DAS AMANTES AO CASAMENTO: 5 FATOS SOBRE A VIDA ÍNTIMA DE DOM PEDRO II
Com o histórico de adúlteros do pai, o imperador brasileiro parecia muito mais pudico; no entanto, ele não era diferente em suas relações, Dom Pedro II sempre foi conhecido como o sóbrio e culto imperador que governou por 50 anos com sabedoria e discrição. À sombra dos casos extraconjugais do pai, o monarca teve uma várias amantes e relações extraconjugais. Longe de ser o velhinho sóbrio de gabinete que sua imagem pública passa, a vida sexual de D. Pedro II foi agitada e infiel. No poder desde os 15 anos, ele passou a maior parte da vida na posição mais alta do governo brasileiro, com influências das mais diversas e contatos inúmeros, o que lhe proporcionou uma série de casos.
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1. Amores clandestinos
Longe de se distanciar dos hábitos sexuais do pai, apesar de não deixá-los públicos como Pedro I, o monarca teve inúmeras amantes enquanto vivo. Numa época em que a esposa real era vista apenas como articulação diplomática e provedora de herdeiros, o Imperador satisfez seus amores carnais com outras moças. Entre as amantes de Pedro II, a principal foi Luísa Margarida de Barros Portugal, a famosa Condessa de Barral, que atuou, inclusive, como tutora de seus filhos. Discreto, seu relacionamento não tomou a fala pública na época.
2. Cartas picantes
Uma lenda entre historiadores diz que Tobias Monteiro compilou as cartas de Pedro para as amantes e as escondeu na Biblioteca Nacional, numa forma de ocultar o passado adúltero do monarca. No entanto, esse arquivo foi catalogado mais tarde por José Murilo de Carvalho, que provou que o rei, longe de ter sido pudico, escreveu muitas cartas picantes, iguais às do pai. Para a Condessa de Barral, o imperador foi muito mais morno. No entanto, para a Condessa de Villaneuve, por exemplo, escreveu uma fantasia de sexo num sofá, após receber uma foto da amante com um revelador decote. Para a mesma mulher, escrevera: “Que loucuras cometemos na cama de dois travesseiros!”. E ainda completou que “Ardo de desejo de te cobrir de carícias”.
3. Pão duro
Aparentemente, Dom Pedro II possuía o mesmo problema que o pai em relação aos seus casos extraconjugais: enquanto esbanjava em seu palácio e, inclusive, vivia viajando em longos e custosos itinerários pelo mundo. Ele era extremamente áustero com as amantes. Não financiando as caras participações dessas mulheres na corte e nas bibliotecas do imperador, ele levou diversos maridos à falência.
4. Desgosto pela esposa
Dom Pedro II teve um relacionamento frio com a imperatriz Teresa Cristina de Bourbon e Duas Sicílias, tendo cometido uma gafe logo ao conhecê-la: animado com o fato de que iria casar, ainda jovem, ele antecipou as liturgias e invadiu o navio em que a italiana esperava para desembarcar no dia seguinte. Porém, ao vê-la e perceber que não satisfazia seus critérios estéticos, ele desviou o olhar, se despediu com frieza e voltou ao palácio, decepcionado. Segundo um diplomata que testemunhou o relacionamento do casal na corte brasileira, “a imperatriz do Brasil é tão virtuosa quanto feia, e dom Pedro II lhe é infiel de vez em quando. O teatro de suas infidelidades é a biblioteca do palácio”. E o pior: Dom Pedro não se esforçava para esconder a falta de apreço pela esposa.
5. Cidade da paixão
Muitos relacionamentos do rei com suas amantes duraram décadas seguidas, e que alternavam entre encontros corriqueiros e correspondências com troca de afetos (que incluíram, em um bizarro caso, um envio de pelos pubianos do imperador para a amada). Um dos locais em que Pedro mais se encontrava para relações sexuais adúlteras era Petrópolis, onde passava férias. Os diversos hotéis da cidade eram usados como ninhos de amor pelo imperador e suas amantes, naquilo que o monarca mais de uma vez chamou de “noites atenienses”. Petrópolis era a cidade nas montanhas em que o Palácio de Verão de Dom Pedro II ficava e, muitas vezes, o monarca escapava das férias com a família para se encontrar com mulheres mais jovens.
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