Sugestão: acadêmico Jorge Cruz, da Academia Poética Brasileira.
Dia do Poeta
O Dia do Poeta é celebrado anualmente em 20 de outubro.
Esta data celebra o profissional, que pode (e deve) ser reconhecido como um artista escritor, que usa de sua criatividade, imaginação e sensibilidade para escrever, em versos, as poesias que faz.
O principal propósito desta data é incentivar a leitura, escrita e publicação de obras poéticas nacionais.
Há séculos as pessoas se emocionam, riem e choram com essas belas produção artísticas, consideradas como uma das Sete Artes Tradicionais.
Origem do Dia do Poeta
O Dia Nacional do Poeta é comemorado a nível extraoficial, ou seja, não há uma lei que oficialize o 20 de outubro como Dia do Poeta no país.
Mas, a data foi escolhida por uma razão bastante especial para os poetas brasileiros. No dia 20 de outubro de 1976, em São Paulo, surgia o Movimento Poético Nacional, na casa do jornalista, romancista, advogado e pintor brasileiro Paulo Menotti Del Picchia.
A data homenageia e lembra este momento ímpar para os poetas do Brasil.
Para saber sobre personalidades essenciais da poesia nacional, leia: Poetas super importantes da literatura brasileira.
Curiosidades sobre o Dia da Poesia
Antigamente, a poesia era cantada e acompanhada pela lira, um instrumento musical típico da Grécia. Por isso, a poesia é classificada como pertencente ao gênero lírico da literatura.
Os poetas ainda celebram o 31 de outubro como o Dia Nacional da Poesia, oficializado através da lei 13.131, de 3 de janeiro de 2015. A escolha desta data é uma homenagem ao nascimento do poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade.
Antes da criação da lei que oficializa o Dia Nacional da Poesia em 31 de outubro, esta era celebrada em 14 de março, em caráter não-oficial.
A escolha desta data era uma homenagem ao poeta brasileiro do romantismo Castro Alves, que nasceu em 14 de março de 1847.
Ainda existe o Dia Mundial da Poesia, em 21 de março, que celebra a nível internacional este gênero artístico. Esta data foi criada durante a XXX Conferência Geral da UNESCO, em 16 de novembro de 1999.
Poetas convidados:
Poeta João Batista do Lago
Ó tu, leito-mãe dos Tupinambás
Reina dos mares do Sul, sois vós
Vitoriosa, oh! amada Upaon-açu
Carregas nome e cetro de realeza
N’alma saber e virtude de Atenas
No peito o brasão de viva Natureza
Ó tu, São Luís – Ilha dos Amores!
Amada de francos, lusos e neerlandeses
Sois vós o encanto de Arúspice
Profeta da vossa eterna glória e pureza:
– Vosso destino é conservar em si toda beleza
serás deste teu Orfeu a eterna Eurídice
Ó tu, São Luís – Jamaica brasileira
Sou-vos grato pela vida inteira pois
Sabei-vos de muitos ser uma só pessoa
Jamais vos deixaste vencer. Sois guerreira!
Ainda que vos queira estuprar o monstro da modernice
Haverá sempre um filho teu que não fugirá a luta
Ó tu, São Luís – Cidade dos Azulejos
Perdoai o jugo da desgraçada sorte (e)
Tomai por exemplo o Cristo da hora da morte
Perdoai os filhos que vos sangra em realejos
Todos serão defenestrados, enfim, para que
Possamos amar-vos entre ruas e curvas de azulejos
Final perfeito!
ANA NÉRES
Uma ideia paira sobre minha cabeça
Um som persiste em soar aos meus ouvidos
Meus pés andam por pegadas invisíveis
Por um caminho que a tudo transpõem
Mas que nunca pude saber a que vai dar
E nessa história cheia de incertezas
Sou apenas mais um que segue a intuição
Nessa trilha onde me junto a muitos outros
Compartilho versos e conversas a perder de vista
Numa missão que não sabemos ao certo
Sequer onde se termina ou se inicia
Mas é única a certeza... vai dar em poesia!
Ana Néres Pessoa
#anplg
EU SABIA
Francisco Baia
Eu sabia desde o balançar
Do balouço, que as cordas
Que o asseguravam estavam
Puídas e a queda seria inevitável,
Entretanto pela vitalidade pueril,
Levantarias sem escoriações e seguiria
Teu caminho, tua missão, tua vontade.
