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Cidades Entrevistas

Gabriela Lages Veloso: “UMA CARTOGRAFIA DA ESCRITA DE MULHERES”

Entrevista com a acadêmica APB-MA, escritora e poeta Joizacawpy Muniz Costa

19/12/2025 09h46
Por: Mhario Lincoln Fonte: https://feminarioconexoes.blogspot.com/2025/12/uma-cartografia-da-escrita-de-mulheres.html
Arte: mhl
Arte: mhl

ENTREVISTA COM JOIZACAWPY MUNIZ COSTA

Por Gabriela Lages Veloso

Texto original de: https://feminarioconexoes.blogspot.com/2025/12/uma-cartografia-da-escrita-de-mulheres.html

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A literatura dá voz e poder às mulheres, bem como é uma importante arma de combate contra as desigualdades de gênero. Na intenção de mapear as margens e abrir espaço para as novas vozes sociais, nossa coluna intitulada Uma Cartografia da Escrita de Mulheres tem como principal objetivo promover a valorização de escritoras contemporâneas, através de entrevistas. Hoje, temos a honra de receber Joizacawpy Muniz Costa, uma escritora de destaque na literatura maranhense atual.

Joizacawpy Muniz Costa, filha de João Batista Costa e Raimunda Carvalho Muniz Costa, nasceu na cidade de Santa Inês (MA) e residiu, até aos 14 anos, em Monção (MA). Atualmente, mora em São Luís, capital do Maranhão. É escritora, pedagoga, com especialização em psicopedagogia, e professora da rede municipal de São Luís (MA). Membro da Associação Maranhense de Escritores Independentes (AMEI); da Acadêmica Interacional de Literatura e Artes Poetas Além do Tempo (AILAP); da Academia Interacional (FEBACLA), na cadeira 159 - Patrona Maria Montessori; da Academia Vianense de Letras (AVL); da Sociedade de Cultura Latina do Estado do Maranhão (SCLMA); do Coletivo de Escritores Maranhenses (C.E.M); da Academia Maranhense de Letras e Belas Artes, e é membro correspondente da Academia Zedoquense de Letras, e, da Academia Poética Brasileira (APB). É autora dos livros Essência de Uma Alma: Poesias e Reflexões (Editora JJ Viegas, 2020), Marca das Palavras (Editora JJ Viegas, 2022) e Deixa-me Voar! (Editora JJ Viegas, 2024). Atualmente, é colunista da plataforma Facetubes, membro do Grupo de Estudos em Literatura Maranhense da UFMA (GELMA) e participante do Sarau Poético Ludovicense. 

Gabriela Lages Veloso: Como você começou a escrever?

Joizacawpy Muniz Costa: Minha escrita começou de forma muito espotânea, logo na adolescência comecei a rasbiscar os primeiros textos de forma muito simples, porém antes dessa etapa quero ressaltar que cresci num ambiente propício para os livros, sendo minha mãe professora e meu pai leitor assúduo. Os livros estavam à minha disposição assim como os brinquedos, o curioso é que eu escolhi ler e me bezuntar com o prazer da poesia, isso de forma autônoma, ninguém me apresentou esse gênero, eu o busquei nas estantes de livros da minha casa. Durante a quarta série, a professora Socorro Amorim incentivou muito a minha prática da escrita. 

G: Por que você escreve?

Joiza: Escrevo por amor às palavras, ao texto, às ideias. Desejo que as minhas mensagens cheguem aos meus leitores e possam contribuir com as suas vidas, tanto no aspecto de apreendizagem, quanto nas questões filosóficas que nos fazem pensar e repensar a vida, e também desejo que as minhas palavras, em especial os versos, toquem corações e que sejam um bálsamo para alma.

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G: Quais escritoras(es) te inspiram?

Joiza: Minhas inspirações vieram inicialmente com nomes nacionais, tais como: Cecília Meireles, Clarice Lispector, Gonçalves Dias, Drummond, Mário Qintana e tantos outros. Porém, com o tempo, esse leque de referências foi naturalmente crescendo, e então encontrei: Maria Firmina dos Reis, Laura Rosa, Mariana Luz, Flor Bela Espanca e muitas escritoras contemporâneas que fazem parte de meu convio. 

G: A sua formação acadêmica, na área de Pedagogia, tem alguma influência na sua escrita literária?  

Joiza: Minha área de formação tem muita influência no meu fazer literário, primeiro porque a pedagogia nos faz caminhar por diversas áreas de conhecimento, mas também porque aguça a nossa atenção e amplia a nossa senssibilidade, elementos esses que são essenciais para quem escreve, e por fim por ser o pilar das aprendizagens de modo geral.

G: Comente sobre a sua obra Essência de Uma Alma: Poesias e Reflexões (2020). Quais são as principais temáticas desse livro? Onde podemos adquiri-lo? 

