
Agradecimento: A Mulher Babaçu agradece as centenas de pessoas que leram nossa primeira coluna, mandaram email, mandaram whats e telefonaram. Ou seja, sucesso total. A Mulher Babaçu, arrazou. Vcs podem enviar suas matérias para o whats de Uimar Jr. se quiserem ver suas matérias ublicadas aqui. Obrigado a todos.
MINHA LUTA DE SEMPRE
(*). Continuo lutando pelo Patrimônio Histórico de São Luís. Não tenho folga. Nem cansaço. Depois de minha luta danada a placa da Estátua de Benedito Leite. Foi assim, gente. Desde 2017 que a placa foi roubada. Comuniquei o roubo às autoridades. Telefonei e mandei fotos. E finalmente ela foi recuperada. Nesse caso não houve muita cobrança da Mulher Babaçu porque a pessoa responsável pela diligência da placa sabia onde estava e prometeu que logo estaria de volta com um reforço de segurança maior. Dito e feito. O superintendente do IPHAN, Maurício Itapary recuperou a dita placa. No aniversário de BL, dia 04 de outubro, eles vão recoloca-la em grande estilo. Mas com um reforço e um chumbamento melhor. Fica mais difícil arrancar a placa novamente. Tá bom? Ou quer mais? Chuá, chuá....
A SEREIA DA PONTA D’ÁREIA
(*). Em janeiro de 2019 eu e o fotógrafo Charles Eduardo, fomos a Ponta D'áreia para fazer um vídeo em protesto da retirada da famosa Sereia, trabalho do italiano Dovera, da Praça do Sol. Estávamos procurando um lugar para as filmagens e ele me chamou atenção de uma pedra que parecia um rabo. Estava bastante enterrada e falei para ele para sabermos se era ela mesma. Cavamos e aí, surpresa. Estava lá o rabo da Sereia, com a data da sua construção e tudo. Não tínhamos mais dúvida era a parte original da Sereia da Ponta D’áreia. Chamamos a imprensa para registrar e o Jornal “o Estado do Maranhão” fez as fotos, assim como a TV Brasil, fez as filmagens. Já que estávamos diante do próprio rabo da Sereia resolvemos fazer o vídeo como também fizemos todo o registro pelo fotógrafo Charles Eduardo. Descobrimos o rabo. Agora estamos procurando o tronco e a cabeça que estão enterrados também bem próximo do primeiro achado.
OUTEIRO DA CRUZ
Gente, na próxima coluna a Mulher Babaçu vai contar a história por trás do monumento do Outeiro da Cruz. A cruz representa a primeira vitória de uma série de três batalhas entre portugueses e holandeses de 1901. Mas está completamente deteriorada. Eu estou fazendo a campanha #ABRACEOOUTEIRODACRUZ# Venha participar com a gente.
A PRAÇA MAIS IMPORTANTE DA CIDADE
(*). Estou morta de feliz. Dois monumentos históricos do Largo do Carmo, o relógio e busto do frei capuchinho Carlos Olearo, que haviam sido retirados pela Prefeitura de São Luís para restauração, voltaram a ocupar seus lugares no logradouro que passa por ampla reforma realizada pela Prefeitura por meio do programa São Luís em Obras. Mas nem tudo foi assim. Ai.ai.ai . Foi muito tempo fazendo performance de protesto para a volta do relógio. Meu Deus.
Foram 12 anos. E agora, voltou. Bem que Katia Bogéa me disse: “Uimar só vai volta com o Projeto do PAC-IPHAN. Ela tinha razão. Primeiro, a Praça da Mãe D'água. Depois, a Praça do Panteon com a volta dos bustos também. E mais a Rua Grande e, em seguida, o Largo do Carmo e Praça João Lisboa. O que ela me falou realmente aconteceu. Mas não me arrependo dos protestos do Relógio, pela voltados dos Bustos e pela estátua do Frei Carlos Olearo. Tadinho do padre capuchinho. Estava para tombar. Mas, graças a Deus todos estão de volta.
E A ÁGUIA VOOU. PRA ONDE?
CADÊ A ÁGUIA POUSANTE, obra do artista Newton Sá, o mesmo autor da Mãe D'água? A águia desapareceu. Ficava bem em frente à Capitania dos Portos do Maranhão. Estão pensando que os ludovicenses esqueceram? Nada! Já tem um processo protocolado no Ministério Público. A Mulher Babaçu vai continuar na caça dessa obra de arte. O babado é fortíssimo.
A TRISTE HISTÓRIA DO ÍNDIO GAY
(*). Gente, vou contar um babado agora surpreendente. É a história do primeiro caso de homofobia, possivelmente no Mundo, aconteceu em São Luís. E foi, aqui, que aconteceu esse primeiro crime de homofobia documentado.
