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Brasil Dia 8 de Outubro:

O Nordeste conta sua história. Um pequeno resumo de alguns ícones que fazem do Nordeste, um Planeta Diferente

Textos escolhidos

08/10/2021 às 17h51 Atualizada em 08/10/2021 às 21h02
Por: Mhario Lincoln Fonte: Jornalista Amâncio Jurerê
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Nordestinidade
Nordestinidade

 Nota da Editoria: Matéria enviada pelo correspondente, jornalista Amâncio Jurerê, de Teresina-Piauí, a quem agradecemos a lembrança de enviar uma matéria relevante em homenagem ao 8 DE OUTUBRO, Dia do Nordestino. Amâncio é colaborar  e pesquisador da Academia Poética Brasileira.

FERREIRA GULLAR é um dos nomes mais espetaculares da poesia mundial, sendo um autêntico nordestino. Na poesia matuta, Jessier Quirino é simplesmente imbatível. Patativa de Assaré é outro ícone nordestino. Falamos dos maranhenses que abriram as portas para a autêntica música regional: Chico Maranhão e Giordano Mochel. Foram os pioneiros no nível Brasil.  E por fim, o acadêmico APB, Pedro Sampaio, enviou matéria sobre esta data, relevante para todos nós.

Antes da gente ir embora "pro passado", uma matéria interessante do Jornal do Commercio do Recife e vídeos de nordestinos que são simplesmente a juçara e o caju mais doces do eterno verão da molecada.

Ferreira Gullar, pseudônimo de José Ribamar Ferreira (São Luís, Maranhão, 10 de setembro de 1930) é um poeta, crítico de arte, biógrafo, tradutor, memorialista e ensaísta brasileiro. 

Muitos outros poetas nordestinos  desenvolveram  trabalhos poéticos especiais. Ferreira Gullar é um deles. Com uma longa história escrita em Cordel: "João Boa-Morte. Cabra marcado pra morrer".  Vale ler até o fim. O link é da página LITERATURA FUNDAMENTAL. Inclui também vídeo contando a história da Literatura de Cordel:

https://literaturaefundamental.wordpress.com/2016/04/16/a-poesia-de-ferreira-gullar/

Mais abaixo um vídeo histórico de Ferreira Gullar em entrevista para o canal Fronteiras do Pensamento. Ferreira Gullar, poeta, crítico de arte e ensaísta, ilustra o nascimento da poesia a partir de uma situação pessoal. Da experiência repetida, surge um encantamento, revela-se uma nova visão sobre algo já conhecido. Abre-se um novo mundo até então nunca vivido: “É isso que faz o encantamento da poesia, porque o resto é tudo previsto.” Conferencista do Fronteiras do Pensamento 2015.

Fronteiras do Pensamento | Edição Karina Roman | Finalização Marcelo Allgayer | Tradução Marina Waquil e Francesco Settineri

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A matéria do Jornal do Commercio, abaixo:

Dia do Nordestino: a importância de contar o Nordeste pela nossa própria história

Neste 8 de outubro, comemora-se o Dia do Nordestino - povo responsável por grande parte da formação do que hoje entendemos como Brasil, e que continua sendo alvo de estereótipos e preconceitos. Uma das matérias interessantes que saiu hoje com referência ao Dia do Nordeste foi no Jornal do Commercio, do Recife. A matéria vem assinada por Katarina Moraes. Jornalista formada pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Desde julho de 2019, faz parte da equipe do JC.COM.BR. Atualmente, como repórter de Cidades e titular da coluna Meu Pet, de Recife, Pernambuco. Tem Treinamentos do Google de SEO e do Facebook sobre mídias digitais, Curso de Marketing Digital pela Universidade de São Paulo (USP); Curso de Comunicação Empresarial pela Universidade de Califórnia.

Para acessar esta matéria, o link é o seguinte: 

https://jc.ne10.uol.com.br/pernambuco/2021/10/13611080-dia-do-nordestino-a-importancia-de-contar-o-nordeste-pela-nossa-propria-historia.html

JESSIER QUIRINO:

Quanto ao nordestino Jessier Quirino, um dos primeiros desbravadores para a grande mídia da poesia matuta, nesta entrevista, diz algumas verdades. Responde perguntas e fala sobre o uso de palavrões em suas poesias. E sobre o "maior palavrão que já ouviu".

