
O destaque está na evolução artística dos estudantes, que utilizam a liberdade de expressão como parte fundamental do processo educacional. “Esta exposição é uma celebração do crescimento técnico e pessoal desses alunos, que através da arte estão construindo novas formas de enxergar o mundo”, comenta Samantha Karlia.
Outro destaque é a exposição “Gotas de Saberes, Rios de Mudança”, fruto da parceria entre a Casa das Artes e a Virada Sustentável, este trabalho destaca o impacto das mudanças climáticas e a relação das comunidades ribeirinhas com a água. A mostra é parte do projeto Escola D’Água, da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), e apresenta registros fotográficos capturados entre 2016 e 2022, que ilustram o cotidiano das comunidades no baixo Rio Purus.
As imagens revelam como a água influencia a vida local, seja como fonte de sustento, meio de transporte ou elemento essencial para a sobrevivência. A exposição também propõe uma reflexão sobre a urgência de cuidar desse recurso natural e a necessidade de preservar o ecossistema amazônico.


Dando seguimento as atrações, a mostra “Sinhás da Minha Vida: Um Olhar sobre a Sutileza da Sinhazinha da Fazenda”, que possui curadoria de Mateus Silva, deve atrair os amantes do Festival de Parintins. A exposição explora a complexidade das vestimentas das sinhazinhas, figuras centrais no Festival de Parintins.
Com peças criadas pelo renomado artista Paulo Rojas, o evento aproxima o público dos detalhes que compõem esses trajes que são resultado de uma tradição cultural que mescla técnicas ancestrais com inovação. “Cada peça conta uma história, uma memória afetiva e cultural, que carrega em suas linhas e cores toda a paixão do Boi-Bumbá”, afirma Rojas, que redefiniu o design dos figurinos no festival ao longo das últimas décadas.
Por fim, no corredor de exposição, o fotógrafo Cleomir Santos apresenta “Manaus Photo”, uma série de imagens que capturam a beleza de Manaus através de suas paisagens e patrimônio. Santos, com uma carreira multifacetada na fotografia e no jornalismo, documenta a cidade e suas transformações, destacando o patrimônio histórico e cultural da capital amazonense. Suas fotografias convidam o público a redescobrir a essência do ser manauara por meio de olhares poéticos e detalhados.


Essas exposições estarão abertas para visitação ao público até o final de outubro, reforçando o papel da Casa das Artes como um importante espaço de divulgação cultural em Manaus e de encontro para a valorização da arte e da cultura local.
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