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Brasil A RESPOSTA

Olinto Simões & Keila Marta - Um Duelo de Ideias

Texto à resposta: "O TEMPO E AS INCOERÊNCIAS QUE APRESENTA"

12/10/2020 10h19 Atualizada há 2 semanas
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Por: Mhario Lincoln Fonte: Olinto Simões
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A resposta do Pensador Olinto Simões ao artigo da imortal APB Keila Marta

Olinto Simões

Ator, escritor, poeta, filósofo e professor.

 

Keila Marta, bom dia.

Faz tempo que estou para lhe responder, o que pensei fazer de várias maneiras quando vi sua excelente crítica sobre meu texto, mas, vai por aqui, em comentário mesmo.

Se me permite, quero contestar o título que você deu à postagem – "O TEMPO E AS INCOERÊNCIAS QUE APRESENTA" – porque depois de ler tudo que escreveu, cheguei à conclusão que..., "incoerência é você perder tempo" para escrever um artigo sobre alguém desconhecido. Gaste seu tempo com algo de mais valia.

Só uma pessoa com sua sensibilidade, poderia enveredar por minhas entrelinhas, porque penso que consigo esconder bem as divisas territoriais que separam meus objetivos declarados daqueles que tento manter oculto, mas que, de alguém como você, não consigo evitar o transbordo desses limites.

Hoje, com 75 anos, 12 além daqueles quando resolvi conversar com Cecília Meireles, entendo poder começar a dar rasteiras em Friedrich Nietzsche, porque minha conversa com Cecília, que nasceu um ano depois da morte de Nietzsche, me propicia, já que avancei no tempo (?), a retroceder no tempo (?) e mergulhar no abismo que me olhava para ver o que tem lá no fundo, pois, ele – o abismo – Narcísica-mente, me olhava a fundo.   

Antes que Gaia, a Mãe-Terra me abrace, continuo seguindo os ensinamentos de Hesíodo, porém, dentro do que concebo como meu atual tempo (?).

No vazio do Caos nasci, assim como Gaia, porque antes do tempo (?) d'eu aqui chegar, ela pra mim, não existia. Uma vez existente, me defrontei com Tártaro, que na mitologia grega, é o "Abismo" decantado pelo pensador Nietzsche, e ele nem sabia disso. A um só tempo, ao presenciar o abismo, me senti elevado pelas asas de Eros, a quem chamam de "Cupido" e naquela mesma mitologia deusifica o amor, enquanto sobrevoa o abismo. No frescor do bater daquelas asas, em confiança adormeci, me entregando às mãos de Nix, que também na mesma origem mítica, representa a noite..., para tantos..., assustadora, porque como uma pequena morte, nos afasta da consciência de qualquer tempo (?) durante o tempo dormiscado, que propicia o novo re-nascer em mais um tempo/dia (?) na Gaia agora conhecida.

Pelo tudo estudado e nada aprendido, ao passear no tempo (?) até agora me concedido, em bestunto, sou um humano/SER/Ciclope, humano com dois olhos que muito vê, pouco percebe e perene no meu desorganizado tempo (?) – SER de uma espiritualização a-tempo(?)-ral – à espera do tempo (?) de flutuar sem as asas de Eros, acima de Gaia, pelo alto de galáxicos abismos, e, Ciclope, que em sendo filho de Urano tenho um terceiro olho que me paranormaliza. Procuro, procuro, olho, olho e não sei se consigo ver alguma coisa.

Sinto-me de um tempo (?) antes do livrinho mágico que a tantos encanta, citado por você para o Gênesis aparecer, assim como os "muitos abismos de Nietzsche", quando ainda Nix era in totum e o Fiat Luz criou o fósforo. Sou de antes do primeiro dia/tempo (?).

Precedo "Janus" também "condômino" daquele "e-difícil" mito lógico, ultrapassando o décimo que foi feito doze, sem que me reinicie então, porque apenas continuo num tempo, sem Calendas-Arios.

