Apresentação: jornalista Orquídea Santos, chefe da ASCOM/Academia Poética Brasileira
VICEVERSA*, uma série de entrevistas originais publicadas na Plataforma do Facetubes, tem alcançado um índice de leitura extraordinário, superando em até 20,3% (Google Analytics Official) a visualização das matérias tradicionalmente impressas neste veículo. É uma inovação, concebida pelo jornalista e editor-sênior, jornalista Mhario Lincoln, com o objetivo primordial de deslocar o ‘controle’ da interação entre o jornalista e o entrevistado, proporcionando (ao entrevistado), a mesma oportunidade de conhecer seu entrevistador. Lincoln, desta forma, nivelou o campo de jogo, eliminando a superioridade muitas vezes assumida pelo entrevistador. Este é o segredo do sucesso deste intercâmbio de informações, um marco no jornalismo brasileiro.
Nesta edição, mais uma dentre várias, desde 2020, temos o prazer de apresentar a poeta e escritora Gabriela Lages Veloso, crítica literária e mestranda em Letras pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Mesmo ainda bem jovem, Gabriela é direta, objetiva e demonstra caráter forte ao discutir temas e provocações do Mhario Lincoln. Ela está amadurecendo rápido em sua profissão e já emitindo sinais claros de que já começa a ser um dos grandes destaques da literatura nacional. Por isso, está engajada em vários processos: contribui para o Feminário Conexões e já colaborou com várias coletâneas e revistas, tanto no Brasil quanto no exterior. Veloso é autora dos livros ‘Através dos Espelhos de Guimarães Rosa e Jostein Gaarder: reflexos e figurações’ (Editora Diálogos, ensaio, 2021) e ‘O mar de vidro’ (Caravana Grupo Editorial, poesia, 2023). Além disso, é organizadora da ‘Antologia Poéticas Contemporâneas: uma cartografia da escrita de mulheres’ (Brecci Books, 2023). Uma leitura imperdível.
Sejam todos bem-vindos:
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Mhario Lincoln entrevista Gabriela Lages Veloso
1) - MHARIO LINCOLN - Quando li o seu livro “O mar de vidro”, chamou-me a atenção a moldura filosófica emprestada a seus versos. Diga-me o porquê dessa inteligente relação.
GABRIELA LAGES VELOSO. Primeiramente, gostaria de dizer que é uma honra participar dessa entrevista e de agradecer pela sua generosa resenha crítica, intitulada “O mar orgânico-sensitivo de Gabriela Lages Veloso”, na qual você fez uma abordagem filosófica acerca do meu primeiro livro de poesia, “O mar de vidro” (2023). O meu interesse pela filosofia surgiu ainda na infância. O meu livro didático favorito se chamava “Ética e Cidadania”, lembro de passar bastante tempo folheando as suas páginas, aprendendo lições e estudando, mesmo quando não era uma das tarefas para casa. Assim como a literatura, a filosofia fez parte da minha formação enquanto leitora. Primeiro, de forma simplificada por intermédio de documentários, paradidáticos e na vida escolar. Depois, passou a fazer parte das minhas leituras na faculdade. Cursei Letras - Língua Portuguesa, na Universidade Estadual do Maranhão (UEMA). No meu trabalho de conclusão de curso, a partir da literatura comparada interdisciplinar, eu propus um diálogo entre literatura e filosofia ao abordar as teorias dos filósofos Schopenhauer e Merleau-Ponty no conto “O Espelho”, de Guimarães Rosa, e no romance “Através do espelho”, de Jostein Gaarder. Em 2021, publiquei essa pesquisa no formato de um E-book, pela Editora Diálogos, juntamente com a minha orientadora Jeanne de Sousa da Silva. O título desse meu livro acadêmico é “Através dos Espelhos de Guimarães Rosa e Jostein Gaarder: reflexos e figurações”, ele pode ser acessado gratuitamente no Google. Entre 2021 e 2022, ingressei no mundo da poesia. Assim surgiram os poemas que reúni no livro “O mar de vidro” (Caravana, 2023). Acredito que todos temos um arcabouço de leitura e esse rico acervo acaba fazendo parte de nossa construção identitária. E, para mim, literatura é subjetividade. É quando a nossa subjetividade toca a subjetividade de outras pessoas. Assim, minha escrita poética (e em prosa) é permeada por intertextualidade e questões filosóficas. Convido os leitores do Facetubes (www.facetubes.com.br) para conhecerem o meu livro “O mar de vidro” (eles podem entrar em contato comigo através do e-mail: [email protected]).
