Textos Escolhidos
Autora escolhida: Mariana Peixoto
Livro traz Nelson Motta por ele mesmo, mas em terceira pessoa
Jornalista, compositor e produtor musical diz que se sentiu mais livre para 'botar para fora' as histórias como se fossem as de um personagem visto a distancia
Sorte não é mérito. Mas o que fazer com ela, sim. Nelson Motta, ao longo de seus quase 76 anos (serão completados no próximo dia 29), soube tirar proveito máximo do que o destino aprontou com ele. É em torno de sua fortuna – e mulheres, música, ídolos, família, drogas e viagens ao redor do mundo – que o jornalista, escritor, letrista e produtor musical escreveu a autobiografia De cu pra lua – Dramas, comédias e mistérios de um rapaz de sorte (Estação Brasil).
Para dar conta de tanta coisa, o autor se desprendeu de si mesmo. Escreveu na terceira pessoa de forma rápida, leve e divertida (até nos dramas ele encontra alguma graça). Mas não se aprofunda em coisa alguma, tanto que não se deve esperar uma continuação de "Noites tropicais – Solos, improvisos e memórias musicais" (Objetiva), o livro no qual repassa boa parte da história da MPB. Muitos dos temas tratados no volume de memórias de 20 anos atrás passam de raspão neste aqui. (Abaixo, resumo da entrevista):
Este título, numa época destas? ("De Cu pra Lua").
É uma bobagem, uma expressão corriqueira, de rua... Na verdade, é a primeira vez que tive a ideia do título primeiro, antes de escrever o livro. Em todos os outros, foi sempre um problema. Na última hora, quando o livro estava entrando na gráfica, tinha que escolher o título.
Por que escrever sobre si mesmo na terceira pessoa?
Foi libertador. Claro que nunca me passou pela cabeça que sou um Pelé. O Nelsinho não é Pelé. Mas acho que é um personagem muito interessante contado de longe, visto 50, 70 anos depois. Eu fiquei muito mais livre para botar pra fora exatamente o que eu me lembrava daquele personagem. Ao me distanciar, pude criticar o personagem, fazer piada com ele. Me senti completamente independente do Nelsinho, tratei como se fosse um personagem de ficção que já veio pronto. Parti do título, da terceira pessoa e da exploração dos mistérios da sorte. Mas estava duro. Tinha escrito umas 50 páginas só. Aí veio a quarentena e escrevi o resto em dois meses, um absurdo. Tranquilo em casa foi rapidíssimo. O critério foi escolher casos interessantes e divertidos. Se fracassos ou sucessos, não interessa. O Nelsinho acha que sucesso é muito bom, mas não ensina. É nos fracassos que as pessoas aprendem, pelo menos aqueles que assumem sua responsabilidade.
Para ler a íntegra:https://www.uai.com.br/app/noticia/artes-e-livros/2020/10/23/noticias-artes-e-livros,263978/livro-traz-nelson-motta-por-ele-mesmo-mas-em-terceira-pessoa.shtml
EDUCAÇÃO Maranhense Sharlene Serra integra a programação da Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2026
EXCLUSIVO Euclides Moreira Neto: “DESFILE DO DIA DA RAÇA E O 7 DE SETEMBRO”
MUSICA É VIDA Chiquinho França levou “Fissura” a Brasília, no Clube do Choro, território de encontro da música brasileira
SETEMBRO SETEMBRO AMARELO: “ATENÇÃO! SINAL AMARELO”
MUNDO NOVO “OBRAS LITERÁR(IA)S?”, crônica do professor e membro APB-MA, José Neres.
Mohana e Cassas “PLENITUDE HUMANA”: O LIVRO EM QUE JOÃO MOHANA COLOCOU O HOMEM DIANTE DE SI MESMO Mín. 13° Máx. 26°
Mín. 10° Máx. 17°
ChuvaMín. 7° Máx. 11°
Chuvas esparsas
Coluna de RUY PALHANO A crise na Justiça e os impactos comportamentais, institucionais e morais
Academias Brasil/Exterior Coirmãs JOÃO AURÉLIO DO VALE: “ENQUANTO HOUVER QUEM CARREGUE ESSA BANDEIRA, A HISTÓRIA DO MEU PAI NÃO IRÁ MORRER”
Marco Neves De Homero ao autoclismo português: 3000 anos de grego
Esmeralda Costa ACLC celebra cinco anos de existência cultural e escreve página histórica