OS QUILOMBOLAS DA SERRA DAS ARARAS
Roteiro: Lucas Hirooka
Este vídeo (click no link abaixo da matéria para assistir a íntegra) faz parte do Programa de Gestão do Patrimônio Arqueológico da Linha de Transmissão 500 Kv Jauru – Cuiabá (circuito 2), pertencente à Concessionária SPE Santa Lucia Transmissora de Energia S.A., que tem como tema a produção de um áudio visual educativo sobre Bens Culturais da população tradicional morrariana e remanescentes quilombolas da Região do Bauxi, Rosário Oeste - MT.
A área correspondente às atividades educativas do Programa de Educação Patrimonial abranferam Cuiabá, Distrito da Guia. Jangada, Rosário Oeste, Acorizal, Barra do Bugres, Araputanga, Jauru, tomando como referência as comunidades tradicionais, principalmente os morrarianos e a comunidade de São Gonçalo – ribeirinhos do Rio Cuiabá. A produção deste vídeo pretende despertar o espírito de preservação da cultura e memória dos grupos que habitam essa região, visando estimulá-las para preservação e multiplicação dos saberes e tradições.
Serra das Araras localizada a cerca de 100 km a noroeste de Cuiabá, região rica em natureza e história.
O rio Jauquara e seus canyons surpreendem em beleza e imponência.
Nas encostas laterais da Serra das Araras encontra-se o sítio arqueológico Santa Elina com registro de ocupação humana datados em mais de 25 mil anos, uma das mais antigas da América do Sul. O sítio trata-se de um vasto abrigo sobre rochas onde registraram-se vários níveis de ocupação de diversos períodos, constituídos de pinturas rupestres e materiais como pedras lascadas, estacas, fogueiras e adornos feitos com ossos de megafauna, tornando o sítio arqueológico de Santa Elina um dos mais importantes do Brasil.
Apesar de sua importância arqueológica, este patrimônio encontra-se abandonado pelas autoridades e sofre por falta de conservação adequada, degradando-se a cada dia mais.
Nos dias atuais, encontram-se nessa região: comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas. As comunidades locais são ricas em patrimônio cultural material e imaterial. Destaca-se entre os bens materiais a rede Cuiabana cujo processo de confecção é totalmente artesanal desde o plantio e colheita do algodão até o processo de sua fabricação no tear. Também entre os bens materiais encontra-se a produção de cerâmicas tradicionais cujo processo de manufatura está ameaçado devido à escassez de matéria-prima.
Além de ceramista dona Adelaide é parteira e benzedeira da comunidade, também ocupa-se da manufatura de remédios naturais.
O cururu e o siriri são formas de expressões de música e dança da cultura popular associado as festas católicas tradicionais da região de Cuiabá e da Baixada Cuiabana. Importantes elementos do patrimônio cultural local, o siriri e o cururu são manifestações com forte vínculo religioso e social que tem suas raízes em tradições de origem portuguesa e indígena.
Os grupos de cururu são liderados pelos cururueiros que desempenham importante papel como porta vozes de suas comunidades. Os instrumentos musicais utilizados são a viola de cocho, o ganzá e o mocho, com o quais os homens fazem música e improvisam toadas em tons de desafio.
Realizado para celebrar um santo, o siriri é formado por grupos de homens e mulheres que incorporam na dança elementos da cultura tradicional, utilizando como inspiração motivos da fauna e da flora mato-grossense.
As festas de santo são ocasião de celebração, socialização e lazer. Local de reafirmação das identidades e práticas religiosas. Elas surgem no Brasil por influência dos portugueses no século XVI.
A religiosidade popular tem suas origens em cultos clandestinos de tradições ameríndias e africanas nos quilombos, nas festas de padroeiro e romarias.
A coivara é outra prática tradicional cultural dos Quilombolas método controlado de limpeza da terra através de queimadas que permite o cultivo de plantações e hortas.
As comidas típicas constituem o patrimônio cultural imaterial, elas estão presente nas práticas da vida cotidiana, nos rituais e festas que fazem referência a identidade, a ação e a memória dos grupos sociais da região. Através dos ritos de comensalidade são inseridas noções de sociabilidade, formas de sobrevivência, apropriação e transformação dos recursos naturais e de relacionamento com o meio ambiente.
onhecer e apoiar o patrimônio cultural, é uma missão que todos juntos devem tornar possível para garantir o futuro de todo esse legado. A Santa Lucia energia faz parte dessa história.
Fé, cultura e muita luta. Esses são os quilombolas da Serra das Araras.
Para assistir com exclusividade: https://www.youtube.com/watch?v=fZ-yZz2llZ0
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