2) MHL - Difícil acreditar que só o dom possa interferir em uma formação lírica amadurecida. A não ser com uma interação consistente com a leitura e dedicação ao tema. Você concorda?
GABRIELA. Sim, de fato, nós aprendemos tudo. Com a arte não é diferente. No entanto, acredito que cada um tem uma predisposição para se desenvolver melhor em determinadas áreas. No meu caso, eu tinha predisposição para a área das Letras. Meu hábito de leitura vem desde a infância, com o tempo acabei me descobrindo escritora.
3) MHL. A poesia brasileira é rica. Como editor do Facetubes, a plataforma que oportuniza dezenas de publicações de novos poetas, cheguei à conclusão de que ainda são necessárias políticas públicas e privadas que incentivem a publicação desse gênero literário. Então, será que o “efeito lucro” atrapalha a comercialização de livros poéticos?
GABRIELA. Infelizmente, já ouvi relatos de escritores e editoras sobre esse assunto. Eles me disseram que os livros de poesia não são tão rentáveis, que a prosa é mais valorizada. Eu acho isso contraditório, pois toda a nossa civilização ocidental surgiu por conta dos poemas épicos “Ilíada” e “A Odisséia”, de Homero. Precisamos voltar às nossas raízes e ressignificar o papel da poesia em nossa vida cotidiana.
4) MHL. Alguns críticos da arte de escrever sugerem aos novos poetas, que não tentem explicar suas produções. Isso é fatal para o entendimento do leitor. Ou seja, tira a liberdade de quem lê, de conjecturar a seu modo, levado por suas emoções. Você concorda?
GABRIELA. Esse hábito de um escritor explicar a própria obra não é bem visto pela comunidade acadêmica. Explicar tudo sobre o seu livro, de fato, limita os leitores. Tão importante quanto a obra e o(a) autor(a), é a recepção do(a) leitor(a), que irá utilizar suas vivências e outras leituras para construir sentidos e possibilidades. Assim, depois que você publica o seu livro ele passa a ser do mundo.
5) MHL. Algum dia você já pensou o que está fazendo com o amor que os outros te dão? Isso gera novas poesias?
GABRIELA. Sim, já parei para pensar sobre isso. E sou muito grata à minha família, amigos e leitores por todo amor que têm me dado. Nos meus textos, eu tento trazer a ideia de que somos parte de algo maior, parte da natureza e da vida de outras pessoas. O “outro” é importante, e não somente o “eu”.
6) MHL. Eu detesto narcisismo. Detesto supremacia branca. Detesto pessoas que impõem suas vontades pessoais, como se fossem verdades absolutas. Em algum momento - fora do seu “mar de vidro”, já imaginou poetar sobre esses amargos assuntos?
GABRIELA. Sim. Na verdade, eu comecei a escrever prosa, antes da poesia. Meu primeiro texto literário é uma crônica chamada “Insight”, que foi escrita em 2019. Nela (e em outros de meus textos), eu abordo várias questões sociais, falo sobre a importância de abandonar a nossa visão limitada do mundo e abrir os olhos para a fome, a pobreza, a desigualdade, a injustiça e o narcisismo. Essa crônica surgiu de um modo curioso: sempre que passava pelo bairro do São Bernardo (que fica na periferia de São Luís/MA), no caminho que fazia da faculdade (UEMA) para casa, eu sentia a necessidade de escrever sobre aquele lugar. No entanto, eu não era escritora. Assim, se passaram dois anos. Até o dia em que iniciei uma pesquisa de iniciação científica em 2019 sobre literatura brasileira contemporânea e vi que também podia ser escritora. Um dos temas mais relevantes na literatura atual é justamente esse olhar voltado para os problemas sociais, e foi sobre esse tema que escrevi na minha crônica “Insight”. Mhario, muito obrigada pelas excelentes perguntas!
