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SÃO LUIS SEDIOU O VIII CONGRESSO INTERNACIONAL DE LITERATURA INFANTO JUVENIL (CILIJ)

Convidada: Joseane Maria de Souza e Souza. Bibliotecária, Especialista em Administração Pública, Mestranda em Políticas Pública (PPGPP/UFMA).

28/11/2025 às 17h31 Atualizada em 28/11/2025 às 17h56
Por: Mhario Lincoln Fonte: Joseane Maria de Souza e Souza (Autora).
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Divulgação
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Joseane Maria de Souza e Souza

 

Coordenadora geral do CILIJ,  
profa. Dra Renata Junqueira

Os congressos, seminários e encontros configuram-se como espaços fundamentais de formação em diferentes áreas do conhecimento. No campo da leitura e da literatura infantil e juvenil, o Congresso Internacional de Literatura Infantil e Juvenil (CILIJ) constitui-se como um importante espaço de reflexão, qualificação e circulação de saberes. Nessas instâncias, é possível promover o intercâmbio de experiências entre professores, bibliotecários, escritores, editores, livreiros e grupos de extensão universitária, fortalecendo práticas e políticas de democratização do acesso à leitura, à literatura e às ações de mediação.

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Entre os dias 19 e 21 de novembro, São Luís sediou a oitava edição do CILIJ, cuja temática central — “Mediação Literária e Formação de Leitores” — orientou debates, apresentações e diálogos sobre os desafios contemporâneos da mediação da leitura e da  literatura infantil e juvenil.

O encontro reuniu pesquisadores, docentes, discentes, escritores e mediadores de leitura do Brasil e de outros países, reforçando a importância da literatura infantil e juvenil na formação de leitores críticos, sensíveis e socialmente implicados. As atividades ocorreram no Centro Pedagógico Paulo Freire, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Mesa de abertura. Fala da Profa. Dra Leoneide Martins - Coordenadora do GEPPLEM

A realização do congresso é uma iniciativa do Grupo de Pesquisa PROLELI, vinculado à Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP), campus de Presidente Prudente, em parceria com o Grupo de Pesquisa e Extensão em Mediação e Práticas de Leitura (GEPPLEM), do curso de Biblioteconomia da UFMA. Consolidado no cenário nacional, o CILIJ tem se afirmado como um espaço privilegiado de discussão acadêmica e política sobre a literatura infantil e juvenil, especialmente ao defender a leitura como direito social e prática formadora de sujeitos e coletividades.

A programação desta edição reuniu conferências, mesas-redondas, rodas de conversa, sessões de comunicações, apresentações culturais e lançamentos de livros, contando com a participação de pesquisadores brasileiros e estrangeiros. Trata-se, portanto, de uma iniciativa que articula pesquisa, formação e ação cultural, contribuindo para o fortalecimento do campo da literatura infantil e juvenil e para a ampliação do debate sobre mediação e formação de leitores no Brasil.

 

EM DESTAQUE: Escritora Bru Junção (Portugal). Professores Roger Melo e Rovilson e escritor Felipe Munita (Chile).

A conferência de abertura ocorreu na manhã do dia 19 e foi conduzida pelo professor e poeta Felipe Munita (Santiago-Chile), que apresentou o tema “Dez versos na minha janela: mediações de leitura e escrita poéticas”. No turno da tarde, tiveram início as mesas temáticas. A primeira, intitulada “Os espaços de mediação literária: dentro e fora da escola”, contou com a participação do Prof. Dr. Rovilson José da Silva (UEL) e do escritor e ilustrador Roger Mello. Em seguida, foi realizada a mesa “Censura e temas polêmicos na literatura: como abordá-los com as crianças?”, com a Profa. Dra. Cyntia Graziela G. Simões Girotto (UNESP/Marília) e a escritora e editora Márcia Leite.

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Durante a abertura, a coordenadora geral do evento, Profa. Dra. Renata Junqueira, destacou que o congresso recebeu 526 trabalhos inscritos, dos quais 180 apresentados de forma on-line. As comunicações foram organizadas em 11 eixos temáticos e apresentadas nos turnos da manhã e da tarde do dia 20. A diversidade das pesquisas e relatos de experiência evidenciou a vitalidade e amplitude do campo da literatura infantil e juvenil e das práticas de mediação.

Nesse contexto, apresentei, em coautoria com Wanda França e Kédia Mara Brandão, o trabalho intitulado “Aventura, memória e encantamento: a literatura infantojuvenil de Josué Montello”. Nosso objetivo foi evidenciar a relevância do autor no cenário literário brasileiro e defender a necessidade de aprofundar a discussão crítica sobre sua produção infantojuvenil — ainda pouco explorada pela pesquisa acadêmica — como contribuição formativa.

No final da tarde do dia 20, realizou-se a roda de conversa “Literatura Infantil e Juvenil Maranhense: entre vozes, letras e melodias”, com a participação do Prof. Dr. Dino Cavalcante (UFMA), da Profa. Ms. Luanda Campos (SEMED; escritora) e do escritor Wilson Marques, sob mediação da Profa. Dra. Leoneide Martins (UFMA/GEPPLEM).

A programação do dia 21 foi marcada por duas mesas temáticas, ambas com debates densos e experiências diversas. A primeira, “Literatura e relações étnico-raciais: contribuições para a educação antirracista”, reuniu Sônia Rosa (escritora e contadora de histórias), Rafael Calça (quadrinista e ilustrador) e Otávio Júnior (escritor e contador de histórias). Em seguida, a mesa Literatura Infantil e Juvenil: práticas que formam leitores” contou com Ilsa Goulart (UFLA), Prof. Dr. Marivaldo Omena Batista (UNESP/Presidente Prudente) e a poeta e escritora Glória Kirinus.

No período da tarde ocorreu a conferência de encerramento, “À Boca do Berço”, ministrada pela escritora portuguesa Bru Junça (Évora). Logo após, foi realizada a entrega do Prêmio PROLELI, com votação realizada por famílias (na categoria livros para bebês) e por crianças dos anos iniciais (na categoria livros infantis). A apresentação e os agradecimentos finais foram conduzidos pelas Profa. Dra. Renata Junqueira e Profa. Dra. Leoneide Martins (UFMA/GEPPLEM), em nome da equipe organizadora do VIII CILIJ. O evento integrou, ainda, dois momentos culturais: na abertura, com o grupo Boi Barrica, e no encerramento, com a apresentação do Tambor de Crioula dos Onça, reforçando a dimensão estética e cultural que atravessa a formação de leitores.

VIII CILIJ proporcionou aos congressistas três dias intensos de trocas de conhecimentos e atualização sobre a produção da literatura infantojuvenil. O evento também favoreceu encontros entre pesquisadores, fortalecendo redes acadêmicas e estimulando articulações que poderão resultar em pesquisas conjuntas, publicações colaborativas e intercâmbios institucionais. Além disso, representou um espaço formativo significativo para estudantes de graduação e pós-graduação, contribuindo para sua inserção e ampliação no campo da pesquisa em literatura para crianças e jovens.

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As conferências e mesas temáticas estão disponíveis no youtube no canal do  PROLELI      http://www.youtube.com/@proleligp

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