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Joiza: Essência de uma alma é uma obra que engloba um misto de situações, traz observações do mundo, tanto o palpável como o abstrato, emoções e descobertas, que revelam a minha forma muito peculiar de ver e entender o mundo, sem encerrar essa visão somente pelo meu ponto de vista, por isso, a percepção do outro também está presente. É um livro dividido entre poemas e cricas que se faz concreto tendo como fontes de inspiração o mundo, as minhas vivências e sentimentos. Esssa obra pode ser encontrada na AMEI.

G: E quanto ao seu livro Marca das Palavras (2022)? Explique o título e suas implicações no sentido da obra, e onde podemos adquiri-la.

Joiza: Marca das Palavras é um verdeiro tributo à palavra, matéria-prima essencial para a construção do texto e a organização de ideias e pensamentos. Sou apaixonada pelas palavras e foi essa paixão que conduziu toda a contrução dessa obra, que é voltada para tudo que a palavra representa, inclusive o poder da eternidade e da imortalidade. Eu digo que os poemas dessa obra são vivos, pois interagem diretamente com os leitores. Essa obra pode ser encontrada na AMEI, porém, restam poucos exemplares.

 

G: Além de escritora, você também é professora da educação básica. Como você aborda a leitura nas suas aulas? 

Joiza: Como professora, eu abordo a leitura numa atmosfera de encantamento, para além do que o currículo traz, costumo trabalhar com a leitura diretamente engajada com a literatura, para isso costumo organizar o trabalho em forma de projetos, inclusive o meu terceiro livro lançado foi Embalos Infantis, uma obra poética voltada para o público infantil, pois trabalho com séries iniciais do ensino fundamental. O lançamento dos Embalos Infantis aconteceu no espaço escolar e conseguimos dessa forma envolver toda a comunidade nesse processo de valorização da literatura, nesse momento distribuímos 300 exemplares do meu livro para os alunos. 


G: Fale sobre os seus demais projetos na área de literatura e cultura, como, por exemplo, a sua coluna na Plataforma Facetubes. 

Joiza: Estou extremamente envolvida com a literatura, que é uma paixão arrebatadora para mim, estou fazendo parte de vários sodalícios e grupos literários, buscando sugar a seiva da literatura em todos os espaços possíveis. Tenho participado de muitas antologias, em feiras literárias e tenho uma coluna na plataforma Facetubes sob a direção do presidente da APB, Mhario LIncoln, a plataforma tem oportunizado ao meu fazer literário uma grande expansão, pois possibilita que eu escreva para um público bem abrangente porque esta tem um longo alcance, é um espaço maravilhoso que me dá oportunidade principalmente de mostrar a literatura e seu universo mediante os acontecimentos literários sociais, sobretudo do Maranhão. Tenho livros em construção que serão lançados oportunamente.

G: Mais do que escrever, é necessário fazer ecoar nossas vozes. Assim, se destacam as Academias de Letras e Artes. Qual é a importância da participação de escritoras em Academias e coletivos literários, para você? 

Joiza: Tenho em mente que a voz feminina, assim como a masculina, é de fundamental impotância nos espaços literários. Somos fruto de um modelo de sociedade patriarcal, em que a voz da mulher não tinha eco até algum tempo atrás, entretanto, com a evolução humana as mulheres têm conquistado seus espaços na sociedade, seu lugar de fala e sua contribuição na literatura é inegável. Sendo assim, merecemos (e devemos) estar em pé de igualdade com os homens nas intituições literárias, fazendo ecoar nossas vozes cheias de peculiaridade e sensibildades significativas. 

G: Como convidada da nossa coluna Uma Cartografia da Escrita de Mulheres, qual mensagem você deixa para a nova geração de escritoras?

Joiza: Quero que a nova geração de escritoras, que já oferece frutos, possa confiar em seu talento, competência e engajamento social, e que possa ser capaz de ajudar a alcançar uma cultura literária em que as mulheres ecoem as suas vozes com muita convicção, por meio da escrita, ajudando a recompor uma sociedade mais justa e igualitária no que se refere a homens e mulheres.

 

A autora da entrevista

 

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Liga da Poesia ModernaHá 10 meses atrásRGSGabriela, vc não podia ter escolhido pessoa mais adequada para falar desses assuntos. Sou leitora assídua desta Plataforma e da Joizacawpy, em seus artigos e cronicas e tenho falado aqui para meus pares na Liga da Poesia Moderna, em Porto Alegre-RGS, que Joiza é objeto de estudos aprofundados, haja vista sua altíssima capacidade de produzir coisas puras e belas, sem a influência da fatídica maneira egoista de transformar sua poesia em painel iluminado de aplausos. A Liga está atenta.
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