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Perguntas de Gabriela Lages Veloso para Mhario LIncoln
1) GABRIELA LAGES VELOSO. Por que você escreve?
MHARIO LINCOLN. Coincidentemente, li, em minhas férias de janeiro, um livro pequeno de George Orwell, pseudônimo de Eric Arthur Blair, nascido em Montihari, Bengala, Índia Britânica, o ensaio "Por que Escrevo" (sem interrogação). Acho que vou aproveitar a carona, pedir para ele sentar em nossa mesma mesa e compactuar suas ideias. Então, Por que escrevo? Orwell afirma que escreve por 4 motivos básicos. Fiquei com os 3 primeiros: "por puro egoísmo; por entusiasmo estético e impulso histórico". Sim. Tem dias em que eu acordo, "transbordando de palavras e ideias". E é incrível como tal fenômeno tem me dado imenso prazer. Em outras ocasiões, acordo sentindo que me falta algo, então, busco na escrita, preencher essa lacuna. Porém exijo-me demais para não escrever falácias. Como eu sempre afirmo: se eu nasci com algum dom, tive que burilá-lo (e continuo, porque ainda cometo erros graves) de forma exaustiva, aprendendo o rumo, derivando ideias, sendo reflexivo e introspectivo. Mas estudando, compreendendo, discutindo, ralhando-me quando necessário. É na minha escrita que busco encontrar um sentido mais profundo em meu existencial. Muitas vezes chamo para a mesma mesa Marcel Proust e com ele, mergulho na exploração da minha experiência, de minhas memórias (já estou com 70 anos bem vividos), e das nuances da vida cotidiana. Assim, a escrita pode ser igualmente um escape em busca de capturar a essência de algo que busco incessantemente.
2) GABRIELA Quais escritoras(es) te inspiram?
MHL. Acho que não seriam escritores. Mas são os estilos que me atraem. Por exemplo, o 'realismo fantástico' me fisgou em 1994, quando li, pela primeira vez, “Cem Anos de Solidão”, do colombiano Gabriel García Márquez, obra literária que transcende fronteiras e ressoa profundamente na minha vida. A fictícia cidade de Macondo me fascinou, como fascinou também a habilidade de Márquez em entrelaçar o mítico e o real, criando uma narrativa única e inovadora. Considero “Cem Anos de Solidão” o meu livro, sempre, pois é uma enciclopédia do imaginário, explorando temas como amor, poder, decadência e solidão. Um outro gênero que me chama muito a atenção é a escrita filosófica; e dentre esses, acostumei-me com dois autores - sine qua non - não teria conseguido chegar em alguns pontos lógicos de meus estudos e produção literária: Johann Wolfgang von Goethe, um dos maiores escritores e filósofos alemães do século XVIII porque sua abordagem holística (na interconexão entre arte, natureza e conhecimento) influenciou filósofos, monstros sagrados, como Friedrich Nietzsche e Martin Heidegger. Em tempo: o nosso Gonçalves Dias quando foi para a Europa, aprendeu alemão exclusivamente para ler os originais de Goethe. O segundo nessa linha, é Baruch Spinoza, (ou Espinosa), filósofo racionalista holandês do século XVII. Spinoza desafiou todas as convenções religiosas, promoveu o pensamento racional e influenciou diretamente o estudo filosófico, a política e a cultura ao longo da história. Depois que o li, abandonei minhas raízes religiosas únicas e fui em busca de comprenender e entender "as outras religiões que não levam para o Céu", como me disse certa vez um pastor evangélico. E nelas, encontrei sim, paz e harmonia. Senti-me livre de conceitos esdrúxulos de que "Só tal religião Salva". Estudei ainda a Bíblia Protestante (incomparáveis o apóstolo Paulo e os Salmos de Davi), mas leio com assiduidade muito sobre A Filosofia Espírita, a Saga Umbandista, a Teoria dos Xamãs e a maioria das outras religiões afro-brasileiras. Inclusive, agora, estudo o Terecô, da região de Codó-Ma, apêndice da umbanda excercida por Bita do Barão, já falecido.