Eu sabia através dos gestos, trejeitos,
Que o teu jeito era diferente, embora
Não mudasse nada em minha mente, afinal
A comida que gostas de degustar, eu sempre
Morro de fome.
Eu sabia que o futuro estaria literalmente
Mais distantes de nós, pois o presente se
Manifestava estático, atado com fortes nós,
E nós, como estátuas frias perecemos dia a dia.
Eu sabia quando chegavas batendo em minha
Porta, que a intenção de adentrá-la, não era pra
Arrumar a casa, nem tão pouco pra se fazer inteira
A mim, mas sim, desmontar pensamentos meus,
Organizados, preparados pra vida, todavia era eu
Que ia receber-te nas asas da minha poesia,
Completamente louco.
Eu sabia, eu sei de tudo, mas não importa se
Estás dentro ou fora, acompanhada ou só, o
Mais crível que mesmo assim, te anseio de volta.
ENCANTAMENTO
Autora: Nauza Luza Martins
Me encante com esse seu sorriso
Maroto, atraente e sedutor
Com seu silêncio,
Seus toques e sussurros
Me provoque
Com esse seu jeito extravagante
De se expressar
Sem palavras nesse instante.
Por esse encantamento
Desfolhei todas as camadas
Do infinito dos meus sentimentos
Até desenhei uma lua de neve
E emoldurei retratos
De nossos momentos.
Por esse encantamento
Refiz planos de futuro,
Novas posturas adotei
Trouxe conchinhas coloridas
Lembranças e experiências vividas
Tudo para te ofertar
Dos mares por onde andei.
Do meu livro "Interlúdio Poético"/2020. Chiado Books
Amante das Quebradeiras
Élle Marques
Tenazmente moreno
É auto fecundador
De parede intransponível
Por mordida é impossível
Alcancar-lhe o sabor
Tem essência energética
Sua forma é tão estética!
Esotericamente grupal
Só consegue ser aberto
Com a raiz de um machado
Afiado e aprumando
Cortado na posição
O grande caule do cacho
Parece até um patacho
Quando cai e vai ao chão
Suco, leite, óleo e casca
Tudo nele se acha
No mercado é provisão
Ah, o Coco babaçu!
Amante da quebradeira
Ele é um tipo liteira
Carregando esperanças
Sustentando a criança
É pão! Um Maná encouraçado
De pujança divina
É o ouro do Maranhão
Que se proteja essa mina!
Outras Datas Comemorativas
Out 31 SÁB Dia Nacional da Poesia
Jul 08 QUA Aniversário de Ouro Preto
Mai 05 TER Dia da Língua Portuguesa
Fev 05 QUA Dia do Datiloscopista
Mar 12 QUI Dia do Bibliotecário
Jan 07 TER Dia do Leitor
EDUCAÇÃO Maranhense Sharlene Serra integra a programação da Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2026
EXCLUSIVO Euclides Moreira Neto: “DESFILE DO DIA DA RAÇA E O 7 DE SETEMBRO”
MUSICA É VIDA Chiquinho França levou “Fissura” a Brasília, no Clube do Choro, território de encontro da música brasileira
SETEMBRO SETEMBRO AMARELO: “ATENÇÃO! SINAL AMARELO”
MUNDO NOVO “OBRAS LITERÁR(IA)S?”, crônica do professor e membro APB-MA, José Neres.
Mohana e Cassas “PLENITUDE HUMANA”: O LIVRO EM QUE JOÃO MOHANA COLOCOU O HOMEM DIANTE DE SI MESMO Mín. 13° Máx. 26°
Mín. 10° Máx. 17°
ChuvaMín. 7° Máx. 11°
Chuvas esparsas
Coluna de RUY PALHANO A crise na Justiça e os impactos comportamentais, institucionais e morais
Academias Brasil/Exterior Coirmãs JOÃO AURÉLIO DO VALE: “ENQUANTO HOUVER QUEM CARREGUE ESSA BANDEIRA, A HISTÓRIA DO MEU PAI NÃO IRÁ MORRER”
Marco Neves De Homero ao autoclismo português: 3000 anos de grego
Esmeralda Costa ACLC celebra cinco anos de existência cultural e escreve página histórica