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Convidado: Pesquisador e correspondente José Roberto Francis, de Lisboa (Portugual)

A lenda do Galo de Barcelos

12/10/2020 12h17
Por: Mhario Lincoln
Com amigos, José Roberto. 3º da Direita para esquerda
Com amigos, José Roberto. 3º da Direita para esquerda

Convidado: Pesquisador e correspondente José Roberto Francis, de Lisboa (Portugual)

 

A lenda do Galo de Barcelos narra a intervenção milagrosa de um galo morto, na prova da inocência de um homem erradamente acusado. Está associada ao monumento seiscentista que faz parte do espólio do Museu Arqueológico, situado no Paço dos Condes de Barcelos.

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Galo de Barcelos

Um dia, os habitantes de Barcelos andavam alarmados com um crime, do qual ainda não se tinha descoberto o criminoso que o cometera. Certo dia, apareceu um galego que se tornou suspeito. As autoridades resolveram prendê-lo, apesar dos seus juramentos de inocência, que estava apenas de passagem em peregrinação a Santiago de Compostela, em cumprimento duma promessa...

Galo de Barcelos.

Condenado à morte na forca, o homem pediu que o levassem à presença do juiz que o condenara. Concedida a autorização, levaram-no à residência do magistrado, que nesse momento se banqueteava com alguns amigos. O galego voltou a afirmar a sua inocência e, perante a incredulidade dos presentes, apontou para um galo assado que estava sobre a mesa e exclamou:

- "É tão certo eu estar inocente, como certo é esse galo cantar quando me enforcarem!

O juiz empurrou o prato para o lado e ignorou o apelo, mas quando o peregrino estava a ser enforcado, o galo assado ergueu-se na mesa e cantou. Compreendendo o seu erro, o juiz correu para a forca e descobriu que o galego se salvara graças a um nó mal feito. O homem foi imediatamente solto e mandado em paz. Passado algum tempo foi feito o Galo de Barcelos e dado como encerrado o caso.

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Alguns anos mais tarde, o galego teria voltado a Barcelos para esculpir o Monumento do Senhor do Galo em louvor à Virgem Maria e a Santiago Maior, monumento que se encontra no Museu Arqueológico de Barcelos.

 

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Damião de SantanaHá 6 anos atrásAlagoasEssa é uma história daí. agora, a daqui. O governo imperial aprovou em 1835 uma lei dedicada a punir exemplarmente os negros que matavam seus senhores, mas dom Pedro II decidiu abandoná-la em 1876. A pacata cidade de Pilar, na província de Alagoas, amanheceu tumultuada em 28 de abril de 1876. Calcula-se em 2 mil o público de curiosos, inclusive vindos das vilas vizinhas, que se aglomerou para assistir à execução do negro Francisco. Essa possivelmente foi a ultima morte na forca.
Prof. Celênio PintoHá 6 anos atrásRio de JaneiroVocê tira por aí os grandes erros jurídicos que condenaram tanta gente à morte. Aqui no Brasil, também ocorreu um grande erro. Manuel da Mota Coqueiro, apelidado de "A Fera de Macabu", foi um rico fazendeiro fluminense condenado à pena de morte por ter 'possivelmente' mandado matar toda uma família de colonos residente em suas terras. O caso é um dos crimes mais famosos do Brasil, pois muitos consideram que foi executado um inocente. Esse erro acabou com a condenação à morte no Brasil.
Fátima SantilenaHá 6 anos atrásLisboa/Portugal (De São Paulo)Caro Roberto. Muito importante essa tira-dúvidas. Conhecia uma outra história. Mas essa deve ser a verdadeeira.
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