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Benedito Buzar 88 anos: crônicas e entrevista rememoram e reconhecem o valor de um grande intelectual

Em anexo, crônicas aplaudidas dos confrade José Neres e Linda Barros sobre Benedido Buzar.

21/02/2026 às 10h12 Atualizada em 21/02/2026 às 10h43
Por: Mhario Lincoln Fonte: PLATAFORMA NACIONAL DO FACETUBES & José Neres
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Buzar e Mhario Lincoln/AML/2016
Buzar e Mhario Lincoln/AML/2016

EDITORIA DE LITERATURA E ARTE DA PLATAFORMA NACIONAL DO FACETUBES-São Luís-Ma/27.02.2016  - A entrevista registrada no vídeo  captura um encontro raro entre duas gerações de observadores atentos da vida cultural maranhense. De um lado, Benedito Buzar, então presidente da Academia Maranhense de Letras, figura central na preservação da memória intelectual do estado. Do outro, o jornalista Mhario Lincoln, editor-sênior da Plataforma Nacional do Facetubes, atualmente, um dos maiores acervos da Literatura e da Música Maranhense.

O diálogo se desenrola como uma travessia pela história recente do Maranhão. Buzar, com sua fala pausada e firme, revisita episódios marcantes da política e da literatura local, sempre com o olhar de quem viveu os bastidores e compreende a importância de registrar o que muitos esquecem. Ele fala como cronista e como guardião — consciente de que a AML não é apenas um símbolo, mas um espaço de resistência cultural.

A entrevista ganha força justamente quando é comentado o papel das instituições culturais em um estado que convive com contrastes profundos. Buzar responde sem rodeios: "a literatura maranhense só se sustenta porque há quem a escreva, quem a leia e quem a defenda", confessa. E, nesse ponto, a conversa deixa de ser apenas uma troca de informações e se transforma em testemunho. Ele reafirma a necessidade de manter viva a tradição intelectual do Maranhão, mas também de abrir espaço para novas vozes, novos formatos e novas urgências.

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O tom é direto, quase confessional. Há momentos em que Buzar parece falar menos como presidente da Academia e mais como alguém que dedicou a vida a registrar o Maranhão que viu nascer, crescer e se transformar. A entrevista, mesmo em formato de trailer, revela a densidade de um encontro que ultrapassa o registro jornalístico: é um retrato de época, um diálogo entre memória e futuro.

O resultado é um material que valoriza a palavra — dita, escrita, preservada — e reafirma a importância de conversas que não se contentam com superficialidades. É jornalismo em sua forma mais nobre, cuja capacidade profissional do jornalista Mhario Lincoln é inrrefutável com perguntas precisas e com a capacidade de transformar uma conversa em documento.

VÍDEO-BÔNUS

(Logo abaixo, a homenagem do professor José Neres sobre Benedito Buzar)

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O MELHOR BBB DE TODOS OS TEMPOS
José Neres, convidado da Plataforma Nacional do Facetubes.
 
Não. Se você acessou este texto imaginando que nele iremos dissertar sobre o Big Brother Brasil, reality show bastante popular que já se encontra na sua vigésima sexta edição, sempre com uma estrondosa audiência e doses cavalares de escândalos, você está enganado. Não! O BBB de que falarei aqui é o professor, escritor, jornalista e acadêmico Benedito Bogéa Buzar, um dos mais importantes nomes da recente história cultural do Maranhão.
Primeiro dos oito filhos do casal formado por dona Deonila Bogéa Buzar e pelo senhor Abdala Buzar Neto, Benedito Buzar nasceu no dia 17 de fevereiro de 1938, na cidade de Itapecuru-Mirim, onde iniciou seus estudos no Grupo Escolar Gomes de Sousa. Continuou seus estudos em São Luís, no Colégio Marista e no Liceu Maranhense. Em 1958, concluídas as primeiras etapas de sua educação, rumou para o Rio de Janeiro, onde pretendia estudar Medicina. Contudo acabou ingressando no Curso de Agronomia da Universidade Rural.
Como não conseguiu adaptar-se ao Curso de Agronomia, o jovem Buzar decidiu retornar à capital maranhense, onde, em 1966, aos 28 anos de idade, concluiu o bacharelado em Ciências Jurídicas e Sociais. Antes, porém, em 1962, foi eleito deputado estadual pelo Partido Social Progressista (PSP). Seu mandato, porém, durou pouco, pois, em 1964, com o poder nas mãos de um regime ditatorial, diversos deputados não alinhados com os novos governantes foram cassados. 
 
