inglês de Sousa, Olavo Bilac, Afonso Celso, Graça Aranha, Medeiros e Albuquerque, Joaquim Nabuco, Teixeira de Melo Visconde de Taunay e Ruy Barbosa. É uma instituição privada, sem fins lucrativos, composta por 40 membros representativos, que está localizada no Rio de Janeiro e cujo atual presidente é o poeta, romancista, memorialista, ensaísta, tradutor e editor Marco Lucchesi.

Na Cidade dos Azulejos, na Ilha do Amor banhada pelo Oceano Atlântico, temos também a secular Academia Maranhense de Letras. A egrégia academia foi fundada em 10 de agosto de 1908, tendo hoje 112 anos e teve como seu primeiro presidente, o professor e historiógrafo Ribeiro do Amaral, por ser o mais velho entre seus confrades. Seguindo influência da tradicional Academia Francesa, assim como a Brasileira, a Academia Maranhense também possui 40 cadeiras.  A AML tem hoje como presidente o historiador e escritor Carlos Gaspar.

Dialogando com a cultura, com a história e principalmente com os escritores e com o público leitor, temos atualmente também a Academia Poética Brasileira, uma jovem senhora que teve sua ideia primeira de existência em 11 de outubro de 2015. A data serviu como um convite à sociedade intelectual, para que no ano seguinte, em 27 de março de 2016, a nova Academia fizesse seu baile de apresentação a toda a sociedade, não só a brasileira, mas do mundo como um todo, já que essa casa do saber pode ser vista e acessada no mundo inteiro, através do seu portal de entretenimento, cultura e notícias, chamado Facetubes, um canal que propaga e compartilha as artes em geral, como  Música, Pintura e, principalmente,  Literatura, com textos advindos de várias partes do mundo.

A Academia Poética Brasileira, que tem 100 cadeiras, é uma das primeiras a utilizar o mundo virtual como ponto de confluência de seus membros. É uma entidade sem fins lucrativos e visa reunir e divulgar artistas de todas as áreas, seja no Brasil, seja no exterior. A Diretoria Executiva é composta pelo presidente, escritor, cronista, jornalista e poeta Mhario Lincoln; pelos vice-presidentes nacionais Clevane Pessoa e o cronista e acadêmico Edomir de Oliveira. Por ter um alcance internacional, a  Academia Poética tem como vice-presidente no exterior, o poeta e escritor Humberto Napoleon Varela Robalino.

Linda Barros e Mhario Lincoln, presidente da APB.

Com uma nova linguagem, acompanhando a evolução dos tempos e a revolução da tecnologia, a Academia Poética Brasileira conta com o  apoio midiático da ACERVUM, revista nacional da Academia Poética Brasileira, da Acadêmica Editora, da VídeosTV  e da Radioweb do Facetubes. Dessa forma, ela vem mostrando uma nova maneira de se fazer confrarias acadêmicas no Brasil e fora dele, pois atua também em outros importantes países, com a presença de representantes literários que promovem atividades ligadas à Paz Mundial e a emancipação de talentos que precisam de um espaço para produzir e mostrar suas obras. Como enfatizou o presidente Mhario Lincoln, “desta forma, grande parte dos objetivos ao criar a APB, junto com Humberto Napoleon Varela Robalinho e Clevane Pessoa, ambos poetas do século XX e Edomir Martins de Oliveira, mestre acadêmico superior, foram superados e aumentados, graças à capacidade intelectual dos membros e do reconhecimento de entidades internacionais”. As portas da Academia estão literalmente abertas para receber publicações de escritores que precisam de um espaço para mostrar suas produções intelectuais.

Como forma de promover a divulgação da cultura em todas as suas vertentes, a Plataforma Facetubes é o canal virtual da Academia, que hoje tem um enorme acervo de artigos de autores de várias regiões do Brasil e de países como Portugal, Espanha, Alemanha e França, entre outros. Nomes importantes da cultura maranhense também são colaboradores da plataforma virtual Facetubes, entre eles, o atual Reitor da Universidade Federal do Maranhão e membro da Academia Maranhense de Letras,  Natalino Salgado Filho; o Acadêmico e jornalista Edmilson Sanches; o ator e performer Uimar Junior, com sua coluna semanal da Mulher Babaçu; e o vice-presidente Nacional da APB, o escritor e cronista Edomir de Oliveira; conta também com a colaboração do cronista José de Oliveira Ramos e com textos da colunista Orquídea Santos. A Plataforma igualmente recebe textos colaborativos de diversos outros escritores espalhados pelo Brasil, como é o caso de Sharlene Serra, d Keila Marta, Rogério Rocha, Nauza Luza Martins e Raquel Ramos, entre outros escritores de grande talento.

Infelizmente, algumas pessoas quando ouvem falar em Academia, imediatamente reportam o pensamento para o local utilizado para a prática de atividades físicas. Por isso, é importante lembrar que desde os primórdios da história, a origem da palavra Academia advém de 'Academo', um herói grego. A história nos mostra que o túmulo desse herói dava nome a um bosque, uma espécie de jardins e que esses mesmos jardins foram consagrados à deusa Atenas e que, assim, nesses recantos verdes e com flores, foi construída a Academia de Platão, onde se deu início aos trabalhos desenvolvidos pelos Pitagóricos, com os quais Platão mantinha uma estreita relação.

Segundo Edomir de Oliveira, fazer parte de uma Academia “é ter a oportunidade de poder divulgar aquilo que me vai no coração e n’alma”. Já segundo o Presidente Nacional da Academia Poética Brasileira “ratifica minha vontade de ampliar o cenário nacional, acolhendo poetas, músicos e artistas que até então não tinham suas obras mostradas no Brasil ou no Exterior”.

As academias existem para manter 'vivos' os Imortais 'morríveis'. Os imortais são algumas das riquezas culturais de um povo. Tais pessoas deixarão para futuras gerações suas histórias, suas conquistas, seu legado atribuído a um tempo que passou, mas que fica guardado dentro dessas instituições, como uma verdadeira guardiã da cultura e da história.

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