VICEVERSA: MHARIO LINCOLN PERGUNTA PARA CLÉLIO SILVEIRA/CLÉLIO SILVEIRA PERGUNTA PARA MHARIO LINCOLN
PARTE 2
Mhario Lincoln – Em algum momento você pensou em parar? O que, realmente, lhe faria parar?
Clélio Silveira: Parar de trabalhar? Não. Pretendo aos 70 me dedicar somente aos trabalhos que dizem respeito ao meu compromisso na Igreja. Seguir escrevendo meus livros de Reflexão Espiritual, escrever sobre Amor e Misericórdia, sobre fazer o bem, sobre respeitar as Leis de Deus, gravar mais CD,s, lançar livros de poesias (as minhas, pois ser católico não me impede de ter sentimentos bons...e descartar os pressentimentos ruins), seguir trabalhando como servo da Igreja na construção de Comunidades, reformas de Igrejas, participar da liturgia das missas, seguir cantando nas missas, “trabalhar mais” meu imenso círculo de amizade espalhado pelo Brasil inteiro e até lá fora, etc. Os filhos estão prontos para seguirem com os negócios, creio eu. Parar...parar mesmo...nem pensar!
Clélio – Nós tivemos na infância, adolescência e juventude, praticamente os mesmos sonhos ou envolvimentos profissionais, que acabamos trazendo-os debaixo dos braços como que para sempre, algum arrependimento por seguir um destino traçado ainda jovem?
MH - A primeira ideia de mim mesmo surgiu lá pelos 8 anos. O mundo vivenciava transformações. Nas reuniões que papai promovia em nossa casa, ouvia falar da Vostok, a primeira missão tripulada do programa espacial soviético da História. Podia assistir à televisão preto e branco na casa de uma vizinha. Tomei conhecimento (e morria de medo) do seriado "Impacto", com Boris Karloff. Mas a minha tendência eram as músicas da nova era. As grandes bandas de Rock Progressivo. Dos Beatles, gostei de algumas músicas. Mas quando ouvi Pink Floyd, Rick Wakeman, Emerson, Lake and Palmer meu instinto aflorou de forma incrível. Essa era a minha praia. Tanto que aos 14 anos, após comprar uma bateria acústica, entrei no grupo Super-5 e vivi quase 5 anos de muita felicidade, tocando bailes pela cidade, até meu pai me proibir e me fazer estudar sob total vigilância. Agradeço a ele, em parte, por ter hoje meu sustento, através de Concurso Público, Faculdade e tudo mais. Por outro, frustrei-me em não ter feito o que mais queria. Ter ido para um conservatório, onde poderia continuar meus estudos de música. Enfim, nem ganhei, nem perdi. Consegui exatamente o que estava preparado para mim nesta vida. Em uma das letras do Pink Floyd - Comfortably Numb – a demonstração exata de como meu sonho de estudar música em conservatório acabou sumindo: “Quando eu era criança / Tive uma visão fugaz / Pelo canto do meu olho / Eu virei para olhar mas tinha sumido / A criança cresceu / O sonho se foi..."
MH – Eu acredito – e muito – no poder da Oração. Já aconteceram diversas respostas aos meus clamores a Deus. E com você?