Aqui vai, então, minha rasteira em Nietzsche:

Ele disse um dia: "Amamos a vida não porque estamos acostumados à vida, mas, a amar. Há sempre alguma loucura no amor, mas há sempre também alguma razão na loucura.

Eu digo..., hoje, com palavras escritas que:

Não amamos a vida, apenas, odiamos a morte. Não estamos acostumados à vida, apenas, nos apegamos a ela. Não estamos acostumados a amar, temos mais sentimentos de ódio. Há sempre muita loucura no amor e loucura é o avesso da razão. Na loucura há paixão, muita emoção e a razão não é lógica. 

Querida "Pandora"/Keila Marta, minha gratidão a você. Pelo lido em seu escrito, afirmo que o "Fogo" não foi roubado. "Prometeu" o deu de presente à humanidade, colocando "Mania", aqui chamada de "Loucura", outra ocupante de um escaninho daquela mitologia, uma fagulha daquele fogo, a "Chama do Conhecimento", bem acesa em seu coração, no meu e tantos outros loucos como nós. 

Gratidão..., mesmo!

Olinto Simões.     

Uma pequena informação glossária para facilitar entendimento: Não coloquei todos os termos "estranhos" propositadamente, querendo induzir os mais buscadores, à pesquisa. (Risos). Ario – sufixo – Expressa a noção de relação com algo: Berçário, utilitário, etc. Calendas – Primeiro dia de cada mês – Marcação de tempo, na Roma Antiga.

 

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Minhas respostas aos comentários:

 

Wladimir Scarpa Moreira, professor e filósofo.

Boa tarde. 

Adorei o – "com fusos diferenciados?" – por você citado interrogativamente. Minha resposta: friso em palavras suas sem espaço no "com fusos", substituindo o 'm' por 'n': melhor seria definir que, " O tempo sempre será influenciado por acontecimentos confusos diferenciados?" – Seguindo nas respostas, sua pergunta foi: " É o tempo que realmente rege a vida das pessoas? – Penso que não, as pessoas quando podem regem a própria vida no tempo (?) que dispõem, mas, poucos "regem"..., a maioria toca e ainda por cima, desafinada. Na sequência, você explana: "Li que "o tempo e o espaço cósmico, o tempo do relógio, a regulação da vida social pelo trabalho, pelas regras ou pelas atividades que desenvolvemos durante a nossa vida, são questões que permitem ir além da concepção do tempo mecânico?" Novamente penso que não é assim. Minha visão é: tempo não existe no espaço cósmico. O cósmico nem vazio é para ter espaço. O Cósmico não é o Caos – o vazio – loco citato no meu agradecimento à Pandora/Keila Marta. Não há tempo no relógio. Os números ficam inertes e o tempo é dinâmico. Finalizando, a regulação da vida pelo trabalho, não é social, (Sem entrar no mérito "sem mérito" do Carl Marx). O social é tudo que acontece fora de trabalho e puramente por lazer, e se assim não for, não há sociabilidade, como não há sociedade sem que haja lazer. Seguir regras ditadas por outros, fará você viver mecanicamente, e sem tempo. Se as atividades que você desenvolver durante a vida, forem além da concepção do tempo mecânico, haverá lazer, e então poderá dizer..., "Que você é uma exceção à regra".

Olinto Soares – "Xará", boa tarde.

Elogio bem merecido feito por você a nossa querida Pandora/keila Marta.

Gratidão por isso.

 

Maria do Rosário, boa tarde.

Aqui estou em corpo presente, 

Embora de Salvador ausente,

Declarando minha saudade a essa terra,

E a toda essa boa gente.

 

Me manifesto, no sentido de colocar-me à inteira disposição para quem sabe, até numa "live", coisa tão comum nos "Pandêmicos" dias atuais, poder responder a todos os questionamentos, que se me apresentarem. 

Para finalizar, respondo que "ainda" não me meti em nenhum buraco. Estou "ainda" sobre Gaia, a Mãe Terra. ("Ainda" é advérbio de tempo (?)). Se tempo não existe será que me meti em algum buraco? – Fique tranquila, sua cabeça é ótima, em nada precisa melhorar.

