Quinta, 19 de Maio de 2022

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Luciah Lopez entrevista Dhi Ferreira

Luciah Lopez é membro-efetivo da Academia Poética Brasileira

03/05/2022 às 22h18 Atualizada em 04/05/2022 às 20h37
Por: Mhario Lincoln Fonte: Luciah Lopez
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Luciah Lopez
Luciah Lopez

Foto: Luciah Lopez em frente a uma das obras de Dhi Ferreira, na exposição "Narrativa do Litoral", no Museu Guido Viaro, em Curitiba.

Dhi Ferreira se considera um autodidata e sempre fala que utiliza a arte para expressar suas paixões: “A minha pintura não pretende se expressar de forma intelectualizada, mas, ao contrário, busca empaticamente a comunicação pela emoção”. Veja abaixo a entrevista exclusiva desse grande artista com a poeta, escritora e contista Luciah Lopez, da Academia Poética Brasileira. Especial para o Facetubes.

Entrevista com Dhi Ferreira

1-LUCIAH LOPEZ - Quem é Dhi Ferreira?

DHI FERREIRA - Para mim é difícil falar sobre o trabalho que eu faço, digamos, a arte que eu faço, porque eu não me considero artista, eu sou uma pessoa que tem habilidade manual, que consegue combinar num metro quadrado, cores e formas e as pessoas gostam. Essas pessoas costumam chamar de arte; e, por consequência, me chamam de artista. Mas eu não me considero um artista. Na verdade, sou um pintor, um artesão.

Obra de DHI.

2-LL - Você é especialista no restauro de obras de arte. Também atuou no cinema e teatro. Então, desde quando a sua paixão pelas artes e pela vontade de atuar floresceram?

DHI - Eu trabalhei com direção de arte para cinema por um período, mas me especializei em restauro na Itália. Restauro de afrescos e pinturas de mural. Quando vim para Curitiba, ganhei uma licitação para restaurar o Museu Paranaense, que é o atual palácio São Francisco. Foram seis meses de obras. Fui o responsável pelo projeto e execução do restauro, mas não tenho feito mais esse tipo de trabalho em prédios. Tenho trabalhado com restauro de arte, telas, alguns bronzes, pedras, em paralelo com as minhas atividades com artes plásticas. É o que eu amo fazer, o que eu faço a vida toda.

3- LL - Como você define a sua arte?

DHI - A minha pintura não pretende se expressar de forma intelectualista, ao contrário, ela busca a comunicação pela emoção. Eu sou uma extensão da minha arte, quando estou num momento de criação, de doação. Não é só chegar na frente da tela e pintar. Eu faço isso todos os dias, mas nem por isso eu faço arte, porque eu trabalho sobre encomenda, eu vivo da minha arte, eu pinto para as pessoas. E quando eu posso, faço uma coisa mais minha, autoral, sem pensar que eu tenho que agradar, então eu estou sendo eu.

4- LL - Como identificar as pinturas que vc faz para “agradar”, daquelas de cunho pessoal?

DHI e sua obra.

DHI -Eu não sei nem te dizer qual é. Mas eu acho legal quando as pessoas descobrem esses trabalhos e fazem a sua própria leitura sobre essas pinturas. Cada um tem um olhar diferenciado sobre a obra.

5 - LL - É sabido que você morou na Itália. o quê o fez deixar o Brasil e fixar residência em roma?

DHI - Eu escolhi uma cidade da Europa que tinha uma moeda mais forte que a do Brasil e fui lá para trabalhar, ganhar dinheiro, sair da inflação de 60% ao mês nos anos 80 e fui fazer o que todo mundo fazia, na época: trabalhar fora ganhar dinheiro e mandar pra cá. Podia ser Roma ou outro lugar que tivesse uma moeda mais forte, mas não pensei. Ah, vou lá ser artista. Porém, as coisas foram acontecendo lá, porque quando se está no berço dos grandes mestres, você acaba se apaixonando por tudo aquilo e acaba recebendo bastante influência no seu trabalho, o que é normal. Não escolhi Roma, fui para lá, a princípio para trabalhar.