3) GABRIELA. Como surgiu o Facetubes, portal do qual você é Editor-Sênior?
MHL - Ao contrário de algumas pessoas que constroem as coisas para se locupletarem, seja monetária ou intelectualmente, criei o Facetubes - que não é um blog, nem um portal, como pensam - mas uma Plataforma onde cabem notícias, vídeos, uma emissora de rádio, blogs e colunas de convidados e um canal de Tvweb - para oportunizar aos poetas, músicos e artistas que não tinham a grande mídia a seu favor, a chance de mostrar seus talentos, fora de suas regionalidades, inclusive, fora do Brasil. Tudo começou a ser elaborado antes da Pandemia. De lá para cá, a Comunidade do Facetubes (e não o Mhario Lincoln; que isso fique claro, pois detesto elogios falsos, gente soberba, imatura e 'imaculada'), só cresceu. Como editor, (no registro, editor-sênior, porque a Plataforma trabalha com diferentes tipos de conteúdo, como artigos, livros, relatórios, boletins informativos, blogs, podcasts, vídeos e informações internacionais, estando, esse, obrigatoriamente familiarizado com a finalidade, o público e o formato de cada tipo de conteúdo), eu consegui ampliar a capacidade informativa do Facetubes, integrando a plataforma numa rede internacional de informação (prestes a ter filiação na Associação Nacional de Jornais/ANJ), com colaboradores de várias partes do Mundo e, sendo essa, uma referência nacional quando se fala em Literatura, Arte e Música. Basta olhar os números do Google Analytics (tem um contrato profissional assinado) ou as páginas de pesquisa dessa mesma empresa. Pensei nisso, metodicamente, profissionalmente, gradativamente com base no que aprendi lendo e aprendendo com as biografias de dois grandes homens do Planeta: Abrahão Lincoln e Henry Ford. Lincoln nasceu em uma família pobre. Mas foi um ávido leitor. Aprendeu muito por conta própria. Ele foi barqueiro, além de lenhador e como tal, leu todos os livros que os passageiros deixavam na embarcação, após a jornada. O que aprendeu lendo, aplicou durante seu mandato de Presidente dos EUA e emitiu a Proclamação de Emancipação, que levou à abolição da Escravidão. Já (aí aprendi a parte prática da coisa), filho de pequenos agricultores e sem uma educação formal em engenharia ou design, Ford conseguiu introduzir (anos depois) na linha de montagem de seus automóveis Ford, a produção em massa na indústria automobilística, (sem ele, isso nunca aconteceria, naquele momento da história) o que revolucionou não apenas a indústria automobilística, mas todo o setor indústria. Portanto, construi a Plataforma do Facetubes com esse lado humano (de Lincoln) e esse lado prático, dinâmico acessível (de Ford).
4) GABRIELA. Comente acerca da Academia Poética Brasileira, da qual você é Presidente, e seus projetos atuais.
