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“Três Gigantes da Música Popular Maranhense”, por Carlos Augusto Furtado Moreira

“Esses artistas levaram cada um a seu tempo ao público a magia de suas composições, promovendo um diálogo sensível entre música, literatura e memória cultural.” (Cel. Furtado).

05/02/2026 às 11h15
Por: Mhario Lincoln Fonte: Carlos Augusto Furtado Moreira
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Arte: mhl
Arte: mhl

Por Carlos Augusto Furtado Moreira

A Música Popular Maranhense é um território vasto, fértil e profundamente identitário. Entre seus muitos expoentes, três nomes se destacam não apenas pela excelência artística, mas pela coerência ética, generosidade e compromisso com a cultura do Maranhão: Josias Sobrinho, Chiquinho França e Tutuca Viana.

Conheci cada um deles em momentos distintos, sempre em contextos ligados à Academia Maranhense de Ciências, Letras e Artes Militares (AMCLAM). Atendendo a convites para participarem de eventos literários, esses artistas levaram cada um a seu tempo ao público a magia de suas composições, promovendo um diálogo sensível entre música, literatura e memória cultural.

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Em todas essas ocasiões, ofereceram ao público não apenas suas obras, mas um gesto raro de desprendimento: abriram mão de seus cachês, movidos pelo amor à arte e pelo espírito de compartilhamento.
Esse gesto, longe de ser banal, revela uma dimensão muitas vezes invisibilizada do fazer artístico: a vocação. Ainda que, como todo profissional, dependam de remuneração para sua subsistência, nesses artistas emerge uma convicção maior — a de que a arte, quando verdadeira, também é ato de resistência, generosidade e esperança. Esperança, sobretudo, de que o poder público reconheça, um dia, que a música produzida no Maranhão possui a mesma qualidade, densidade estética e relevância cultural daquela que, não raras vezes, é importada “a peso de ouro” de outros estados.

Foi após uma convivência mais próxima, em reuniões e projetos culturais, que essa percepção se consolidou. Ao serem convidados para integrar a 1ª FELICAM – Feira de Livros das Academias do Maranhão, iniciativa da AMCLAM, aceitaram prontamente e, mais do que isso, contribuíram de forma ativa com ideias e propostas que enriqueceram a concepção do evento. A partir daí, o acompanhamento de suas trajetórias artísticas revelou uma produção musical plural, sofisticada e profundamente conectada às múltiplas identidades do Maranhão.

Chiquinho França apresenta um repertório vasto e instigante, com composições como Frevo Diminuto, Mr. Moto, Pegadas, Baixada, Chuva de Abril, Nossos Blues e Blues Legacy. Seu trabalho transita com naturalidade entre o frevo, o blues e o rock, incluindo vertentes como o psicodélico progressivo e o space rock, evocando experiências sonoras que dialogam com referências universais sem perder a marca autoral. Multi-instrumentista, domina violão, bandolim e guitarra, fundindo MPB com elementos do bumba-meu-boi, tambor de crioula, jazz, chorinho e pop rock. Quem ainda não ouviu seus solos de “Pink Floyd” não sabe o que está perdendo.

Josias Sobrinho, por sua vez, é um dos nomes centrais da Música Popular Maranhense. Compositor e intérprete de grande densidade poética, construiu uma obra que pode ser definida como um verdadeiro retrato sonoro do Maranhão, resultado da fusão entre ritmos folclóricos e uma estética urbana contemporânea. Canções como Dente de Ouro, Engenho de Flores e Catirina atravessam gerações, consolidando-se como referências da identidade musical maranhense e reafirmando sua posição como um dos compositores mais relevantes de sua geração.

Já Tutuca Viana revela uma abordagem refinada e sensível da música popular brasileira, com forte influência do samba, do baião e dos ritmos regionais do Maranhão. Compositor, cantor e instrumentista, explora gêneros como samba, samba-choro e samba-jazz, além de projetos que privilegiam a relação íntima entre voz e piano. Obras como Bença a João, Xote Opinião, Pra Navegar, Meu Samba Somos Nós, O Samba Não Tem Hora, Samba da Incerteza, Marchinha da Alvorada e Juçatuba confirmam sua maturidade artística e seu compromisso com a tradição e a inovação.
Portanto, celebrar Josias Sobrinho, Chiquinho França e Tutuca Viana é reconhecer que a grandeza cultural do Maranhão não está distante nem escondida. Ela vive, resiste e se renova na obra de artistas que transformam memória em som, identidade em canção e cultura em legado.

 

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Chiquinho França Há 1 semana São Luís O apoio e parceria do Coronel Furtado e a Academia nos ajudará muito nessa nossa luta em prol da revitalização da nossa música maranhense. Acredito que a união de artistas, acadêmicos e professores poderá gerar uma força de proteção a essas três classes importantes para o desenvolvimento do nosso povo e estado.
Francivaldo Souza.Há 1 semana De S.LuísCel. Pergunto? O que está havendo com a valorização da música do nosso estado já que ele tem tanta gente competente. esses três citados são suprassumos. então há necessidade de união de forças para erguer a música maranhense. Música também é cultura. Não só livros, mas a música, as tradições, o folclore, a musica raiz do nosso estado. Por que a Bahia faz tasnto sucesso e o Maranhão fica ao largo das coisas? Ajude-nos Coronel. Sua força e carisma são importantes para quebrar barreiras.
Músico Alexandre FreitasHá 1 semana São Luís MaranhãoMarlene, reforço aqui seu pensamento. O esforço que o Chiquinho França faz (há anos) para erguer a música do Maranhão é algo que precisa ser aplaudido e poucas pessoas se importam com isso.
Marlene (Deprat) Furtado. Intérprete Há 1 semana Bacabal MAA siatuação da música do Maranhão está tão em baixa, por parte do Poder Público, que quando a gente lê uma cronica dessas, nosso ego sobe e só agradece.
Josias Silva SobrinhoHá 1 semana São LuisObrigado, Cel Furtado pelo depoimento. Recíproca verdadeira!!
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