Editoria-Geral da Plataforma Nacional do Facetubes c/Mhario Lincoln
Cordeiro Filho tem produzido demais nos últimos anos. Membro efetivo da Academia Poética Brasileira, sem dúvida, orgulha seus pares pelas participações em todas as atividades da Instituição Literária. Em 2015, ele teve uma brilhante ideia, justamente quando tablets e videogames já haviam dominado a rotina infantil.
É o livro Brinquedos e brincadeiras de crianças, publicado em parceria com a Secretaria de Esportes e Lazer do Maranhão. Nele, entre fios, latas, roque- roque, pés-de-lata, pião, amarelinha, Cordeiro faz um convite à reconexão com a infância em sua forma mais pura e criativa. Desta feita, a obra reconstrói elementos simples que, apesar de esquecidos, carregam uma potência lúdica insubstituível. Quem não brincou com esses elementos que levante a mão?
Ao propor que as crianças construam seus próprios brinquedos, o autor estimula a criatividade de forma prática e generosa. A atividade manual e colaborativa não apenas diverte, como ajuda no desenvolvimento motor, cognitivo e social — habilidades que os jogos eletrônicos, muitas vezes, não favorecem.
“Brincar não exige tecnologia, mas sim imaginação e interação”, como ele mesmo disse, dia do lançamento do livro, em São Luís do Maranhão. Assim, o lúdico, comprovadamente, promove aprendizagens significativas. Segundo pesquisas da Editoria-Geral do Facetubes, o brincar-lúdico estimula a criatividade, a interação social, o desenvolvimento motor e cognitivo por meio de relações grupais e experiências concretas. As brincadeiras também contribuem para a resolução de problemas, o aprimoramento da memória, a concentração e o desenvolvimento emocional, de acordo com a “Neuro Saber Revista”.
Em contrapartida, o consumo excessivo de jogos digitais pode reduzir a atividade física, limitar trocas sociais reais e restringir a expressão criativa. Ainda que existam tecnologias lúdicas com benefícios, a riqueza do contato físico e da criação compartilhada é única — e o livro reforça essa ideia de que a brincadeira acontece com o corpo, as mãos e os pares.
Além de resgatar práticas populares de infância, Brinquedos e brincadeiras de crianças estende seu alcance ao leitor adulto — pais, professores e cuidadores —, estimulando o protagonismo na mediação do brincar. A proposta é clara: “ao estimular a construção de brinquedos simples, o livro contribui para a formação de uma infância democrática, criativa e conectada à socialização comunitária”, assevera o artista e imortal (APB), Cordeiro Filho.
No fundo, ao propor o retorno às raízes lúdicas por meio da simplicidade criativa, o livro desse artista maranhense não apenas celebra jogos esquecidos, mas reivindica um direito infantil essencial: “o direito de brincar com liberdade, imaginação e companhia”, arremata.
Um lembrete de que a infância plena é construída com poucos recursos — mas com muita imaginação compartilhada.
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