
Plataforma Nacional do Facetubes
No projeto “Essas Nossas Letras”, já na quarta edição, Eloy Melonio convida o leitor a desacelerar e olhar o idioma por dentro, começando do ponto mínimo: a letra. Ao tratar cada caractere como personagem — com humor, memória cultural e ecos da canção popular — ele devolve uma ideiua sensível ao que costuma ser visto apenas como código. Em vez de decorar regras, o leitor passeia por uma “avenida das letras” em que som, forma gráfica e imaginário coletivo se encontram, fortalecendo a intimidade com a língua portuguesa e lembrando que todo grande texto nasce desse alfabeto aparentemente simples, mas cheio de histórias.
Partir da letra pode, sim, melhorar o entendimento da frase, desde que isso não seja um fim em si mesmo: ao automatizar o reconhecimento de cada letra e de cada grafema, o leitor libera espaço mental para interpretar sentidos mais complexos da oração e do texto. É justamente essa a linha de pesquisa de linguistas como Leda Scliar-Cabral, que estuda os "traços invariantes das letras e os valores dos grafemas no português brasileiro escrito, mostrando como cada unidade gráfica contribui para a compreensão global da leitura". (Revistas Eletrônicas PUCRS).
Nesse sentido, o trabalho de Eloy Melonio funciona como ponte entre ciência da linguagem e fruição literária: faz o leitor brincar com o alfabeto e, ao mesmo tempo, enxergar na letra o primeiro degrau de uma leitura mais consciente.
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ESSAS NOSSAS LETRAS!!!
Eloy Melonio, exclusivo para a Plataformas Nacional do Facetubes
Que tal um passeio pela Avenida das Letras para destacar palavras e soletrar ideias?
K (cá)
“K” não é uma qualquer, como o "Q" de "quadrilha". É coisa de King, e é tão versátil que ri à toa: “KKK”. Se, por acaso, um dia você acordar e tudo estiver de K para baixo, não se desespere. É só um pesadelo kafkiano.
L (ele ou lê)
Literalmente levado, L (não ele ou ela) lava a jato a roupa suja de ladrões levianos. Na mesma vibe de Chico Buarque, eLe “vai levando". Seja essa vida, seja lá o que for: a lama, a dinheirama. Lembro, aqui, que “lero-lero” não é nome de pássaro. É conversa mole, sem lenço e sem licença poética.
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