Clélio: Incontáveis. Costumo dizer que se passasse o resto da vida de joelhos, ainda assim não estaria retribuindo a Deus o tanto que Ele já fez por mim. Milagres não faltaram e não faltam. O milagre de estar vivo e saudável, e em plena atividade aos quase 68 anos, é uma dádiva D’ele. Daí que todos os dias Ele me apronta alguma. Às vezes olho pro céu e “brinco”, mas tu já gostas de mim!!! É que eu não consigo ver a mão de Deus em nada de ruim que acontece comigo ou com o mundo. Ele me livra de tudo, basta que o siga. O nosso Deus é um Deus de Amor, de Misericórdia e não quer nos matar. Ele nos dá vida longa...nós é que a encurtamos com nossos atos, nossas atitudes, nossa irresponsabilidade e desrespeito aos seus mandamentos. Ele nos deu livre arbítrio, se o sinal está vermelho e cruzamos ele, logo não temos que culpar a Deus pelo que de ruim acontecer. Mas destacaria aqui um fato, dentre centenas: Em 2017 a minha filha Patrícia que fazia tratamento par engravidar e já estava com 38 anos, engravidou. No quarto mês, começou a perder líquido...sangue, etc. Fomos para um hospital aqui em Santa Inês (estou sempre por perto), ao sair da sala do médico ela e meu genro vinham aos prantos. O médico a examinou e disse a ela que ela teria que abortar aquela criança “já”, sob pena de ela (minha filha) morrer, e que a criança – uma menina – não nasceria e poderia morrer a qualquer momento, provocando uma tragédia. Ouvi todos e ouvi a Deus. Ele, Deus me disse que Alicia era uma promessa D’ele, que eu tivesse fé e atitude. Chamei o diretor do hospital e disse a ele; “minha filha não vai abortar essa criança, ela é uma promessa de Deus. Me arrume uma ambulância que ela vai seguir para São Luís agora...”. Duas horas depois a ambulância com minha filha e minha mulher – que não era sua mãe, mas sempre cuidaram uma da outra – seguiram para São Luís na ambulância e meu genro atrás no seu carro. Às 17 horas já estavam em São Luís em um hospital para o qual uma grande amiga e um grande amigo haviam garantido que ela seria recebida. Os médicos plantonistas olharam, e descartaram a possibilidade de interná-la, batendo na tecla de ela teria que abortar a criança. Que voltassem no dia seguinte para fazer o tal procedimento. Novamente esbravejei, voltei a repetir que Alicia era uma promessa de Deus e que ela ia ser gestada e nascer sim. E disse para Aldrey, minha mulher, e Alessandro, meu genro, que não arredassem o pé do hospital que eu ia correr atrás da amiga e do amigo que as encaminhou para ali. Por volta das 18 horas, troca de turno dos médicos plantonistas, mais gente envolvida na situação, um casal de médicos novos assumiu o plantão daquela noite. Ouvindo o “barulho” na recepção, ambos pediram que “a paciente” que a paciente fosse levada até eles para que eles a examinassem. Deus agiu, e minha filha foi levada para uma sala de pré-parto, “pois poderia perder a criança a qualquer momento, mas estaria em um lugar onde seria atendida com todos os cuidados”. Patrícia coordenava na época a Comunicação da RCC/ Renovação Carismática no Estado do Maranhão (somos todos da RCC/ somos de Deus) e João Luis em São Luís, coordenador estadual geral da RCC. Entramos em oração a partir de meia noite no estado inteiro, onde havia um grupo de oração da RCC, lá estavam em oração pela vida de Patrícia e pela gestação de Alicia. Ao amanhecer do dia, Deus já tinha feito mais um milagre; Patrícia não perdia mais líquido e nem sangrava mais. Para encurtar a conversa, ela completou lá os quatro meses...ficou internada (levando sustos a cada dia) por mais dois meses e com seis meses Alicia Vitória de Maria nasceu pesando 980 gramas. No total foram 110 dias que ela ficou naquele abençoado hospital. No dia em que nos ligaram às 9 da manhã, informando que haviam levado Patrícia para a sala de parto, pois não dava mais para esperar, eu e minha mulher (hoje coordenadora estadual da Intercessão da RCC no Maranhão) prostramo-nos de joelhos em oração, e só paramos de rezar quando ouvimos a voz de meu filho Raoni entrando em casa e dizendo; “nasceu...Alicia nasceu!”. Demos Glória a Deus em agradecimento. Hoje Alicia tem 3 anos de idade, nenhuma sequela, pega o celular e liga para mim...anda de bicicleta, come de tudo, já está na escola e é a coisa mais linda. Sigo dizendo cada vez que a vejo “aprontando” que ela foi e é uma promessa de Deus! Isso se chama Fé! De todos os familiares eu fui o único a não concordar em momento algum com qualquer iniciativa que não fosse a de deixar Deus agir. Essa história real dá para escrever um livro. Muito emocionante!
