Nós conhecemos na faculdade de Desenho e Plástica da UFMA. Ele como professor e eu como aluno.
Eu já conhecia a fama dele como desenhista. Logo nos aproximamos e daí começou uma grande Irmandade. Eu e o meu colega/amigo, Cruz Neto, começamos a fazer juntos, umas Charges e Cartuns. Um dia deu na telha de publicarmos os desenhos que fazíamos.Neto dava a ideia e eu desenhava. Fizemos o primeiro número, no que rendeu o aumento da aproximação com Érico.
No segundo número lá estava o Érico Junqueira Aires fazendo parte do expediente da revista Baú de Cartuns. Este grupo cresceu e chegamos até o 8° número. A amizade cresceu tanto, que terminei por convidá-lo para ser meu padrinho de casamento. Nestes mais de 50 anos, estivemos juntos, ele me mostrando seu talento pra Cartuns e eu como fosse um aprendiz. Érico era um nome nacional, ganhador de vários prêmios em salões e até ganhador de prêmios internacional, como um na França. Pelo menos uma vez por mês, almoçamos juntos na Feira da Praia Grande, em companhia também do arquiteto Ronald Almeida.
Lá falamos de arte, futebol, uma das suas maiores paixões. Ele jurava que era melhor de muitos "perna de paus" da Seleção Brasileira, hahaha!
Mas Deus o levou do nosso convívio. Vai fazer muita falta. Acho que Deus o levou lá pra cima, pra ele fazer rir os anjos e ensinar a turma lá de cima a jogar bola. Fique em Paz, meu Amigo, meu Padrinho, você será sempre lembrado como um Cidadão do bem, educado, honesto e pai de família exemplar. As boas lembranças ficaram!!!
Gostaria de reproduzir um comentário do poeta Luis Augusto Cassas, na minha publicação em uma rede social minha: "Caro Cordeiro, Estamos perdendo, perdendo, perdendo a cada dia, a cada dia, mais amigos, belos amigos, ricos amigos com muitas virtudes e dons. E o silêncio amplia seu raio devastador já que as palavras perderam o seu significado e o que se pode fazer pelos que partem, pelos amigos que partem, é pedir com carinho um minuto de silêncio, um minuto de silêncio por Érico Junqueira Ayres, amigo real e virtual, que está em nova temporada sem sol e sal, mas com a nossa lembrança amorosa. Uma rosa ainda que virtual". (Cassas representa a todos que comentaram esta matéria publicada no FB).
Em tempo: Érico era cartunista premiado e professor aposentado da UFMA e UEMA. Em 1999, seu livro “Humor em Risco” ganhou o 11º Troféu HQ Mix na categoria “Livro de Cartuns”.
A QUARESMA
Pouca gente sabe onde eram os Passos da Quaresma. Ainda existem alguns espalhados pelo Centro Histórico de São Luís. Esse é um dos que foram lacrados pela própria igreja. Ele fica ao lado direito da Igreja Nossa Senhora da Vitória - Igreja da Sé. Se você passar ali na Praça Benedito Leite, vai vê a marcação na parede lateral, a qual foi fechada. O único Passo que está em bom estado de conservação, é o da Afonso Pena, colado ao Jornal Pequeno. Os outros, sumiram!
(Veja, acima, a foto que fiz a algum tempo).
*****
DUAS FOTOS
Qual o nome desta rua? Que cidade é esta?
É no Brasil?
Lamartine Ribeiro Serra respondeu:
"Creio que seja a Rua Portugal, na Praia grande. São Luís". Carlos Alberto Milhomen: "Rua da Palma em São Luis/Ma".
Qual o nome desta rua? Que cidade é esta?
É no Brasil?
Ator e diretor Domingos Tourinho, respondeu: "No começo da rua Humberto de Campos onde gravei com Reynaldo Gianecchini a primeira cena de fala da novela "DA COR DO PECADO", da Rede Globo de Televisão. O prédio pintado de vermelho foi a Farmácia onde gravamos 2 cenas: uma no primeiro capítulo e a outra no sexto capítulo. Show!
FAMOSO BECO DA PRENSA
São Luís é cheio de Becos.
O Beco da prensa é um deles.
Ali, na Rua da Estrela, em frente da Escola de Música Lilah Lisboa, fica este Beco que no passado tinha muita serventia.
Lá no final, ja era o mar e tinha um atracadouro para os barcos vindos do Litoral Norte e da Baixada, trazendo mercadorias e levando arroz, querosene, açúcar, feijão e utensílios como panelas, canecas, agulhas de cozer, linha de pesca e anzol.
Esse vai e vem era diário.
Mas a origem deste nome , deve-se ao fato de que nesta área existia umas fábricas de prensar o côco babaçu, pra retirar o óleo.
Daí o nome Beco da Prensa.
PS: E por falar em Beco da prensa, o livro de Mhario Lincoln, - INA A VIOLAÇÃO DO SAGRADO - sobre o afundamento do navio coreano Hyundai New Word, fato que quase causou uma catástrofe de grandes proporções na Ilha e arredores, com sua 3a. edição revista e ampliada, a ser lançada em São Luís, ainda este semestre, fala, num capítulo sobre a história comercial do Maranhão: "As mercadorias eram transportadas pelas alvarengas e os passageiros, em pequenas lanchas pertencentes ao inesquecível Almirante Chocolate. Essa poção compreendia toda a área entre a Ponta d’Areia e a chamada meia-laranja, na avenida Beira-Mar, hoje, rampa Campos Melo. Dependendo da maré ou da lua, atracavam navios de até 23 pés. Era um espetáculo bonito de ver, pois ali se resumia o centro da economia maranhense. Em alguns momentos foi possível ver cinco navios ao mesmo tempo”, dando muito trabalho aos práticos que, para Biné, quem se destacava nessa área, era “o Ernani Pinto, preferido dos comandantes dos navios e era conhecido como Babaçu, em homenagem ao nosso principal produto exportado na época, (entre os anos 40 e 50). O Maranhão, antes de ser interligado ao resto do país pelas rodovias, recebia quase tudo do mar.
Cervejas, tecidos, enlatados, farinha de trigo, miudezas, pneus, derivados de petróleo etc. A exportação ficava por conta da amêndoa do babaçu e alguns cereais. Desses, o mais importante era o arroz. O Maranhão já conseguiu exportar até 100 mil sacas desse produto por navio, dado o vigor da nossa produção agrícola (...). José Salomão, da CONAN, mandou construir um navio, o São Bento, cujas características permitiam atracar diretamente no cais, nas proximidades do Palácio dos Leões. Operava quase exclusivamente com óleo babaçu, numa época de ouro para esse comércio. (...), onde os maiores exportadores eram Francisco Aguiar, Chames Aboud, Bento Mendes, A.O. Gaspar e Rachid Abdalla”.
Então, vale ler a obra.
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