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Cultura Convidados

Poesia e História: sábado Poético Especial com membros da Academia Poética Brasileira, APB

Pedro Sampaio, Elvandro Burity, Linda Barros, Rogério Rocha, João Batista do Lago, Luciah Lopez e Jorge Cruz.

03/07/2021 11h12 Atualizada há 3 semanas
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Por: Mhario Lincoln Fonte: Divulgação
Pedro Sampaio recebendo homenagem na AL, do Ceará
Pedro Sampaio recebendo homenagem na AL, do Ceará

Sem sofrer o cansaço da subida

Não se vê a beleza da altura

 

Tudo aquilo que na vida conquistar

Com gosto do suor que derramou

Sem mácula no caminho que passou

Da decência você pode se orgulhar

E firme você pode continuar

Seja sempre de Deus a criatura

Lute sem perder sua ternura

Sem temor a curar cada ferida

Sem sofrer o cansaço da subida

Não se vê a beleza da altura

 

E aquele que viver dignamente

Em paz vai fazendo sua trilha

Sua luz na estrada essa brilha

As bênçãos elas chegam de repente

O carisma do bem se faz presente

Esse ser o que faz, faz com bravura

E na vida condena a tortura

também faz a derrota revertida

Sem sofrer o cansaço da subida

Não se vê a beleza da altura

 

O crack espalhou-se na nação

Hoje o mau se alastra pelo mundo

Há uma vida ceifada por segundo

E o tráfico é cruel na sua ação

Somente Deus para dá sua proteção

Fúria sobe a temperatura

Caldeirão tempo todo na fervura

Juventude no mundo tá perdida

Sem sofrer o cansaço da subida

Não se vê a beleza da altura

 

E quem chega no final da trajetória

Festeja conquistas alcançadas

As virtudes ao longo reveladas

É tão bom relembrar cada vitória

O Homem de bem faz sua história

Na luz e até na noite escura

Da vida ele faz bela moldura

Sua estátua será bem esculpida

Sem sofrer o cansaço da subida

Não se vê a beleza da altura

 

Na vida temos a necessidade

Caminhar e buscar ser verdadeiro

Ser amigo fiel e companheiro

Hasteando bandeira da verdade

Cuidando da sua integridade

Enfrentar com coragem ditadura

Clarear toda cena obscura

Se fazendo figura destemida

Sem sofrer o cansaço da subida

Não se vê a beleza da altura

 

É bom saber com quem está andando

Escolher toda sua companhia

Ser firme do nascer ao fim do dia

Pela paz seguir sempre lutando

Vitórias você segue celebrando

Sem perder a sua desenvoltura

Enfrente a própria sepultura

E conquiste honrosa despedida

Sem sofrer o cansaço da subida

Não se vê a beleza da altura

                  ( Pedro Sampaio )

Relembranças: Lançamento solidário: "Rotas da Liberdade".

Especial Elvandro Burity/Relembrando a História Real

(Matéria especial)

Maria Quitéria:

Maria Quitéria é considerada a maior heroína das lutas pela independência baiana. Entrou voluntariamente no Exército para lutar contra as províncias que não reconheciam Dom Pedro como imperador. Foi para o Exército escondida do pai, porém, após duas semanas foi descoberta, mas o major José Antônio da Silva Castro não permitiu que ela fosse desligada, por reconhecer sua disciplina militar e habilidade com as armas. Maria Quitéria participou da defesa da Ilha da Maré, da Pituba, da Barra do Paraguaçu e de Itapuã. Reformada com o soldo de alferes, Maria Quitéria voltou para a Bahia com uma carta do imperador dirigida a seu pai, requerendo perdão pela desobediência. Morreu aos 61 anos de idade no anonimato.

 Joana Angélica:

A história de Joana Angélica ficou marcada pelo sacrifício da própria vida ao enfrentar o exército português. Aos 20 anos e de família abastada, optou pela vida monástica no Convento de Nossa Senhora da Conceição da Lapa, em Salvador. Com a revolta dos soldados brasileiros contra a nomeação do brigadeiro lusitano Inácio Luís Madeira de Melo para comandante das armas da província (1822), soldados portugueses derrubaram a porta do convento a golpes de machado. Joana Angélica enfrentou os soldados lusitanos e teve o peito atingido por baionetas e faleceu pouco depois. Tornou-se a primeira mártir da grande luta.

Rogério Rocha, novo acadêmico APB.

Linda Barros recebeu Rogério na Academia Poética Brasileira:

Com uma poesia de destaque na Capital do Bumba-boi, o jovem jurista e filósofo, emana da palavra para contemplar o que vê à sua frente, como descreve no poema “Tudo urge”, texto do livro “Pedra dos Olhos” (Linda).

Eis que surge no horizonte da pós-modernidade

a hiperconectividade.

Andando lado a lado da deusa angústia,

da musa mídia

da ninfa solitude…

eis que agora

Tudo é quase.

Tudo é tarde

… e tudo urge.

Luciah com o sonetista Orlando Woczkosky. (Falecido).

Poeta João Batista do Lago

LOUCURIDADE

De João Batista do Lago (Para a poetisa Luciah Lopez)

Sejais, vós mesmos, 

Os intercessores de vossas loucuras 

 

Dai asas aos vossos delirantes-delírios 

- vossos  desejos reprimendos-reprimidos - 

 

Não vos aquietais de vós 

Ante   vossos corpos organizados 

Ressentidos e opressores 

De vossos fluxos vitais 

 

Não temais as linhas de fugas: 

Há sangue puro em vossas artérias 

 

O esquizopoema em ato 

É vosso coração pulsante 

É puro ato de devires 

==========

 

Jorge Cruz.

CHUVA DA ALMA

Poeta APB, Jorge Cruz

A lágrima que rola

Lava toda a mágoa,

Lava toda a alma,

Limpa nosso corpo.

O soluço que vem com o choro

São as palavras que não dissemos.

As provocações, as queixas, os palavrões.

Tremendo o corpo, descompassado,

Como uma espécie de dança,

Frenética e involuntária.

Juntando a lágrima, o tremor e o soluço,

Temos um choro verdadeiro.

Que, ao mesmo tempo que nos entontece,

Nos empodera.

Com todo o poder de chorar

De peito aberto, a pleno pulmões.

E nos dá uma sonolência da entrega da fatalidade.

Que nos adormece.

O sono dos esquecidos.

 

Jorge Cruz

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