MHL. Sou primo do poeta Marconi Caldas. Um cara espetacular que morreu prematuramente (aos 65). Mas ainda deu tempo de ser Deputado (várias legislaturas) e Presidente da Assembléia Legislativa do Maranhão. Porém o forte de Marconi era mesmo a poesia. Enquanto José Sarney montava "A Movelaria", de um lado, Marconi e Murilo Sarney (irmão do presidente) montavam a "Academia Maranhense dos Novos", com a participação de Fernando Belfort, Carlos Cunha, Bernardo Almeida, Domingos Manteiga, Sá Valle, "(...) que trouxeram uma inovação poética no Maranhão", me disse, em entrevista, Fernando Belfort. Com base nisso - mas sem fazer frente a nenhum Sodalício estabelecido - a Academia Poética Brasileira foi registrada com alguns objetivos primordiais. Primeiro: a APB é totalmente gratuíta, porque eu acho que a cultura é tão difícil de se fazer no Brasil e ainda o autor ter que pagar para ser reconhecido, é inadimissível. Segundo: por ser a APB um sodalício Virtual, as facilidades são imensas. Temos membros em 5 países: Holanda, Inglaterra, USA, Portugal e Uruguay, além de várias capitais e cidades brasileiras. E mais uma vez o objetivo é único: reconhecer o valor dos poetas, músicos e artistas nacionais. Através dessas variáveis trazidas por esses membros, sejam linguísticas, artísticas ou musicais, acabamos atingindo um outro objetivo que é preservar o patrimônio literário (as línguagens regionais nos três segmentos), além de imprimir um maior gosto pela literatura e zelar pela valorização de cada talento eleito para a APB. Por isso, nossa Instituição é independente, forte e dinâmica, sem ideologias políticas, nem soberba de quem quer que seja.
5) GABRIELA. Mais do que escrever, é necessário fazer ecoar nossas vozes. Qual é a importância do ato de publicar, para você?
MHL. Uau! Essa pergunta é magnífica porque me deu a oportunidade de citar aqui três caras espetaculares: Michel Foucault, Roland Barthes e Walter Benjamin que a mim oferecem premissas fundamentais para entender o papel dos escritores e a importância da publicação de suas ideias. Foucault, por exemplo, com sua teoria do discurso, me ensinou que o poder e o conhecimento estão intrinsecamente ligados à produção e circulação de textos. Desta forma, 'fazer ecoar as vozes dos escritores' (lembra dos 4 elementos de George Orwell que eu citei acima?), nesse caso, sim, é um ato político, pois desafia as estruturas de poder estabelecidas, questionando verdades e normas. Aí vem para a mesma mesa Roland Barthes, com sua teoria da 'morte do autor', ao propor que o significado de um texto 'não é fixo', mas sim uma construção do leitor. Isso descentraliza o papel do escritor como a única fonte de autoridade, democratizando a interpretação literária. Nesse caso, a publicação de ideias é crucial para promover um diálogo aberto entre texto e leitor, permitindo uma diversidade de interpretações e entendimentos. Finalmente, o melhor, em meu bestunto, dos três: Walter Benjamin, que me ensinou a refletir sobre a obra de arte na era da 'reprodutibilidade técnica', destacando muito bem a transformação da experiência artística no mundo moderno. Ou seja, a publicação em massa de textos acaba por alterar a relação entre autor e público, tornando a literatura mais acessível e influente.
6) GABRIELA. Qual mensagem você deixa para a nova geração de escritores?
Perdoa-me! Mas acho que mensagens não são meios adequados para incentivar alguém a ir pelo caminho certo ou atingir objetivos escondidos nas gavetas da alma. Isso porque, cada pessoa é única. 'Id est', o que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra. Mais ao largo seria buscar conselhos e orientações que ressoem com a própria experiência de vida. Mesmo porque, como o francês Blaise Pascal me ensinou, há muitas dificuldades nos Homens (inclusive eu tenho isso), em lidar com suas próprias misérias humanas, impregnadas pela impermanência da vida, pelos medos, angústias, ansiedades e morte. Ora, como deixar uma mensagem para alguém que insiste em seus medos e angústias? Caso tenha que dar essa mensagem, começo por mim, pela força insistente para coirrigir (em mim) meus defeitos: urge minha autoaceitação e o meu autocuidado. Duas coisas fundamentais para qualquer processo de crescimento.
Muito obrigado por suas perguntas. Deram-me oportunidade de revisitar muita coisa que estava latente em minhas visões atuais.
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