Em 1967, Benedito Buzar casou-se com a professora normalista Solange Nascimento Silva. Dessa feliz união, nasceu, em 1975, Rodrigo Buzar. Sobre seu casamento com Dona Solange, Benedito Buzar declarou, nas comemorações de suas Bodas de Ouro que: “A completar 50 anos de intensa vida conjugal com Solange, pedi a Deus que, na outra encarnação, fizesse eu já nascer casado com ela”.
Buzar exerceu diversos cargos públicos e prestou notáveis serviços à população maranhense. Foi Chefe de Gabinete da Superintendência do Desenvolvimento do Estado do Maranhão (SUDEMA), Chefe de Gabinete da Prefeitura de São Luís, Secretário Municipal de Educação, Cultura e Ação Comunitária, membro e presidente do Conselho Estadual de Cultura, presidente da Maratur – Empresa Maranhense de Turismo, Diretor do Serviço e Imprensa e Obras Gráficas do Estado do Maranhão (SIOGE), Secretário Estadual de Cultura, Gerente de Estado da Gerência Regional de Itapecuru-Mirim e presidente do Conselho Curador da Fundação da Memória Republicana, entre outros cargos de relevância.
 
 
Benedito Buzar teve também atuação na docência superior, sendo, a partir de 1972, contratado para ministrar aulas de Ciência Política no Curso de Administração das Escolas Superiores do Maranhão. Posteriormente, com a criação da UEMA (Universidade Estadual do Maranhão), tornou-se professor titular do Curso de Administração, sendo, em 1996, remanejado para o Departamento de Ciências Sociais Aplicadas dessa mesma Instituição de Ensino Superior, por onde se aposentou em 1998. Benedito Buzar foi também Diretor do Departamento de Comunicação das Indústrias do Estado do Maranhão, Chefe as Assessoria de Imprensa do Banco de Desenvolvimento do Maranhão, Assessor Especial do Conselho Deliberativo do SEBRAE_MA e representante do Ministério das Comunicações da Telecomunicações do Maranhão (TELMA).
Sempre preocupado com sua formação intelectual, Benedito Buzar fez diversos cursos de aperfeiçoamento e se tornou um dos mais relevantes pesquisadores da política e da história do Maranhão. Suas obras servem como referência para diversos estudiosos que buscam compreender os meandros das articulações sociais e políticas do Estado.
 
 
Temos a seguir uma lista de suas publicações, com as respectivas datas da primeira edição:
A Greve de 51 (1983)
FIEMA: 20 anos de lutas e vitórias (1988)
Politiqueiros, politicalhas, politiquice, politicalha e política no Maranhão (1989)
50 Anos do Banco do Estado do Maranhão (1989)
Cem anos de telefonia do Maranhão (1991)
Neiva Moreira: O jornalista do povo (1997)
O Vitorinismo (1998)
Vitorinista e oposicionistas (2001)
No tempo de Abdala era assim (2011)
O dia a dia da história de Itapecuru (2014)
O Itapecuru de Zuzu Nahuz (2018)
Roda Viva – 1972 (em dois volumes, 2024)
Além dessas obras em livros, Benedito Buzar tem também milhares de textos espalhados em diversos jornais, pois fez por década a cobertura jornalística dos acontecimentos políticos no Maranhão e no Brasil.
 
 
Benedito Buzar: 88 anos de história.
A produção intelectual de Benedito Buzar fez com que ele se tornasse um dos nomes mais respeitados do jornalismo e da política maranhense, abrindo-lhe as portas para diversas instituições, como é o caso do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, onde ocupou a Cadeira 35, que tem como patrono Domingos Perdigão, e a Academia Maranhense, para onde foi eleito em 2008 para a Cadeira número 13, que foi fundada por José de Almeida Nunes e que tem como patrono o jornalista José Cândido de Moraes e Silva. Entre os anos de 2012 e 2019, Benedito Buzar ocupou o cargo de Presidente da AML, tendo como um de seus projetos mais louvados a aproximação da Instituição com a comunidade, a partir de visitações dos acadêmicos a escolas públicas e particulares, recepção de alunos e professores na sede da Academia e diálogo constante dos diversos setores da sociedade.
Em breves palavras, esse é o BBB mais estimado da cultura maranhense. Amanhã, 17 de fevereiro, ele completa seus 88 anos de vida e de significativas contribuições para as letras e para a historiografia local e nacional.
Nossos aplausos e parabéns para o melhor BBB de todos os tempos!