6-LL - Como a sua arte é recebida pela comunidade artística nacional e internacional?

DHI - É bem recebida, e eu procuro manter esse segmento de galerias e de vez em quando, mando um trabalho para salão, aqui e lá fora.

7-LL- A sua exposição Narrativa do Litoral, teve início no dia 28 de abril, no Museu Guido Viaro, em Curitiba. Está valendo a pena?

DHI- Sim. A exposição é o resultado de leitura sobre o cotidiano no Litoral do Paraná, após muitas viagens pelas vilas caiçaras, as ilhas e praias do litoral. Sua gente, sua geografia, a própria natureza e os elementos vão se revelando na tela, o que poderia ser traduzido como uma conversa de cores e formas.

Dhi. Obras.

8-LL -  A primeira vez que eu vi a sua obra na internet, fiquei encantada com a temática abordada: natureza, flores, mulheres. Fale um pouco sobre a sua relação com esse universo explicitamente feminino.

DHI - As cores falam. Contam sobre a emoção, afetos e percepções e tudo se mistura aos meus sonhos, as minhas reflexões e fantasias onde tudo está relacionado. A natureza é intrinsecamente feminina. Eu observo, faço a decodificação e passo para as telas.

9- LL - A exposição tem quantas obras suas?

DHI - São 20 obras de pinturas a óleo, que retratam o lado romântico das comunidades litorâneas acentuando o contraste da natureza com a vida nos grandes centros urbanos e seus monumentos de cimento armado. O próprio movimento do pincel depositando pigmentos sobre a superfície branca da tela vai contando sobre a urgência da vida em se refazer diante das catástrofes.

Luciah, Dhi e obras.

10- LL -  Desejamos a você, Dhi ferreira, muito sucesso na exposição "Narrativas do Litoral". Para finalizar nos deixe uma mensagem?

DHI - Durante esse período pandêmico, todos nós tivemos que aprender a conviver com nossos medos, com as nossas ansiedades. Nossos olhos se tornaram mais efetivos, passamos a nos comunicar de forma mais sensorial e, não apenas ver mas, enxergar o mundo e as pessoas. Nos cobrimos com máscaras e choramos pelos que partiram mas, também sorrimos por detrás das máscaras. Sorrimos enquanto a vida faz o seu renascer, sorrimos enquanto caminhamos por este imenso labirinto de tantas sensações e percebemos que a vida flui numa gama de cores criando uma nova tela a cada dia.

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Luciah Lopez é poeta, escritora, contista e membro da Academia Poética Brasileira.

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EM TEMPO: logo após a publicação desta entrevista exclusiva autora Luciah Lopez recebeu do artista intaliano Candido Autero (PITTORE ARTISTICO E SCENOGRAFO), a seguinte mensagem:

