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Educação Especiais

Antes do laudo, existe uma pessoa: Sharlene Serra defende no CNJ uma inclusão que transforme olhares

Sharlene Serra é da Academia Poética Brasileira e colunista da Plataforma Nacional do Facetubes.

06/09/2026 10h24 Atualizada há 6 dias atrás
Por: Mhario Lincoln Fonte: Editoria-Geral
Sharlene Serra já tem espaço nacional garantido.
Sharlene Serra já tem espaço nacional garantido.

Editoria-Geral

SHARLENE SERRA, Escritora e educadora participou de seminário nacional de Educação Inclusiva em Brasília e defendeu que, além da garantia de direitos e da acessibilidade, a inclusão exige uma transformação na forma como a sociedade percebe e se relaciona com as pessoas com deficiência.

No dia 24 de agosto, a escritora, educadora e especialista em Educação Inclusiva Sharlene Serra participou, em Brasília, do Seminário Nacional sobre Educação Inclusiva e a Relação com o Poder Judiciário, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

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Durante a palestra “Antes do laudo, existe uma pessoa”, Sharlene conduziu uma reflexão sobre inclusão, acessibilidade atitudinal, convivência e pertencimento, aproximando sua trajetória profissional da discussão sobre os direitos das pessoas com deficiência. Ao compartilhar parte de sua história, a escritora relembrou sua formação em Desenho Industrial e experiências desenvolvidas ainda nesse campo, quando passou a pensar e produzir adaptações e soluções de baixo custo voltadas à acessibilidade de pessoas com deficiência.

Da esqueda pra direita: Késia Fernandes, Pedagoga do Tribunal de Justiça da Paraíba. Fabrícia Barbosa de Oliveira, Promotora do Ministério Público do Estado do Piauí. Noemia Porto, presidente do Fórum Permanente de Gestão da Carreira dos Servidores do Poder Judiciário da União (PJU).  Alessandra Gotti, presidente executiva do Instituto Articule e Sharlene Serra , escritora, autora da Coleção Incluir e presidente da Academia Maranhense de Letras Infantojuvenil

 


Mesmo diante da possibilidade de gerar adaptações,  Sharlene percebeu que permanecia uma barreira que não poderia ser eliminada apenas pelo design: a maneira como a sociedade olha para a pessoa com deficiência.

Foi a partir dessa compreensão que sua atuação passou a alcançar de forma cada vez mais intensa a educação e, posteriormente, a literatura.

Para Sharlene Serra, garantir acessibilidade também significa enfrentar barreiras presentes nas atitudes, nas relações e nas expectativas construídas sobre as pessoas com deficiência. Antes de qualquer diagnóstico ou condição, existe uma pessoa com história, capacidades, desejos, identidade e formas próprias de estar no mundo.

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Essa reflexão esteve no centro da palestra apresentada no CNJ.

“O direito garante o lugar. A convivência constrói o pertencimento.”

Ao abordar a diferença entre o direito garantido e o direito vivido, a escritora destacou que a existência de leis, recursos de acessibilidade e condições de acesso é indispensável, mas a inclusão também precisa se concretizar nas relações cotidianas.

Uma pessoa pode ter assegurado o direito de entrar, permanecer ou participar de determinado espaço e, ainda assim, não experimentar verdadeiramente o sentimento de pertencimento.

Nesse percurso, a literatura apareceu como uma das possibilidades de transformação do olhar.

Por meio das histórias, segundo a abordagem apresentada pela escritora, crianças e adultos podem se aproximar de outras experiências e maneiras de existir, ampliando referências e construindo novas formas de compreender as diferenças.

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A literatura, portanto, não substitui políticas públicas, direitos ou recursos de acessibilidade. Ela pode, porém, atuar onde nenhuma adaptação física consegue chegar sozinha: na formação do olhar e nas relações entre as pessoas.

A participação de Sharlene Serra no seminário evidenciou a importância do diálogo entre diferentes áreas na construção de uma sociedade inclusiva. Se o Direito assegura garantias e a acessibilidade elimina barreiras, a educação e a cultura também exercem papel fundamental na construção das relações que permitem transformar presença em participação e permanência em pertencimento.

A mensagem deixada pela escritora sintetiza esse percurso:

Direitos se asseguram. Barreiras se eliminam. Olhares se formam. Pertencimento se constrói.

E, nesse caminho, a literatura pode ser ponte para a convivência.

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Sharlene Serra Há 1 semana atrásBrasíliaLi cada comentário com profunda gratidão. Cada palavra me lembra que nenhum caminho percorrido é em vão quando nosso trabalho alcança pessoas. Sigo levando comigo o Maranhão, a educação, a literatura e, sobretudo, a certeza de que inclusão começa quando aprendemos a enxergar a pessoa antes de qualquer condição. Agradeço cada mensagem e deixo meu Instagram para que este encontro nao finalize aqui. Recebam meu abraço. ( @sharlenelserra)
Renato Gomes pai atipico Há 1 semana atrásBelo Horizonte Sharlene Serra parabéns por cada conquista! A sua fala abraça cada familia tipica e atípica. A sua fala alcança as escolas. A sua fala me representa. Parabéns o Conselho Nacional de Justiça esta de parabens por ter lhe convidado.
JAIMEHá 1 semana atrásBSB/DFSharlene Serra, a senhora engrandece qualquer evento. Ao mesmo tempo, dignificando todas as mulheres. Tiro o chapéu e parabéns.
Guilherme PeixotoHá 1 semana atrásBrasilia DFPude acompanhar a palestra e posso afirmar que ouvir a Sharlene falar desse tema com tanta verdade é realmente emocionante. Parabens pelo trabalho!
Fernanda Froes Há 2 semanas atrásImperatriz -Maranhão Chegou a mim esta matéria e lembrei de você Sharlene Serra e seu projeto de Geração de escritores mirins, você não tem noção do quanto faz diferença na vida de tanta gente. É apenas a sua história de perseverança e acreditar já nos ensina. Você é incrível e eu me levanto para aplaudi-la. O Instagram de Sharlene é @sharlenelserra, sigam e conheçam essa joia que o Maranhão perdeu.
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