Clélio – Também existe em comum entre nós dois, a Fé que nos mantém de pé. O rezar ou orar, o colocar Deus sempre no comando de nossos projetos, etc. Com você, foi sempre assim?
MH- Vou repetir algo que falei quando fiz o VICEVERSA com o meu amigo José Viegas, da Associação Maranhense de Escritores Independentes - AMEI. Mesmo tendo uma educação presbiteriana, (toda a minha família, por parte de mãe, é evangélica), acabei por estudar muitas outras concepções religiosas e seus próprios sacrifícios. Todos esses estudos, não dogmáticos, não amordaçados, veio fortalecer ainda mais meu amor e minha fé em Deus, da maneira como O concebo. Eu também fiz vários sacrifícios para chegar ao estágio de entendimento onde me encontro hoje. Assumi algumas posições bem difíceis, após ler trabalhos pertinentes ao Jesus Messiânico, fora dos contextos constantinos. Para entender onde pisava, raciocinei muito em cima das compreensões desenvolvidas pelos tutores do Apocalipse. Os mesmos que aguardavam um ‘Messias Filho do Homem, descido dos céus’. Tive que ler a Concepção dos Essênios, a qual esperava um Messias Sacerdotal. Tive que vivenciar o que os Zelotes cultivaram através dos movimentos (revolucionários) populares. Tive que entender que muita gente via Jesus, como um Monarca de descendência Davídica. Diante de tantos exemplos, em cima de inúmeras concepções acerca de Jesus, acabei por respeitar quaisquer que fossem as religiões, seus conceitos e suas promessas. A partir daí, estudei o Espiritismo, a Umbanda, o Terecô, interessei-me pelas Mensagens Akáshicas, reabilitei meu lado cósmico e ufológico. Assim, posso responder afirmando que minha fé me leva antes de tudo, à capacidade de entender a minha Espiritualidade, meu lado Místico e minha Religiosidade, sem perder a ternura, porque eu acredito em Deus! Por isso, canto sempre, com Aline Barros – ‘Sonda-me’: "Usa-me, Senhor (...). Eu quero ser usado da maneira que te agrade / Em qualquer hora e em qualquer lugar ..."
MH – Uma pergunta interessante para quem tem tanta experiência de vida e que ela não pode parar. Então, você acredita em vida pós morte?
Clélio: Uma vez, Dom Felipe Gregory, que já nos deixou, então presidente Internacional de Caritas por dois mandatos, viajando o mundo inteiro, muito meu amigo e brincalhão, me respondeu a essa pergunta que o fiz em um programa de televisão que eu apresentava, e ele disse em bom “gauchês”; Olha guri, nunca ninguém voltou de lá para me contar alguma coisa. Mas creio no que prego...e lhe digo sem discutir ou entrar em maiores detalhes, que acredito em vida depois da morte”. Respondendo à pergunta...faço minhas as palavras de Dom Felipe Gregory.
Clélio– Nos voltemos agora para outro ponto em comum que temos, muito embora me considere um aprendiz do ofício literário, de onde surgiu a ideia de fundares a Academia Poética Brasileira, hoje com características, inclusive internacional?