"Luciah Lopez: . A volte mi domando... la connessione tra il divino e l'arte qualunque essa sia, indice di bellezza in assoluto.. in parole povere io concepisco in questo modo.., sono convinto che l'artista Dhi Ferreira è quell'anello di congiunzione tra il Divino e noi miseri mortali, che invece d’innalzare lo sguardo dell’uomo verso il divino, le scene dipinte portano il divino nel mondo degli umani: Noi miseri mortali in un mondo fatto di carne e sangue. Semplice, è colui che non accetta la propria condizione umana senza porsi domande, cercando risposte in ogni luogo, sotto ogni pietra, nelle parole vane come in quelle che sembrano aver peso. Semplice è l’uomo che chiederà al suo cuore la verità e dal suo cuore attenderà la risposta. Semplice è chi crede che l’impossibile umano sia il consueto di Dio. Non si può fare a meno di sperimentare, di scegliere tra i molteplici stimoli che l'occhio invia al cervello…  Questo è Dhi Ferreira.. Un uomo può dedicare l'intera vita a un'opera simile parte da appunti e schizzi, poi stende i colori, affidandosi all'abitudine della tavolozza ... Scoprire la bellezza dei colori e delle sfumature, delle pennellate: In una evocazione di luce, colore e di originalità compositiva… Dhi Ferreira vive un principio della demarcazione di ogni pennellata, attraverso cui avviene la fusione delle cose ... si vede di tanto in tanto emergere, qua e là, tra le pieghe sbiadite dei contorni e ... delirare, ogni volta, nella conturbante incertezza delle sue mille sfumature.è si rimane abbagliati in un dolcissimo cullare della mente… Dhi Ferreira..Attraverso un prisma, scopre che ogni colore aveva un suo angolo di rifrazione ...sfumature e dall'immensità celeste, si sente avvolto da un manto di affetto. ...  Dhi Ferreira figlio del cielo… nell'intingere il pennello della bellezza nei colori luminosi, che vengono partoriti da dimensioni più oculte dell’anima. Larte è quel compromesso tra l’artista e la vita, è un volo ad ali spiegate verso il nostro vero nesso. L’arte è un viottolo scomodo con gradini sconnessi,ma è l’unica via per raggiungere ((  il fulcro di noi stessi.)) I miei più vividi complimenti comlimenti a Dhi Ferreira…  L’Artista che dipinge con gli occhi dell’anima. (By Candido Autero Napoli Italia).

Candido Autero

TRADUÇÃO: "Às vezes me pergunto... a ligação entre o divino e a arte seja ela qual for, um índice de beleza absoluta.. ou seja, concebo assim.., estou convencido de que o artista Dhi Ferreira é aquele anel de conjunção entre o Divino e nós, miseráveis ​​mortais, que em vez de erguer o olhar do homem para o divino, as cenas pintadas trazem o divino para o mundo dos humanos: Nós, miseráveis ​​mortais em um mundo feito de carne e osso. Simples, é aquele que não aceita sua própria condição humana sem se fazer perguntas, procurando respostas em todo lugar, debaixo de cada pedra, em palavras vãs como naquelas que parecem ter peso. Simples é o homem que pedirá a verdade ao seu coração e aguardará a resposta do seu coração. Simples são aqueles que acreditam que o impossível humano é costume de Deus. Não se pode deixar de experimentar, escolher entre os múltiplos estímulos que o olho envia ao cérebro... Esta é Dhi Ferreira. Um homem pode dedicar toda a sua vida a um trabalho semelhante, começando pelas notas e esboços, depois espalha as cores, contando com o hábito da paleta... Descubra a beleza das cores e sombras, das pinceladas: Numa evocação de luz, cor e originalidade composicional. Dhi Ferreira vive um princípio da demarcação de cada pincelada, através do qual se dá a fusão das coisas... vê-se de vez em quando surgir, aqui e ali, entre as dobras desbotadas dos contornos e... delirantes, cada vez , na inquietante incerteza de seus mil tons. e você fica deslumbrado em uma doce calmaria da mente... Dhi Ferreira.. Através de um prisma, ele descobre que cada cor tinha seu próprio ângulo de refração... sombras e imensidão celeste, ele se sente envolto em um manto de afeto. ... Dhi Ferreira filho do céu ... em mergulhar o pincel da beleza em cores vivas, que nascem das dimensões mais criteriosas da alma. A arte é esse compromisso entre o artista e a vida, é um voo de asas estendidas em direção à nossa verdadeira conexão. A arte é um caminho desconfortável com passos desconexos, mas é a única maneira de chegar ((o fulcro de nós mesmos.)) Meus mais sinceros parabéns a Dhi Ferreira... A artista que pinta com os olhos da alma. (Por Candido Autero Nápoles Itália).

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