(*). Pois bem! Um ano após a Fundação de São Luís 1613, os Capuchinhos franceses, prenderam um "Timbira", índio homossexual assumido, que imediatamente após ser batizado, é condenado à morte e antes de caminhar para o suplício, disse aos que o acompanhavam: 'Vou morrer , não mais os verei, não tenho mais medo de Jurupari, pois sou filho de Deus , não tenho que prover-me de fogo, de farinhas, de água e nem de ferramenta alguma para viajar além das montanhas, onde cuidais onde estão dançando vossos pais”.
(*). E continuou o índio: “Dai-me Porém um pouco “pitam” para que eu morra alegremente, com a palavra firme e sem o medo que me estufa o estômago". Deram-lhe o que ele pediu, à semelhança dos que vão ser justiçados, aos quais também se dá pão e vinho, costume não destes tempos e sim desde a mais remota antiguidade. Naquela época, se oferecia aos criminosos vinho com mirra e ópio para provocar o sono dos pacientes.
(*). Feito isso, levaram-no para junto da peça montada na muralha do Forte de São Luís, junto ao mar, amarraram-no pela cintura à boca do canhão. Assim, na presença de todos, selvagens e dos franceses, acenderam pavio e a bala de ferro dividiu o corpo em duas porções, caindo uma ao pé da muralha, e outra no mar, onde nunca mais foi encontrado.
(*). Não temos notícia no Brasil de outros criminosos que tivessem sido executados na boca de um canhão, nem de outro réu que tivesse solicitado ‘pitar’, como seu último desejo.
(*). Em 2013 quando durante o IV Centenário da Execução do Tibira (1613 - 2013), o Grupo Gay da Bahia e o Grupo Gayvota de São Luís, fizeram uma palestra e logo após uma homenagem com uma placa com a foto do Índio gay, no mesmo local onde foi condenado à morte pelos capuchinhos e autoridades francesas, sendo seu corpo estraçalhado pela bala de um canhão, ao pé do Forte de São Luís.
(*). Nessa mesma data inaugurou-se no Museu Casa de Nhozinho, uma Exposição de Gravuras sobre sua história e martírio. Viu só? Uma barbaridade!
MEU DEUS, ATÉ QUANDO?
O Sabiá de Gonçalves Dias, obra do João Ewerton, foi jogada no lixo com a reforma do canteiro do retorno do São Cristovão. O artista colocou na justiça e ganhou. A obra voltou, mas colocaram escondida. AO que quero dizer é que há total falta de respeito com as obras de muitos artistas maranhenses e com a cidade. Se Prefeitura não queria mais a obra, tinha a obrigação de chamar o artista e fariam um acordo. E não tomar uma atitude dessas, no mínimo, antiética e desreipeitosa. Daqui envio meu total apoio a João Ewerton, um artista premiado internacionalmente.
OLHA QUE BELEZA
(*) O SkyScanner elegeu as cidades pequenas mais bonitas do Brasil. Alcântara, no Maranhão, é uma delas. Entre as escolhas da empresa, estão cidades históricas “que contam sobre nossa colonização, vilarejos caiçaras que nos conectam com nossas raízes e cidades com influência da imigração”. As cidades foram divididas em três temáticas: “Cidades histórias mais bonitas”, “Cidade pequenas com praia e vilarejos mais bonitos” e “Cidades Pequenas mais bonitas do Brasil que lembram da Europa”.
Cidades históricas mais bonitas do país:
Pirenópolis (GO), Morretes (PR), Guaramiranga (CE).
Cidades pequenas com praia e vilarejos mais bonitos do Brasil:
Alcântara (MA), Paraty (RJ), Trancoso (BA), Jericoacoara (CE), Barra Grande (PI).
Cidades pequenas mais bonitas do Brasil que lembram a Europa:
Domingos Martins (ES), Campos do Jordão (SP).
UMA TRISTEZA, ESSE ABANDONO
(*).Uma pena ver tantos lugares importantes para a cultura do Maranhão, terminantemente fechados. Vamos ver se algum candidato à Prefeitura de São Luís promete reabrir, pelo menos, a metade do que foi fechado e fazer com que continuem os importantes editais da área, que são leis. Veja o que eles acabaram:
01 – Escola de Música do Município (era na Praça Antônio Lobo).
02 – Salão de Artes (não tem mais).
03 – Centro de Arte Japiaçu, no Diamante – fechou.
04 – Casa do Bloco Tradicional – acabou.
05 – Circo Cultural ‘Nelson Brito’ – ficou de ser erguido na primeira gestão de EDH Jr, com direito a apresentação de maquete para imprensa, e até hoje nada.
06 – Antigo prédio da FUNC, na Fonte do Ribeirão fechou e até hoje não reformaram.
07 - Teatro da Cidade (antigo Cine Roxy). Encontra-se fechado para reforma que nunca houve.
08 – Prêmios de Literatura (????).
09 – Galeria Trapiche (sem manutenção).
10 – Memorial Maria Aragão (abandonado, sem conservação, acervo todo comprometido).
11 - Galeria Zaque Pedro, que funcionou no Solar Nazeu Quadros.
É triste. Muito triste. A Mulher Babaçu comprou a briga!
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