Ruth Guimarães Botelho, uma pérola
(*) http://centrocultural.sp.gov.br/
Ruth Guimarães Botelho, a Dona Ruth, é lembrada como erudita sensível e generosa, nas palavras de Guimarães Rosa. Aquela que escreve como uma fada escreveria, capaz de tratar de temas de filosofia, filologia e etnologia de forma simples porque escrevia para ser compreendida por toda a gente.
O universo caipira é uma chave identitária importante para todo seu trabalho, muito bem elaborada no livro Água Funda, em que explora a linguagem, o misticismo e o folclore rural como se fosse uma conversinha ligeira e bem fluída sobre a vida na Fazenda Nossa Senhora dos Olhos D’Água, a partir de personagens que somos levados a conhecer pela contação de histórias das gerações passadas até as futuras:
D. Ruth escreveu: “A gente passa nesta vida, como canoa em água funda. Passa. A água bole um pouco. E depois não fica mais nada. E quando alguém mexe com varejão no lodo e turva a correnteza, isso também não tem importância. Água vem, água vai, fica tudo no mesmo outra vez” (Água Funda, 2018, p. 53)
A escritora não deixou muitos documentos sobre si mesma, mas é possível conhecer um pouco de seu trabalho e de sua relação com Mário de Andrade na entrevista concedida para a Ocupação Mário de Andrade do Itaú Cultural:
Acesse o link e conheça Ruth Guimarães Botelho: https://www.youtube.com/watch?v=1u4RuiYc3yM&feature=emb_title%3E
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