SERVIÇO: Quarta parte da entrevista concedida por Jessier Quirino, para o Programa Literato  - do Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBNB) em Fortaleza/CE, no dia 25/04/2006

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Jessier Quirino e um de seus mais famosos poemas: VOU-ME EMBORA PRO PASSADO.

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CHICO MARANHÃO:

Outra apresentação antológica de um maranhense bem nordestino: Chico Maranhão, na TV Cultura. Quem não viu, esta é a grande chance de conhecer:

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GIORDANO MOCHEL:

Uma música que escolhi porque ela abriu os caminhos da música do Maranhão e do Bumba Meu Boi para o Mundo. Essa música do grande Giordano Mochel, maranhense. Uma composição que obteve o 1 lugar, Prêmio Pesquisa no Festival da Rede Globo-Shell/1982- arranjos de Ubiratan Sousa,  autoria de Rosa Mochel  e Mochel, com interpretação do autor.  Há mais de 30 anos essa música é o simbolo das adaptações populares da música-toada, integrando-a definitivamente na lista da Música Popular Brasileira/MA. Uma das melhores composições do MPB SHELL 1982. Portanto, esta publicação aqui neste Facetubes (agradeço ao Mhario), ficará para a história e nas nuvens também. Falou Mochel, falou Boi Vagalume.

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Nota do Editor: quem quiser conhecer mais de Mochel, o Facetubes e a rádioweb do Facetubes prepararam uma homenagem a ele recentemente. Está no link: https://www.facetubes.com.br/noticia/826/mochel-um-belo-coracao-maranhense-do-tamanho-da-musica-do-brasil

PEDRO SAMPAIO:

Acaba de receber o honroso título de Cidadão Groairense. E Por que? Em razão do Cordel MORORÓ PADRE VERSUS TIRANIA, que versa sobre a importância do Groairense Herói e Mártir da Confederação do Equador e que é patrimônio nordestino Imortal, Padre Mororó

Aproveitando a data, entre os confrades da APB, Pedro Sampaio envia uma homenagem ao 8 de Outubro, veja abaixo:

Pedro Sampaio:

Minha Nordestinidade: abraçando a poesia 

Pedro Sampaio: Dia do Nordestino

Sou sim, filho do Nordeste

Com muita satisfação 

Enfrento a seca e a peste

Pra defender o meu torrão 

Eu vivo as emoções 

De todas suas tradições 

Que causa tanta alegria

E muita felicidade 

É a minha nordestinidade

Abraçando a poesia

 

Nordeste da vaquejada

Da festa de apartação

Da poesia rimada

Falando de Lampião 

Que da história é um pedaço

Com sua luta no cangaço

Quando das volantes fugia

Invadia sertão e cidade

É a minha nordestinidade

Abraçando a poesia

 

Quem no Nordeste não foi?

Se esbaldar, se divertir

Vê papangús em festa de boi

E também o boi cair

Ou então se encantar

Com um vaqueiro a aboiar

Qualquer um se arrepia

Com seu canto de saudade 

É a minha nordestinidade 

Abraçando a poesia

 

Nordeste de Luiz Gonzaga

E seu Jackson do pandeiro

Estrelas que não se apagam

De asa branca e boiadeiro

De Marinês e sua gente

De forró e mulher quente

Feito o sol do meio dia

Que causa felicidade 

É a minha nordestinidade 

Abraçando a poesia

 

 

Nordestino que se preza

Defende e ama seu torrão 

Pro Padim Ciço ele reza

Também pra Frei Damião 

 

Toca, dança um bom forró

O baião xote e xaxado

Faz no salão levantar pó

E na fé é devotado

 

Na serra, sertão e mar

Nordestino vai lutar

É autêntico baladino 

 

De orgulho hoje me cubro

Hoje oito de outubro 

É dia do Nordestino

Pedro Sampaio

 

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Nota do Editor: agradeço a todos que participaram desta página idealizada pelo jornalista teresinense, amigo da APB, Amâncio Jurerê, pesquisador ferrenho das coisas e dos mundos paralelos do nordeste. E a última que Amâncio enviou:

PATATIVA DE ASSARÉ:

"(...) Não tenho sabença, pois nunca estudei
Apenas eu seio o meu nome assiná
Meu pai, coitadinho! vivia sem cobre
E o fio do pobre não pode estudá

Meu verso rastero, singelo e sem graça
Não entra na praça, no rico salão
Meu verso só entra no campo da roça e dos eito
E às vezes, recordando feliz mocidade
Canto uma sodade que mora em meu peito".

 

Patativa de Assaré

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