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A maneira como esta menina foi sepultada indica que tinham MUITO medo dela

Texto escolhido: De Jéssica Maes

28/05/2020 12h42
Por: Mhario Lincoln Fonte: Hypescience.com
Original do texto
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A maneira como esta menina foi sepultada indica que tinham MUITO medo dela

Texto escolhido: De Jéssica Maes

 

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A forma como uma pessoa é enterrada por sua comunidade diz muito sobre como os outros achavam que ela vivia a sua vida. Por essa razão, costumes funerários são muitas vezes utilizados pelos antropólogos para obter uma melhor compreensão de como as civilizações antigas e as várias comunidades dentro delas funcionavam. Mesmo hoje em dia, ainda existem laços tão fortes entre a religião de uma pessoa em vida e os costumes de sepultamento que a segue na morte, os aliens antropólogos que, um dia, irão nos estudar sem dúvida vão apreciar o esforço.

Felizmente para nós, envergonhar uma pessoa na morte ou tomar medidas contra a possível retaliações sobrenaturais é muito menos comum agora do que foi durante grande parte da história da humanidade. Um exemplo interessante disso é o raro “enterro de bruços”, no qual o crânio da pessoa falecida é posicionado virado para baixo em seu túmulo. O caso mais antigo conhecido do enterro de bruços foi encontrado na República Tcheca e data de 26 mil anos atrás. O mais recente foi encontrado em um túmulo da Primeira Guerra Mundial desenterrado na Bélgica.

Agora os arqueólogos encontraram um novo exemplo deste processo – uma menina de 13 anos de idade, na Itália, foi enterrada com a face para baixo em uma cova de frente para o que antes era uma igreja. Restos da menina ainda precisam ser datados em carbono, mas é estimado que ela tenha vivido em algum momento entre a Antiguidade Tardia e início da Idade Média – entre 400 e 1000 d.C.

A adolescente foi escavada por uma equipe do Instituto Pontifício de Arqueologia Cristã no Vaticano, na Itália, e o local em que ela foi encontrada em fica na região costeira da Ligúria Riviera. Graças ao seu funeral, ela foi apelidada de a “menina da bruxa” pelos meios de comunicação italianos e antropólogos sugerem que a comunidade tinha medo dela mesmo depois de sua morte devido a algum tipo de crença sobrenatural.

“Esses enterros raros são explicados como um ato de punição. O que os mortos fizeram em vida não foi aceito pela comunidade”, explica o diretor da escavação, Stefano Roascio.

No passado, várias medidas poderiam ser tomadas para garantir que os cadáveres continuassem mortos. Dentre eles, colocar um tijolo na boca do crânio e pregar os ossos no chão. Ainda esta semana, um “túmulo de vampiro” foi desenterrado na Bulgária contendo um esqueleto com uma estaca de ferro atravessada no seu coração.

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Antropólogos sugerem que quando o crânio de um cadáver é virado para baixo em sua sepultura significa que a comunidade não só queria humilhar a pessoa, mas também tornar mais difícil que ela ressuscitasse. “Em particular, o enterro de bruços era ligado à crença de que a alma deixava o corpo através da boca. Enterrar os mortos com a face para baixo era uma maneira de impedir a alma que a impura ameaçasse os vivos”, afirma a antropóloga Elena Dellù do Instituto de Arqueologia da Itália.

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Edomir Martins de OliveiraHá 6 anos atrásSão Luis-MAModo estranho de ser enterrado alguém. Só mesmo o desejo de humilhar e de nunca mais rever.
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