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BUZAR: 80 ANOS BENEDITO
LINDA BARROS prestou essa hoemangem a ele, na data natalícia de 80 anos.
Muitos nem imaginam, mas às vezes seu nome tem muito a dizer sobre você. Com advento da tecnologia e em especial a televisão, os nomes mais tradicionais como, Maria de Nazaré, João Batista, José Maria, Manoel de Jesus, entre tantos outros, foram se perdendo com o tempo. Em cada um deles expressa e pesa a força de uma personalidade quase sempre religiosa. Até meados do século XX, esses nomes pertenciam à família brasileira e coincidentemente, nomes como os mencionados anteriormente, representavam a história e a fé de um povo. É com essa força no nome que eis que nasce Benedito Bógea Buzar, ou tão somente Buzar, como muitos o conhecem e o chamam carinhosamente.
O nome Benedito surgiu a partir do latim antigo Benedictus, derivado de benedico que quer dizer “pedir proteção divina em favor de alguém”, significa "bendito", "abençoado", "louvado". Este nome foi difundido por São Bento de Núrsia, que nasceu com o nome de Benedetto, foi também fundador da Ordem Beneditina, que regulamentou a vida monástica no cristianismo, pregando a pobreza, a castidade e a oração. Atualmente, a Ordem de São Bento é considerada uma das maiores ordens monásticas do mundo. Por influência do santo, o nome passou a ser comum entre os cristãos, sendo adotado por 16 papas. 
 
Linda Barros (APB-MA) & Benedito Buzar (AML)
Quase final da década de 30, mas precisamente 1938, ano de acontecimentos muito relevantes para a nossa História tais como: em janeiro do referido ano foi realizada em Paris a primeira exposição internacional do movimento surrealista, acontecimento que marca o apogeu deste movimento antes da Segunda Guerra Mundial; nesse mesmo ano, o general Franco estabeleceu o seu governo na Espanha, dando início a uma ditadura que duraria 40 anos; como vivemos no chamado país do futebol é relevante salientar que nesse mesmo realizou-se na  França o terceiro campeonato mundial de futebol, organizado pela FIFA, no qual participaram 15 equipas, sagrando-se campeã a Itália, depois de vencer a Hungria por 4x2.
São detalhes importantes para nossa história que deve ser mencionado, pois nesse 1938, em 17 de fevereiro nasceu na cidade de Itapecuru- MA, filho do casal Abdala Buzar Neto e Deonila Bogéa Buzar, o professor, advogado, escritor, jornalista, membro e atual presidente da Academia Maranhense de Letras, Benedito Bogéa Buzar. O professor Buzar, como também é conhecido, é muito atuante no meio cultural e intelectual da nossa cidade.
 
Autor de diversas memórias históricas, duas das quais foram premiadas pelo Concurso Artístico e Literário Cidade de São Luís: Do Sarneysmo ao Vitorinismo e Eleição de Chateaubriand no Maranhão. De suas numerosas pesquisas, Benedito Buzar publicou A greve de 51; Os Trinta e Quatro Dias que Abalaram São Luís; Fiema: vinte anos de lutas e vitórias.  Politiqueiros, politicalha, politiquice, politicagem e política do Maranhão; 100 anos de telefonia no Maranhão; O vitorinismo; lutas políticas no Maranhão (1945 a 1965); Vitorinistas e oposicionistas; Neiva Moreira: o jornalista do povo; e 50 Anos da Greve de 51. 
Neste ano de 2018, o Presidente da Casa de Antônio Lobo, completa 80 anos com muita vitalidade, lucidez, discernimento e com a simplicidade e jovialidade de um homem carregado de cultura e intelectualidade. E Benedito seja por muitos anos.
*LINDA BARROS é Professora, atriz e membro da APB-MA

 

 

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