Grupo de Pesquisas do Facetubes: bibliotecários e pesquisadores estagiários
A importância da mulher não está só no empodeiramento, na consciência das lutas, nos conceitos que buscar repassar ou nas ideologias seguidas. Possivelmente o mais importante disso seja na forma como ela transmite um dos valores fundamentais do ser humano: o amor. Por isso, o Facetubes ainda na semana em homenagem ao 8 de Março divulga as palavras do pensador brasileiro Ariano Suassuna, em trancrição do canal do @claudioamattos, no Instagram. Ele disse: “O amor é um dos valores fundamentais do ser humano, e sua transmissão é um presente que a mulher oferece ao mundo”. (Veja vídeo mais abaixo).
Seguindo: descobrimos também, que a filósofa Simone de Beauvoir, por exemplo, afirmou que o amor verdadeiro "é uma expressão de liberdade e autenticidade". Para ela, o relacionamento amoroso deve ser baseado na igualdade e na capacidade de cada indivíduo de se realizar plenamente.
Já Hannah Arendt, outra pensadora influente, destacou a importância da dedicação à família como um elemento essencial para a felicidade. Para Arendt, a esfera privada, incluindo os laços familiares, "(...) é onde encontramos significado e conexão genuína com os outros(...)".
Portanto, há que se reconhecer que o empoderamento e a consciência das lutas são cruciais, mas "não devemos subestimar o poder transformador do amor e da dedicação familiar na busca pela felicidade".
A FILOSOFIA
Na filosofia, o amor é um tema profundo e muitodiscutido. Tem sido explorado por diversos pensadores ao longo da história. Vejamos:
Platão:
Para Platão, o amor era uma busca pela beleza e perfeição. Ele descreveu o amor como uma lembrança de nossa verdadeira natureza espiritual e uma busca pela união com o divino. Em sua obra “O Banquete”, Platão apresenta o mito do andrógino, onde os seres humanos eram originalmente completos e foram divididos em duas metades, buscando a reunificação através do amor.
Aristóteles:
Aristóteles definiu diferentes tipos de amor: amor filial (entre pais e filhos), amor platônico (amizade intelectual) e amor erótico. Ele acreditava que o amor era essencial para a realização pessoal e a busca pela felicidade. A amizade, em particular, era vista como uma forma nobre de amor.
Kierkegaard:
O filósofo existencialista Søren Kierkegaard explorou o amor em suas obras. Ele via o amor como uma escolha individual e uma responsabilidade. Kierkegaard argumentava que o "amor verdadeiro envolvia a aceitação do risco e da vulnerabilidade, pois amar alguém significava abrir mão do controle e se entregar ao outro".
Simone de Beauvoir:
A filósofa feminista Simone de Beauvoir discutiu o amor em relação à liberdade e à autenticidade. Ela enfatizou que o "amor verdadeiro não deveria aprisionar, mas sim permitir que cada indivíduo se desenvolvesse plenamente". Para Beauvoir, o amor autêntico era baseado na igualdade e na capacidade de escolher livremente o parceiro.
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