MH - Há inúmeras academias neste país. Todavia, poucas visam a grandiosidade do talento individual, sem quaisquer que sejam as discriminações. Na APB o que temos, é a reunião de talentos, de produtores de literatura, arte e música, nem todos, conhecidos da grande mídia ou cultuados como deuses. Não! Participar da APB é antes de tudo um reconhecimento dessa instituição ao membro-integrante. Não o contrário. Nossos membros se tornam imortais pelo que produzem, não porque têm nome, ou foram indicações políticas. O valor interior, o lado humano, as características que envolvem esse talento são peças fundamentais para participar da APB. E a instituição teve um crescimento maravilhoso ao convidar essas pessoas. Elas iluminaram a academia e fizeram com que fosse reconhecida e respeitada, porque as pessoas que compõem os quadros acadêmicos são reconhecidamente poetas, artistas e músicos respeitados em suas áreas. Isso me deixa muito feliz em presidir uma confraria de tantos talentos. Junto à academia, vários veículos de comunicação que não ficam devendo nada aos grandes difusores deste país, já os consagraram mundialmente. Cada membro. Temos a 'Revista Poética Brasileira', o suplemento 'Acervum', a plataforma 'Facetubes', a 'DialradiowebTV', fruto de uma concepção de entendimento sociocultural muito intensa e que deu certo, ao longo de todos esses anos. A Academia recebeu ano passado, dois prêmios internacionais de 'incentivo à cultura brasileira' e seus membros têm recebido prêmios nacionais e internacionais, fato que nos deixa bastante orgulhosos. Do mesmo jeitinho como a letra desta música ‘Amor Electro’/A Máquina, grupo de rock português: "Juntos, somos mais fortes / Seremos o céu que abraça o mundo / Juntos, seremos a voz que acende o amor, o amor ...".
MH – Você produziu e trabalhou com muitos artistas brasileiros. Gostaria de conhecer, rapidamente, a história de um deles, com quem você mais se afinou. Pode?
Clélio: Durante 38 anos trabalhei como empresário de shows, e produzi para minha empresa Agência Três ou para empresas que me contratavam, mais de 400 artistas nacionais e alguns internacionais. Tenho uma enorme lista que estou fazendo que vai de A, de Antonio Marcos ou Alceu Valença, Alcione... a Z, de Zezé de Camargo e Luciano, Zé Ramalho, etc. As bandas que começaram na década de 60, tais como Fevers, Renato, Pholhas, Os Incríveis, e outras. Todas as bandas de rock pop das décadas de 70, 80 e 90 tais como RPM, Paralamas, Engenheiros, Kid Abelha, Los Hermanos, Blitz, Titãs, CPM 22, KLB, bandas de Pagode, Só pra Contrariar, Raça Negra, Cara Metade, no geral; Xuxa modelo, Xuxa apresentadora de TV no auge em 88, Angélica, Mara, Sandy e Júnior, Lobão, Rita Lee, Chitãozinho e Xororó, Leandro e Leonardo, só Leonardo, João Paulo e Daniel, só Daniel, Bruno e Marrone, Jerry, Wanderley Cardoso, Luiza Brunet...Pinduca, Waldick Soriano, os Genivais Santos e Lacerda.....não cabe tudo aqui não. Mas um deles virou meu irmão; Peninha. Com este, mesmo quase 20 anos depois de encerrar minha carreira, costumamos nos falar ao menos umas três vezes por semana. Tem outros com quem mantenho contato de quando em vez, mas Peninha é de casa. Também foram muitos anos e muitos estados percorridos com seus shows especialmente na década de 80.
CS - Apesar de teres se ausentado do Maranhão – sabes lá, se só por algum tempo – mas o mestre tem os olhos fixados em produtores culturais estacionados em várias cidades do Estado, como São Luís, Santa Inês, Imperatriz, Caxias, etc. A APB também está de olho nesses novos nomes da literatura maranhense que estão desabrochando ou que necessitam de maior espaço para expor o que produzem?
MH- Sim. Como três cadeiras vagaram este ano, a direção estuda a possibilidade de indicação de um nome, dessas regiões, para uma dessas cadeiras. Mas há membros do interior maranhense com imensa honra. Luiza Cantanhede/Paulo Rodrigues, (é o vice-presidente regional da APB/MA), Santa Inês-MA, Elisa e Kleber Lago e Samuel Barreto, in memoriam, (Pedreiras-MA), Ana Néres Pessoa (Esperantinópolis-MA), Maria do Socorro Menezes (Trizidela do Vale-MA). A APB está com suas antenas ligadas em busca de novos talentos. Isso me lembra a música de Flávio José acordeonista de primeira: “Eu quero é cantar o Nordeste / Que é grande e que cresce / E você não conhece doutor / De um povo guerreiro, festivo e ordeiro / De um povo tão trabalhador...”. O nome é “Orgulho de Ser Nordestino”.
