EXCLUSIVO: Histórias que só a Aviação pode contar
"TRUCULÊNCIA MILITARES "
Por, Comandante Murilo Pinheiro
Em 1965 voava para a Socel. E exatamente no dia 7 de setembro teria que ir buscar em Natal o Presidente da empresa e sua bela Ana Maria. A aeronave se encontrava fora do hangar e abastecida. Depois da inspeção do pré-voo motor ligado e checando no taxi, rumo à cabeceira da pista. Teste finais nos magnetos há 45° com a pista. Tomando posição de decolagem e em menos de dois minutos já estava subindo a 500 pés por minutos. O destino era Caicó, terra natal, para rever os pais e amigos.
Com 20 minutos de voo, tínhamos sobrevoado Olinda e Paulista quando um jato da FAB começou a sobrevoar em círculos. Balancei as asas, por que estava sem rádio. Não tive respostas. Foi uma atitude no mínimo indelicada.
Uns 10 minutos depois era um C-47. Na versão Civil DC-3. Dando várias voltas em torno nosso PT AOX. Numa das voltas não completou o circuito. Com luzes acesas e baixando o trem de pouso lembrei-me do código Internacional - ‘pouse imediatamente no aeroporto mais próximo’. Retornei a Recife e ao pousar vi dois veículos da FORÇA AÉREA BRASILEIRA. Motor desligado aproximou um Capitão e disse: Bom dia Comandante. Permita-me vistoriar seu avião? Estavam presente o Capitão Gurgel, Sargento Barbará e mais 3 militares.
- Lógico fiquem à vontade. A vistoria demorou uns 30 minutos.
Incidente esclarecido: era em razão de uma portaria que proibia voos no dia do desfile Militar. Como diz o velho ditado: ‘Seguro morreu de velho’. Recife estava se tornando a "capital," do terrorismo. Salve a Pátria! Pátria amada!
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