 

Keila Marta, boa tarde, agora aqui.

Seus leitores são pessoas especialíssimas. Estou muito feliz por todos dedicarem algum tempo (?) a este eterno aprendiz.

 

Marcelo Vogher, professor de línguas, aposentado. Boa tarde.

Como seu colega, mas, não aposentado, me permita criar um diálogo em solilóquio com você. Não há quem possa entender "Bulufas", justamente por ser o que é. Penso que o mais comum, "Bulhufas" fique um pouco mais fácil, se você puder me explicar por exemplo o que é..., o "Nada". O segundo termo em aspas, tem origem no Latim, algo a ver com "Bulla", que em português é “bola, bolha, esfera”, algo redondo..., não necessariamente no português, mas, um círculo, pela integridade de algo que começa num ponto e nele se fecha. Considerando que no tempo (?) de formações das palavras em idiomas muito antigos, pensemos em Aramaico, Sânscrito etc., princípio e fim, eram entendidos como um redondo, não esférico, plano, Euclidianamente geométrico, ou seja, bidimensional, sem profundidade. Assim, a "bulla Papal" tem esse nome, porque o Clero "Fecha" os documentos do Pontífice com o Símbolo Papal em formato redondo, firmado sobre um Lacre de cera. Sufixo "Ufa" (no caso dessa exploração etimológica) nossa interjeição de origem expressiva. – Bulhufas, portanto, é algo redondo - até esférico podendo ser – que se abre num ponto e nele se fecha. Se dentro existe alguma coisa, não se sabe, uma Bula Papal dificilmente é entendida, e, se entendermos como bolha, um bom exemplo é uma "Bola de sabão" que olhamos, apreciamos, vemos o flutuar, e no momento seguinte um desaparecer para quimeras alhures. Aproximando do encerrar, cabem suas duas perguntas: 1ª) No caso da passagem de ano..., "Vamos passar para onde"? minha resposta é que, havendo compreensão a pessoa passa para o lado de fora, pela "Porta de entrada da caverna". (Platão).

2ª) A que Olinto se refere. Na indisponibilidade do tempo ou na inexistência dele? 

Finalizando, prego em resposta, biblicamente, numa segunda pessoa..., que "Tu o disseste: se o tempo (?) está indisponível, não o tens. Se o tempo inexiste é, portanto, indisponível. Não se pode dispor do que seja inexistente. Assim agora te digo que há verdade nas tuas palavras..., "'Ano Novo, Vida Nova'; como se isso fosse possível", sim..., não é. "Ano"..., uma marca de tempo (?) inexistente ou indisponível; "Novo"..., se não existe, não pode ser nem velho que fará novo, e, "Vida"..., essa é perene.

Grande Abraço. Quando possível, espero desfrutar com você, de uma terrina com bródio de grafemas.               

 

Marlene Thugar, escritora, boa tarde.

Viriato Correia, nascido em São Luís do Maranhão, apareceu como autor na minha vida, lá por volta dos meus 10 anos. Depois, dos 20 aos 22 anos, eu já escrevendo, pude com ele conversar bastante, por ocasião de cursos que fiz na Academia Brasileira de Letras. Posteriormente, fui convidado a me apresentar em São Luiz, inclusive sendo também presidente do corpo de Jurados de um Festival de Artes das APAES do Maranhão e atualmente, sou membro – Assim como a Pandora Keila Marta, da Academia Poética Brasileira, cujo Idealizador e Presidente, é da mesma origem que Viriato. Não sei porque, São Luís é tão presente na minha vida.

Assim como Oiticica, não mudo minha vida, em um "Nano" coisa alguma. (Risos).  

 

Gerson da Cuíca, boa tarde.

Nunca me achei "o homem de maior conhecimento do Mundo"..., mas, já molhei com minhas lágrimas, o pano da minha cuíca, parafraseando o samba. Outro grande abraço..., e..., "Não deixe o samba morrer"...,

 

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