MH – Você tem um texto magnífico. Eu por exemplo, recebo insights da ideia quase formada, quando vou colocar no papel. Qual é a sua reação quando vai escrever crônicas tão bonitas?
Clélio: Não me preparo para isso. Na verdade eles brotam em pequenas frases às vezes quando estou tomando banho, assistindo TV, lendo um livro....e daí se tiver tempo, viram logo conteúdos que são desenvolvidos sem perder muito tempo. Costumo escrever uma poesia em 20...30 minutos. Uma matéria em 10 minutos....um texto crítico em 30 minutos, pois quando acho que estou sendo muito radical, mexo na forma de tratar do assunto, mas sem fugir o objetivo dele. Apenas um pouquinho de delicadeza na hora de “emparedar” alguém ou algo. Se tivesse tempo e não cuidasse tanto de minha saúde, escreveria um livro a cada semana.
Clélio - E para finalizar, quero deixar claro aqui, que eu também gostaria de passar uma temporada em Curitiba (onde moram alguns cunhados meus e até uma sobrinha) ou em Maringá, outra cidade paranaense que eu admiro. Minha Mulher Aldrey Barbosa nasceu em Maria Helena, cidade que fica nos arredores de Maringá, onde seu pai foi político (vereador) e até delegado. Minha sogra é de Campo Mourão. Fica aqui a última pergunta de minha participação nesse seu bem bolado projeto (ViceVersa). Pergunta: Quando pretendes voltar a morar no Maranhão?
MH- Assisti a uma palestra da Monja Coen, ano passado. E uma coisa ficou realmente gravada em minha alma. Ela disse que a gente acha que o Mundo está muito distante de nós, que está separado de nós. Mas não é bem assim. Nós somos esse Mundo, somos a vida do Universo, em constante movimento. Com base nisso, penso que a minha cidade está bem dentro de mim. Sinto-me acariciado pelo palavreado de migrantes nordestinos, quando visito o centro de Curitiba. O paralelepípedo que restou no calçamento da rua Riachuelo, rasga meu mindinho, da mesma forma que a antiga Rua Grande o fazia, quando andava de chinelos de dedo. Quando o sol se revolta contra a umidade e frieza de Curitiba e se alarga no parapeito da saudade, sinto-me à beira-mar de São Luís. Outro dia, atentei para a placa de uma lojinha de esquina. Está lá: 'Boutique Flor de Lis'. Quando me acerco das paradas de ônibus, vez por outra passa um, cujo bairro é Boqueirão. Tem uma linha que segue direto no rumo do São Francisco. Tem um amigo, em um dos Sebos que frequento, que se chama Gullar. Outro, Bacelar. O japonês do pastel da feira tem o nome Santos, de meu pai, José. Na feira de artesanato, tem milho cozido. Canjica (em Curitiba, Cural). Aqui, tenho alguns amigos que também me transferem calor e carinho nos abraços. Aqui se fala nas palestras literárias de Ferreira Gullar, Catulo, Sousândrade, Bandeira Tribuzi. Aqui se canta Zeca Baleiro e Claudio Fontana. Aqui se fala em Praia dos Lençóis. E para quem gosta de tomar uma bebida alcoólica para matar a saudade, existe o 'Bar da Madá', tão famosa nos tempos das bases de encontro, em S. Luís. Tem a rua São Luís, no bairro Cabral. Tem a capela Madre de Deus. Então, caro amigo Clélio Silveira, acho que carrego minha amada São Luís dentro de mim, como disse a Monja Coen. Tais cenários são pura criação apaixonada de um saudoso ludovicense. Como ensina Sun Tzu em “A Arte da Guerra”: ‘(...) trate seus homens como filhos e eles o seguirão aos vales mais escuros. Trate-os como filhos queridos e eles o defenderão com a própria morte’, assim, voltarei algum dia, pois São Luís sempre me tratou como um filho querido. Não custa também sonhar com a cidade natal. Foi o que fiz, quando compus “Alumiô”:
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